Nos últimos anos em São Carlos - dos maiores pólos universitários do país- surgiram fortes manifestações, em particular no meio estudantil, voltando a privilegiar uma outra cultura, que não a promulgada pelo grande mercado e mídia. Aliando-se a estas pequenas insurreições, o Festival Arte para Bixo tinha seu primeiro momento em 2010, com apoio de um dos Centros Acadêmicos e do Diretório Central de Estudantes da UFSCar (DCE-UFSCar).
Inseria-se de maneira diferente dentro da universidade, frente a uma necessidade que se denunciava: Era preciso, já desde o primeiro contato do universitário com a universidade, apresentar as ações e motivações destas outras iniciativas, procurando incentivá-lo a se perguntar que é que acontece ao seu redor, permitindo-lhe alternativas.
Em moldes bastante parecidos o Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (CAASO), assim como outras entidades estudantis, já vinham desenvolvendo este papel em São Carlos, na USP e na UFSCar, como por exemplo com o MACACO (Movimento Artístico e Cultural do CAASO), irrompendo inclusive no mesmo ano com a Macacada. Estas movimentações, de modo geral, tomam corpo no cenário nacional como um todo.
Ações como esta se fizeram e ainda se farão necessárias para dissociar a imagem coletiva que a sociedade tem da universidade. Esta é encarada ora como simples ferramenta para galgar uma posição na sociedade, ora como espaço de maior profusão das festas. As festas universitárias se diferem daquelas da sociedade talvez apenas em grau, já que os valores ali promulgados são os mesmos.
Aquele universo onde o senso crítico é formado, que contestaria aquilo que está dado, que criaria e permitiria uma nova vivência em contato com visões diferentes de sociedade, já não mais é verdadeiro há muito. Um tanto por desapego dos próprios estudantes, mas muito pela própria construção do indivíduo na sociedade, que impele a universidade a servir seus propósitos mais imediatistas.
Neste contexto, a universidade se fecha em si mesma, não atingindo a sociedade onde ela mais seria necessária, deixando-se apenas como máquina replicadora para o mercado. Mesmo os próprios estudantes não conseguem fugir desta nova diretriz. Reflete-se aqui a proibição em diversas universidades pelo país das atividades estudantis, seja pelo seu veto direto, seja pela proibição do consumo e venda de bebidas alcóolicas, tolhendo o que figura invariavelmente uma das grandes atividades agregadoras e o parco financiamento primário dos estudantes. Processos semelhantes aconteceram recentemente na UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), acabando com uma de suas ações mais tradicionais, o IFCHStock, promovido pelos estudantes do IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas). Na mesma toada segue a USP e em São Carlos este peso já vem sendo sentido, inclusive com a mudança dos rumos diretivos de sua principal entidade estudantil, o CAASO.
Mesmo na UFSCar, dita a excelência no campo da extensão universitária, não se tem uma visão muito diferente. Festivais de palco aberto e ações pelos diversos espaços do Campus não são vistos com bons olhos há muito tempo pela direção da universidade. Seus eventos institucionais ficam presos aos teatros apenas. Uma das poucas iniciativas que perduram é o espaço do DCE-UFSCar, tocado pelos próprios estudantes sem apoio da instituição, ocupado com apresentações e intervenções praticamente todo dia da semana.
Aqui, o Festival Arte para Bixo vem a contramão destas dificuldades, em se tratando de uma ação com respaldo institucional. A Rádio UFSCar, que ampara o Arte para Bixo, já vinha fazendo este papel à comemoração de seus três anos, fazendo a celebração aberta e gratuita nos gramados do Campus. Contudo, mesmo esta abertura para o Arte para Bixo ainda soa como reflexo da visão que se tem da extesão universitária, enquanto mecanismo para alçar visibilidade ao nome da universidade. Nesta edição de 2011 do festival, tinha-se o nome da Pró-Reitoria de Graduação. Assim como o nome do Banco do Brasil, verdadeiro grande patrocinador do evento. Deveriamos ter como grande apoio era a própria instituição, se esta tivesse real interesse em cultivar estes valores.
Todavia, garantia-se estrutura privilegiada a uma ação deste porte, com palco e pavilhão coberto, digno de grande festival, assomado a um line-up fantástico. Conseguia-se um grande festival, apesar de problemas virtuais, como o frio que poderia afugentar a todos e o fim dos estoques do bar de quem não esperava o grande pequeno público, velho e desejoso por este tipo de ação. Mas apesar da boa iniciativa, assim como na Macacada de outrora, o grande público alvo, os ingressantes a universidade, não se tinha. Estes eram tragados ao cotidiano mundano da universidade, onde prepara-se desde o começo o universitário para acompanhar a máquina.
Veja outras fotos da cobertura do festival Arte para Bixo, com Sub Loco e o Fator Acochativo e Mamma Cadela no nosso Picasa.
Com as semanas cheias pelos corres do @macaco2010, até os tweets foram poucos, então vamos a uma dobradinha das duas últimas semanas. O engraçado é que aí nesse mesmo período acabaram rolando uns vários textos no PB. Então, só pra mostrar pra quem não leu, relembrar os que leram e ficar registrados os 140 caracteres gastos, vão os links para os textos do blog também.
Bom, bom, daqui a pouco esta seção vira mais pessoal que nunca, como se tudo já não fosse num blog e num twitter...
Na segunda última comemorava-se o aniversário de três anos da Rádio UFSCar, emissora educativa projeto da Universidade Federal de São Carlos, no próprio gramado em frente a próprio prédio que divide com a CCS, Coordenadoria de Comunicação Social da Universidade. Para a comemoração, estava armado palco para discotecagens de vários dos programadores da radiodifusora e encerramento com uma apresentação de Lucas Santtana. Costumeiro aqui é comentar ou resenhar os shows, mas apesar do mote, o espaço cabe mesmo é a falar da empreitada mais que nobre que figura na transmissão dos 95,3Mhz. Ouvindo-a praticamente desde sua existência, se não pela transmissão inaugural pelos primeiros dias no ar, já ali se sentia o peso diferencial da proposta que a norteava. Encarando-se mesmo como emissora educativa, tem uma abordagem inovadora deste aspecto.
Surgia na época em que havia uma concessão de frequência Rádio USP FM em São Carlos, retransmitindo o conteúdo da capital e fazendo parte da programação localmente, que quem sabe pudesse em certos aspectos trabalhar conjuntamente enquanto proposta, mas que infelizmente caiu com seu mecenas e especialmente por falta de iniciativa de uma universidade retrógrada.
No papel que cabe entre os vários formatos de emissoras, quando se pensa que enquanto emissoras educativas, majoritariamente ligadas à universidades e governos, todas venham a cumprir o papel que a Rádio UFScar desenvolve, isso não é imediatamente verdadeiro. Uma rádio educativa intenta mandatoriamente promulgar conteúdo educativo e, sobremaneira, cultural. Contudo, mesmo neste objetivo pode-se ter amplas interpretações. Ivete Cardoso Roldão vem nos dizer que a "A programação musical não deve ser elitista, mas ao mesmo não deve reproduzir a massificação cultural verificada na maioria dos meios de comunicação que apresenta apenas a produção artística imposta pelas grandes gravadoras. (...) No que se refere ao jornalismo, é essencial que uma rádio educativa se diferencie das emissoras comerciais a partir da democratização das fontes e pautas, ou seja, é preciso incluir os excluídos dos meios de comunicação."
Exatamente aí reside a preocupação, antes de obrigação, da Rádio UFSCar. Levando uma programação semanal focando na produção fora do mainstream, abordando o independente, em especial a brasileira e latino-americana. De samba, reggae e soul, de blues, rock e jazz, de eruda, caipira e eletro, ao mesmo tempo em que pisa não só na música, mas no teatro e no cinema e no futebol e na produção científica. O cenário de nossa megalópole próxima, onde mudar a sintonia fina do receptor entre uma centena de sinais é apenas mudar de repertório entre sertanejo, pagode, pop e o evangélico, se repete mesmo em São Carlos nas suas nove emissoras comerciais, sete no FM e três no AM. A Rádio UFSCar invariavelmente, ressalta aos ouvidos nesta mesmice, pondo-se lado a lado por vezes com a proposta das rádios livres que operam na cidade, Alternativa (107,3MHz) e Capivara (96,1Mhz).
E aqui, a apresentação de Lucas Santtana refletia muito do intuito da Rádio UFSCar. Um dos artistas mais interessantes do cenário atual da música brasileira, divulgando seu conteúdo online por um portal próprio e incentivando a distribuição pelos meios eletrônicos, ao mesmo em que faz certa crítica ao sistema no seu trabalho. Trabalho este que, dialogando com toda a miríade da sociedade, desponta como diferente aos ouvidos do público, exatamente como é aquele feito pela Rádio UFSCar.
Lucas Santtana (voz, guitarra e cavaco) se apresentaria ao lado de Regis Damasceno (guitarra) e Rian Batista (baixo e cavaco), que já haviamos visto com o Cidadão Instigado ainda este ano em São Carlos e em 2008 com o Guizado, Bruno Buarque (bateria e MPC) que bateu por aqui com Anelis Assumpção na Virada Cultural e ainda precisa dar as caras com o Rockers Control, e Dustan Gallas (sintetizadores), além de Sasquat, filho de Buguinha Dub, na técnica, seleção naturalmente bacanuda.
Em outras ocasiões já publicamos aqui no Programa Bluga transmissões feitas ao vivo nos estúdios da Rádio, disponibilizadas como bem encaminham as diretrizes da Rádio UFSCar. Não só é feito nos estúdios da Rádio este tipo de trabalho, que ainda permite aos artistas ter o registro em pistas múltiplas da gravação, mas também retransmitindo eventos na cidade, como os festivais Contato e Rock na Estação.
A abertura para os artistas locais terem esta oportunidade existe e está sendo trabalhada fortemente em uma iniciativa recente, com o Tenho uma Banda. Claro, nem sempre a Rádio UFSCar consegue levar a cabo suas próprias diretrizes. Há que se lembrar, além do trabalho de vários sujeitos envolvidos com visões diferentes sobre o papel da emissora e seus próprios objetivos serem abrangentes, trata-se uma rádio sem fins lucrativos, ligada a uma instituição e por mais vanguardista que seja, como diz-se por aí da Universidade Federal de São Carlos no campo da Cultura e da Extensão Universitárias, esta carece de abertura e mesmo visão para contextualizar-se.
Mas desta vez, saindo dos estúdios para montar a beira de suas portas a estrutura para uma bela apresentação que seria também transmitida para toda a cidade na frequência da Rádio e ao mundo pelo streaming online no portal, abria-se a possibilidade para que a ventura seja repetida ao mesmo tempo em que propiciava uma comemoração digna dos três anos da Rádio, agraciando ao público.
Setlist
1. Cira, Regina Nana; 2. Pela Orla dos Velhos Tempos/Super Violão Mashup; 3. Amor em Jacumã; 4. Ogodo Ano 2000; 5. Deixe o Sol Bater; 6. Nightime in the Backyard; 7. Rua 23; 8. Who Can Say Which Way; 9.Recado pro Pio Lobato; 10. Lycra Limão;
Encore
11. Faixa Amarela; 12. Tijolo a tijolo, dinheiro a dinheiro; 12. Positive Vibration.
Fotos: João Tellaroli Terezani/CCS (Rádio UFSCar) e Massa Coletiva (Lucas Santtana e Seleção Natural)
Escrito ao som do streaming da Rádio UFSCar via oggvorbis. Pena que ainda é mono!
Acabou que trombei com o vídeo que vai abaixo com falas do Lobão. Dê uma olhadela ou se não tiver paciência, veja aqui a transcrição de Marcelo Costa, que twittou a parada esta semana.
Comentei lá no Calmantes com Champagne que apesar destas declarações criticarem veementemente a música independente, essa me parece justamente em total alinho com o proposto por Lobão. Mas cabe uma resposta melhor do que uma arremedo de comentário ou 140 caracteres.
Afirma-se ali que os músicos independentes estariam dando um tiro no próprio pé enquanto profissionais ao procurar disseminar seus trabalhos deixando de lado as ferramentas de divulgação convencionais, incorrendo em pouco ou nenhum lucro ao procurar inicialmente um público centrado em espaços segmentados.
Acredito que enxergar as coisas assim é um grande equívoco. Apesar de a música independente fazer aniversários de décadas, mais recentemente aqui no Brasil ela adotou moldes que se valem do maior catalisador de lucro e divulgação possível: A música independente criou seu mercado próprio. Fez isso de maneira gradativa e continuará crescendo.
Trata-se de um modelo bastante empreendedor, que fez isto tudo se valendo de TODAS as ferramentas convencionais, empresários, produtores, agências, técnicos, estúdios, publicitários, gravadoras, radiodifusoras, redes de televisão, canais online e tudo o mais. Só porque eles centraram estas funções todas nos próprios músicos e nos envolvidos em coletivos e afins não significa que eles abdicaram delas. A sacada é genial! Os canais de comunicação atingirem segmentos específicos é restringir-se a nichos, nichos de mercado. O fato de haver menos envolvidos no processo é praticamente aplicar um modo de produção enxuta.
Há coletivos organizados por toda extensão do território nacional operando com mais metas e reuniões que o mais inovador do empresariado nacional, numa operação de guerra franca, apoiando-se em redes de comunicação e tecnologias de informação mais eficazes que as de grandes corporações globais. Há espaços interligados ao longo de todo o Brasil para apresentações. Há festivais. Há a criação de marcas que o público já reconhece. Há um público já bastante consolidado, que é parte da engrenagem disseminadora, expandindo. E há dinheiro rolando pra cá e pra lá. Há verba pública também, inclusive, mas esta é outra conversa.
Aliás, acredito inclusive que a crítica toda era motivada por ações como as que Rádio UFSCar realizou na Campus Party de 2009, com oficinas de comunicação livre e transmissão de músicas independentes em canais online direto do evento. Ela figura um bom exemplo de apoio a este processo.
Esta é a estrutura envolta no processo do mercado da música independente. E o músico nisso? O músico óbviamente não quer ser ouvido por poucos, muito menos ganhar pouco por isto, é um absurdo crer nisto. Ele quer ter seu trabalho devidamente reconhecido sim, quer crescer. O engano está em pensar que ele quer (ou não quer) atingir o mainstream. Me aparenta que o músico independente não acredita no futuro do mainstream. Se eles estão certos, veremos, mas a velocidade de informação com a popularização de tecnologias propicia maior acesso ao trabalho de qualquer um e facilidades para surgir este trabalho, vide este próprio blog. O músico independente quer a consolidação do mercado independente como único mercado predominante e possível, com o declínio das práticas de até então.
Há um grande erro na leitura dos discursos, que envolvem palavras de difícil conceituação. Democratização, sustentabilidade, desmistificação, libertarismo. O mercado da música independente não propõe uma revolução ao sistema capitalista. Ele propõe uma alternativa dentro do próprio sistema, valendo-se dele, explorando-o ao limite.
Se Lobão visa lucro e se apoia no mercado convencional, por assim dizer, o então criado novo mercado da música independente está um passo a frente visando lucro e se apoiando no sistema convencional. E o mercado velho vai ter de correr para manter seu patamar e a briga está boa, muito boa.
E então digo que trata-se de trocar a metade da dúzia por outros seis. Saíremos de um mercado para outro mercado, invariavelmente, caso o mercado independente emplaque quer o grande mercado se modifique para seguir o passo e predomine. Continuaremos presos a uma indústria que se expropria de elementos culturais para incentivar o consumismo, sem qualquer desprendimento do sistema. E não se propõe aqui alternativas a isto, nada revolucionário, muito menos propondo a revolução (falando do sistema, não do campo cultural). Longe disso. Só se aponta um diagnóstico de outros textos. Provavelmente enviezado, provavelmente limitado, mas preocupante onde lhe cabe.
Como bem havia sido prometido, aí vão as gravações do grupo Cumieira feitas na Rádio UFSCar. As gravações foram feitas na tarde do dia 14 de Agosto de 2009, quando este grupo de Campinas esteve de passagem por São Carlos se apresentando na Noite do MACACO, no CAASO, estreiando repertório novo, depois de enfurnados em estúdio gravando seu primeiro álbum cheio.
Nos estúdios da Rádio UFSCar, com Daniel Roviriego e toda a equipe técnica de lá, foram gravadas quatro músicas, sendo duas composições próprias e duas interpretações, que estarão no disco que será lançado em Novembro, intitulado Festa na Cumieira.
A Cumieira ainda deu uma entrevista para Lucas Ferreira, no Programa Ecos de Tupak Amaro, que foi ao ar no dia 22 de Agosto, já veiculada por em nossa postagem anterior.
Cumieira - 2009 - MACACO na Rádio UFSCar: Cumieira Ao Vivo
01. Chorinho em Gotham City (Henrique Einsenmann); 02. Celso (Hermeto Pascoal); 03. Quando todos se Encontram (Fernando Seiji Sagawa); 04. Águas de Março (Tom Jobim);
Esta é a primeira das muitas tiradas do MACACO (Movimento Artístico e Cultural do CAASO) que estão por bater aqui. Trazemos o programa Ecos de Tupak Amaro #105. Nesta edição, a primeira depois da comemoração de dois anos do Ecos, quem dá as caras é o grupo Cumieira. Ouça direto aqui no player o áudio do programa, ou baixe lá no final do post!
Vindos de Campinas para apresentação em São Carlos justamente na Noite do MACACO no CAASO, ao lado da apresentação de dança Hidrogênio, a banda Nuda e a discotecagem radiofônica dos camaradas do Independência ou Marte, em parceria com a Rádio UFSCar, fizeram nos estúdios da Rádio gravações de composições próprias e interpretações de Tom Jobim e Hermeto Pascoal, divulgando seu trabalho e o próprio show na Noite do MACACO em 14 de Agosto. Também fizeram uma entrevista com Lucas Ferreira, justamente para o Ecos de Tupak Amaro, que foi ao ar no dia 22 de Agosto, rolando os sons gravados anteriormente também.
Na entrevista, os integrantes do grupo falam de sua formação musical, nas suas influências, em como surgiu o Cumieira. Ainda, a cada uma das composições apresentadas, dão pequena introdução a respeito, ajudando a desmistificar seu trabalho. Como já sabiamos, também deixam o recado sobre seu álbum que está para sair, Festa da Cumieira.
Assim, aqui fica o arquivo, registrando as palavras e as belas gravações, a quem quiser! Mais além, trazemos aqui as músicas gravadas e veiculadas no programa, em alta qualidade, com um dos muitos trabalhos do MACACO para continuidade e perpetuação de sua espécie.
A comemoração de dois anos do programa, trouxe-nos um figura com quem tive a oportunidade de trocar algumas idéias meio perdidas entre cervejas. A festa aconteceu no último dia 12 de setembro e combinando o útil ao agradável, o evento também serviu como alavanca para levar à público o mais novo bar da região – Galeria Bar.
Semanalmente, apresentado pelos DJs FLX e SYA, o programa ALL MASSIVE, na Rádio UFSCar, leva à galera uma programação destinada à música eletrônica e o quê está rolando de novo da cena em Sanca e região. Com um público ainda escasso, mas fiel, a programação conta com estilos como drum´n bass, breakbeat e dubstep, que fazem parte do conceito das 'batidas quebradas" dos moços. E no mês de aniversário, contou com uma programação especial - participações de feras de nome, entrevistas e sets especiais, dentre eles, DJ Nedu Lopes (Breakbeat – MG), DJ Dubstrong (SP), DJ Weirdo (Jungle/D&B – DF) e Nego Moçambique (Breakz – SP). ALL MASSIVE é um dos projetos do coletivo NuSkool.org, que conta com DJs e produtores das mais variadas vertentes da música eletrônica. A galera foi também umas das atrações da 5ª Semana do MACACO deste ano, com apresentação de alguns de seus DJs (Yasmina - Electro; Branco - Techno; e, FLX - Drum'n bass/Ragga Jungle; todos de Sanca City), e trouxe-nos também a atração direto de Sampa: Roots Rock Revolution - Funk/House/Breakbeat. E é presença confirmada no Festival Contato, em outubro.
A comemoração dos 2 anos de programas levados aos nossos ouvido foi feita no espaço saído do forno à pouco, o Galeria Bar. Conhecido de outras épocas, ele ressurge com outros administradores, estilos, mas quase a mesma cara, tirando algumas mesas de sinuca distribuídas pelo espaço onde cabem mais de 600 pessoas. Bom palco, ótimo espaço, mas ainda algumas pequenas falhas da organização que torcemos serem corrigidas logo menos, torcemos que muito em breve ele possa ser mais uma opção, dentre as escassas, para refugiar os aflitos por boa música. O local ainda está buscando pelo público e para isto, conta com uma programação que levanta muitas dúvidas acerca da qualidade, mas acerta vez ou outra.
A noite começou com o DJ Acabou de Sair (Araraquara/Ribeirão Preto) com Dubstep e fechando a festa, os DJs FLX (São Carlos) e Samuhka (Araraquara), ambos rolando Drum'n Bass. Claro que a grande atração foi mesmo por conta de Nego Moçambique N, e seu RoboticAfroFunkDancin?subatomicbrokenhouse, termo criado pelo próprio em um trabalho de 2007. Ao vivo, ele manda breaks, house music, black music universal, além de mesclar vocais em inglês, português, espanhol e dialetos próprios (!!!).
O cara é um dos produtores de música eletrônica mais elogiados e autênticos do país. Já participou de importantes festivais como Mutek (Canadá), Sónar (Barcelona), Skol Beats (São Paulo) e TIM Festival (Rio de Janeiro). Seu repertório não utiliza apenas reproduções partindo de toca-discos, uma workstation, um sintetizados/teclado e um sampler dos quais retira todos os timbres necessários para suas composições, além da própria voz. Na apresentação de sábado, o cara trouxe-nos sua inusitada produção "Highlander do Funk", além de outras produções que vocês podem conferir no MySpace.
Apesar da bluguete aqui não ser detentora de muitos conhecimetos acerca deste gênero musical nunca dantes apresentado aqui, posso afirmar que a noite foi boa mesmo!
Ilustração por Nego Moçambique (Confira também estes outros trabalhos dele aqui)
Como muito bem promulgado via twitter e outras tantas postagens anteriores, ficaram algumas surpresinhas do MACACO ainda por aflorar aqui no blog.
Alguma coisa delas já pode muito bem ser explorada no programa Independência ou Marte #113, que foi ao ar nesta Segunda-Feira, 14/09, onde rolou um papo a respeito da 5ª Semana do MACACO. Disponibilizada a gravação do programa a 128kbps, é possível baixar tudo, vale a pena conferir, ou ouvir direto no player do IouM, abaixo!
O que rolou lá nos estúdios da Rádio UFSCar, transmitindo a 95,3MHz e online via http://www.radio.ufscar.br, Jovem Palerosi e Felipe Silva receberam Gabriela Rahal, Renata Utsunomiya eAlexandre Vergara para comentar um pouco sobre o evento. Claro, isso tudo lembrando uma parceria extremamente necessária que foi feita entre o MACACO e a Rádio UFSCar, divulgando e registrando em seus estúdios algumas das atrações da Semana do MACACO. Não poderiamos deixar de replicar especialmente este programa, dada nossa relação direta com o próprio MACACO, bem como pela divulgação do nosso blog ao vivo no IouM!
Assim, foi possível conferir algum do material gravado ao vivo nos estúdios da Rádio UFSCar com o pessoal do La Cartelera, de Córdoba na Argentina, que rolou na Segunda-Feira do MACACO, e do Guardaloop, de Olinda, que rolou na quarta-feira.
De quebra, completando a divulgação do que rolou nesta Semana do MACACO, também marcaram presença no bloco o Deduções de Dupin, em uma gravação praticamente home studio, mas que vale pela relevância do projeto, dos mais interessantes, feito por músicos de São Carlos especialmente para o MACACO, dentro de uma proposta de música instrumental improvisacional.
Também aproveitou-se de um material saído de uma de nossa paixões, um bootleg, dos mais bacanudos, com o Comadre Fulozinha, capturado ao vivo direto da mesa de som do show na Arena do Teatro Municipal de São Carlos, com a ajuda de Gustavo Koshikumo, camarada do Plano Próximo e Massa Coletiva. Aliás, em algum momento precisava-se render pequena homenagem ao coletivo, que apoiava o evento e fez grande papel na ponte com algumas das bandas, na figura do próprio Felipe Silva do IouM, além de agilizar algo da divulgação e mesmo de infra-estrutura para viabilizar algumas coisas.
E, na falta de uma gravação ao vivo, serviu bem o material de estúdio de outro dos nomes que cruzaram o MACACO, com o Contra Fluxo, grupo de rap de Sampa.
Vale lembrar que também tivemos a gravação do pessoal do Nuda, que rolou na Noite do MACACO de 14 de Agosto, feita pelo pessoal do IouM, que rolou no Programa Independância ou Marte #108, e do Cumieira, em transmissão ao vivo e posteriormente dentro do Programa Ecos de Tupak Amaro, com Lucas Ferreira fazendo também outra parceria com o MACACO e a Rádio UFSCar.
Lembrando que o programa ainda será reprisado neste Sábado, na Rádio UFSCar, às 15h!
Agora, aguardem, que logo-logo disponibilizaremos todo este material tirado pro MACACO por aqui também, sejam os arquivos das gravações na Rádio, seja o bootleg do Comadre Fulozinha capturado no Teatro Municipal. Aguardem!
Organizado pela Rádio UFSCar em parceria com a Pró-Reitoria de Graduação da universidade, o Festival de Calouros da UFSCar começava às 16h de quinta-feira, 4 de Junho, na Praça do Mercado em São Carlos, com atrações musicais, teatrais, vídeos, danças e pinturas, que traziam mandatoriamente ao menos um artista do primeiro ano da UFSCar envolvido no trabalho. E, ao final, BNegão e Os Seletores da Freqüência como atração principal este ano.
Quando no ano passado trouxemos AQUI algumas notas tiradas da 2ª edição do Festival, cobrindo a primeira apresentação do Móveis Coloniais de Acaju pela cidade, já imaginávamos que a ocasião iria fazer história no calendário musical da cidade.
Contudo, há uma diferença fundamental entre o de Calouros e os demais festivais da cidade. Um festival como o Rock na Estação, tem todas as suas bandas como atrações principais. No Escuta Essa ou no FeBICA, elas ainda por cima competem entre si. Mesmo no Contato, onde até há uma atração um degrau maior ao final dos shows, todos são expoentes falando nacionalmente.
Já no Festival de Calouros, ao escalar um grande nome sempre, primeiro Teatro Mágico (se é que se pode chamar de grande), depois Móveis e agora BNegão, cria-se uma disparidade monstruosa entre este e o material apresentado pelos então calouros, bixos. Isto, mais do que nunca, é refletido na ridícula presença de público durante as primeiras atrações da noite, justamente quem dá nome ao festival, os primeiranistas. Parece mesmo que extra-oficialmente o horário para começar a festa e às 20h30, com as pessoas fazendo contas, afinal se obrigatoriamente as atividades na Praça do Mercado devem se encerrar às 22h e o BNegão deve tocar no máximo uma hora e meia, este é o horário pra chegar. Chega a ser vergonhoso. Mais uma vez, falando do nome da noite, festival, DE CALOUROS, o público deveria também prestigiá-los. Claro que este ano não tínhamos nem um já finado Javali Underground pra nos surpreender, mas ainda assim prestigiar a todos é o mínimo que se espera de uma audiência. Não havia ali, até perto das 20h, cem pessoas, sendo metade, da organização, enquanto que no auge do BNegão provavelmente 500 pessoas lotavam a frente do palco. E a desculpa de que era uma noite fria só surtia efeito até pouco antes do BNegão, afinal.
Feitos estes comentários, vamos ao festival em si. Nossa equiparagem, também vergonhosamente, não chegou às 16h, mas apenas às 18h. Soubemos de segunda mão que já havia rolado a esta altura duas bandas, Ninguém vai tocar e Ben Affleck, ambas incursionado por covers. A esta altura se iniciava uma encenação teatral, instigadora, de um grupo nomeado Corpo de Rua, ali mesmo, no chão da Praça.
Já para a primeira apresentação que víamos subindo ao palco, um chorinho do grupo Vagalume. Com dois violões, pandeiro e clarinete, executaram nos seus vinte minutos cedidos uma boa seleção de Pixinguinha, com direito mesmo a um Abel Ferreira, com Chorando Baixinho. E reza a lenda que faltava ali um quinto integrante, uma flautista, que batizou a banda. Pela qualidade dos garotos, provavelmente iremos trombar com eles por aí.
E na seqüência, uma pequena surpresa: O único vídeo-clipe de uma banda queridíssima nossa, DonaZica, com a faixa Nua e Crua sendo transmitido no telão do palco principal. Dirigido, nada mais propositado, já que é justamente uma faixa com participação de BNegão na faixa, do álbum de 2005 da banda, Filme Brasileiro. Claro, aqui a desculpa era um calouro do curso de Pedagogia, supostamente Ricardo Vieira, responsável pela edição do clipe, que pode ser visto abaixo. Válido, válido e necessário.
E noutra incursão no chão da praça, enquanto preparava-se o equipamento da próxima banda no palco, era a vez da apresentação circense de um pessoal que está sempre se reunindo pela chamada Praça da XV fazendo malabares e outras estripulias, aparecendo em um e outro evento. Ali chamados Los Boludos, tiveram seus minutos, com direito até mesmo a monociclo.
E praticamente como que abrindo para o BNegão, já que traziam uma produção mais caprichada, tocando ali seus quarenta minutos, bem mais que as demais da noite, vinha a banda Krakatoa Reggae, de Araraquara. Acompanhavam o calouro e baterista Hugo Gorla, os gêmeos Vitor Gorla e Davi Gorla, na guitarra e contra-baixo, Rick nos vocais e Ras Tabeça na percussão. Com alguns anos tocando pela região e lançando um álbum até o fim de junho, fazem uma proposta praticamente vale-tudo, daquelas bandas típicas de balada. No setlist da noite apresentaram algumas faixas próprias, como a homônima Krakatoa Reggae, alguns arranjos por muito reggeados de Jorge Ben Jor, como Mas Que Nada e Umbabarauma, até mesmo um Chico Science, com Manguetown e, como não poderia deixar de ser, Bob Marley, com Exodus e Get Up Stand Up.
E, já tradicionalmente antes de subir ao palco o grande nome da noite, surgia à bateria da UFSCar para tocar, ou tentar, algumas coisa ali. Esperemos que aqueles ali sejam apenas o calouros, porque foi sofrível, de fato. Felizmente, curto! Agora, se houve outra reclamação na noite, foi o volume excessivo do som ali na praça, que pareceu incomodar muitos da platéia. Isto atrapalhou em muito as bandas de calouros, que obviamente não passaram som algum, simplesmente entravam tocando. Felizmente para o BNegão houve um acerto do PA, claro.
Como previsto, às 20h35 subia ao palco um sujeito corpulento, imponente, BNegão, acompanhado de seus Seletores de Freqüência, que colocaria força no palco e contaminaria a galera. Mesmo em vinhas de lançar um novo álbum, ainda apresentavam muito de seu já velho trabalho-debute, Enxugando o Gelo, lançado em 2003, que em certos aspectos é um marco dentro da música independente brasileira, quando naquela época já disponibilizava o álbum para download na íntegra.
Famoso junto ao Planet Hemp, se é um homem do Rap, BNegão compreende muito bem a música brasileira e do mundo, aplicando em seu trabalho sonoridades diversas, realmente: do Funk Carioca ao Blues do Mississipi; do Reggae ao Samba; do Dub ao Rock; do Jazz ao Hip-Hop, da Bossa ao Hardcore. Isto claro é fruto de uma produção e estudo que busca criar álbum que apesar de ter uma linha-guia, tem muitos ramos, com guitarras beirando até o manguebeat de Maquinado e trompetes e samples lembrando Guizado, servindo ao público já estabelecido que o ouvia no Planet Hemp e devidamente conquistando novo público, chegando a novas rádios, a alta mídia. É quase engraçado como o independente se torna mainstream e há popularização, senão comercialização dos ímpetos mais transgressores da sociedade, ouvidos por todas as classes, banalizado.
E justamente como seu álbum, era o público que o assistia. Embora centrado nos universitários, uma platéia heterogênea, que de fato conhecia seu trabalho, estava lá. Também pudera, cinco anos do álbum lançado e uns bons três anos excursionando com os Seletores. E os Seletores são cariocas, Pedro Seletor no trompete, voz e guitarra, Fabiano Moreno na guitarra, cavaquinho e Voz, Robson Vinttage na Bateria, e Kalunga no Baixo. BNegão, além da voz e linha de frente, vem a guitarra em um faixa ou outra também. O show de fato é forte, muito bem levado, criando vínculos fortes com a platéia, intimando ela a se mexer, espantando o frio que caia sobre São Carlos naquela semana.
Rolaram no setlist praticamente todas as faixas de álbum de 2003, com pontos altos em Prioridades, no seu refrão na boca de todos, "Priorize as Prioridades", e V.V, rap-samba onde Moreno ataca no cavaquinho e Pedro na guitarra. BNegão também mostrava algumas cartas para o próximo, que sai neste segundo semestre, como Juju, Reação e Proceder/Caminhar. Ainda traziam arranjos para Jorge Ben Jor, finalmente bem contemplado na noite depois do que o pessoal do Krakatoa havia feito, justamente no meio da faixa nova Juju, com trechos de África Brasil (Zumbi), do álbum África Brasil, de 1976. De Jorge, aparentemente muito admirado por BNegão, também tinham programado Hermes Trimegisto Escreveu, do mesmo álbum. Desta saiu um vídeo em Sorocaba, que segue abaixo! Outro arranjo que embalou o povo ali na Praça do Mercado era o Reggae, finalmente bem conduzido, com I Chase the Devil, do jamaicano Max Romeo.
01. A Palavra; 02. (Funk) Até o Caroço; 03. Nova Visão; 04. Prioridades; 05. Reação; 06. Proceder/Caminhar; 07. V.V; 08. Dorobo; 09. Seletores de Freqüência; 10. I Chase Tha Devil; 11. Hermes Trismegisto; 12. Juju; 13. O Processo; 14. Qual é o seu nome?; 15. A Verdadeira Dança do Patinho;
BIS 1 Enxugando o Gelo; Pass The Peas; Beatbox+Trumpets; (Funk) Até o Caroço (versão tocada em Brasília);
BIS 2 Beatbox+trumpets; Imunização Racional;
Vale comentar que ao chegar em Dança do Patinho, iam indo às 22h, "e em teoria o show se encerrava por aqui...". Mas atendendo a pedidos, no bis estes foram contemplados com a faixa homônima ao álbum, Enxugando o Gelo, mais Pass The Peas, de Maceo Parker, incursionando pelo Soul e Jazz do americano. Brincariam ainda com um beatbox de BNegão mais o trompete de Pedro Seletor, seguido por uma uma outra versão de (Funk) Até o Caroço, até então só tocada em Brasília. Eles voltariam instantes depois para um segundo bis, novamente com o lance do beatbox e trompete, pra emendar um Tim Maia, com Imunização Racional, do álbum Tim Maia Racional Volume 2.
BNegão é um monge-shaolin-negro, que saúda marcialmente a platéia como quem venera seus companheiros numa luta contra inimigos quase invisíveis. Sua crítica política é descarada em faixas como A Verdadeira Dança do Patinho, que como muito bem dito pela figura "É o reflexo terceiro-mundista do brasileiro, que nasce bebendo e dançando (...) E no momento em que o índio aceitou o primeiro espelhinho português o som que se ouviu no horizonte foi quén-quén-quén", como um patinho, de fato.
Um dos aspectos interessantes desta edição do Festival foi uma iniciativa dos calouros do curso de Imagem e Som, trabalhando na noite, por trás das atrações, fazendo uma cobertura dos eventos. Estavam lá todos trajando preto com uma camiseta com os dizeres PISCAR, sigla nos remete a Produção Independente de São Carlos, senão uma Pixar, não é? Contudo, vamos ver ainda se sai algum material em áudio, vídeo, fotos e afins dali. Já dissemos uma vez por aqui, nem o Contato finaliza tanto quando captura, o que é uma lástima.
E outro lance bacanudo da edição deste ano foi a realização do Festival não apenas em São Carlos, mas também em Sorocaba. Com um estranho Campus da Universidade Federal de SÃO CARLOS nesta cidade vizinha, também aconteceram por lá apresentações dos calouros, finalizando com o BNegão. De lá temos apenas o vídeo do BNegão, por hora. Alguém esteve por lá pra nos contar como foi?
Só nos resta a dúvida sobre o que aconteceu com a edição que se passaria em Araras, outro Campus da UFSCar. Será real o boato de que ela não foi levada a cabo pela escolha da curadoria do evento recair em um membro do Planet Hemp? Que pensamento...
Ademais, mais um ensaio de fotos da noite, AQUI, no nosso Picasa!
Depois do furor que nos foi assistir ao vivo o Violeta de Outono no Teatro Municipal de São Carlos, restava-nos apenas guardar na lembrança, quem sabe fotos, daquela noite. Contudo, eis que surge Marco Batalha, a quem temos muito a agredecer, que apresenta o programa Ummagumma ao lado de Maurício Martucci na Rádio UFSCar, com o arquivo de áudio daquela noite!
Como houve a transmissão ao vivo pelo Ummagumma, que comemorava ali sua centésima apresentação, o áudio foi capturado direto na Rádio UFSCar, à 128kbps. A qualidade é razoável apenas, mas com certeza vale pelo registro histórico da ocasião.
Há no arquivo a última faixa, Dogs, do Floyd, tocada pelo Homem com Asas, que fazia a abertura da noite, alguns comentários dos nossos apresentadores, pequena entrevista com Danilo Zanite do HcA e, a grande pedida, o ao vivo do Violeta de Outono.
Para quem ainda não leu, a cobertura daquela noite foi feita em nossa última postagem, AQUI! Quem prestar atenção, faltou o bis. Mas estão lá a psicodelia de Syd Barret. Para ouvir direto, só clicar no player abaixo:
Este não é o primeiro bootleg que apresentamos, há este outro material AQUI! Está no ar também um material gravado nos estúdios da Rádio UFSCar pela banda de Blues Rock Stranhos Azuis, da qual também fazer parte Danilo Zanite e Luciano Matuck, que tocaram nesta noite pelo Homem com Asas.
Esta divulgação através de bootlegs destas apresentações ao vivo, senão material oficial , seja em CD, DVD, no YouTube ou em algum outro canto qualquer, é fundamental para a carreira de uma banda. Logo mais tentarei sintetizar alguns pensamentos a respeito em um texto, necessário.
Eis que finalmente o Programa Bluga permeia novas mídias! Na última Segunda-feira, 13 de Abril, o nosso honorável membro Vanderlei, expôs alguns comentários sobre a história e iniciativa de nosso humilde blog, nos estúdios da Rádio UFSCar. A convite de Jovem Palerosi e Felipe Silva, no bloco Momento Região, que ocasionalmente compõe o Programa Independência ou Marte, o Programa Bluga fez sua primeira aparição radiofônica. E nisso ainda aparecemos num post no blog deles, já parceiro a tempos ali na barra lateral.
O Programa é transmitido a 95.3 MHz, e também ao vivo no site da Rádio UFSCar e pelo Portal Fora do Eixo. Ainda haverá a reprise do Programa neste Sábado, dia 18, às 15h na Rádio UFSCar e no Rockalive, na Quarta-feira dia 22, às 20h. Portanto, quem não ouviu, ainda pode conferir! Mais além sai o podcast no Portal Fora do Eixo, mas o arquivo já está disponibilizadopara download aqui no RapidShare e também no Megaupload, para a posteridade. Baixe e ouça já!
Além da conversa amistosa, nos foi pedido para apresentar alguns sons relacionados com nossa proposta. Por não termos decidido ao certo o quão ideologicamente exigentes devemos ser, acabamos optando acertadamente por levar algumas das bandas nacionais que já passaram pelo blog, não tão evidentes na mídia e que julgamos possuir algo, senão muito, de relevante. As faixas escolhidas foram: O Réquiem, do Mentecapto, uma das primeiras bandas aqui contempladas; Piano, do DonaZica, grupo altamente admirado por cá; Fóssil, com Labirinto, lembrando possivelmente o melhor show que já assistimos no Armazém Bar em São Carlos, mas infelizmente não resenhado; e, Herod Layne, com Sealand Fire, outro som por muito interessante.
Não que essas bandas necessariamente apresentem algo tremendamente inovador, que é idealmente o que o Programa Bluga realmente desejaria incentivar. Mas elas fogem do senso comum, do "mais do mesmo", e ao mesmo tempo capturam influências interessantíssimas lá de fora, sem deixar de acrescentar uma brasilidade à coisa toda. Por esses motivos, essas bandas merecem seu devido destaque dentro desse universo musical acriativo que reina na maioria das mídias.
No intuito de prestigiar a produção local, também escolhemos algumas das bandas regionais cujas iniciativas louvamos grandemente e cujos shows já foram aqui esmiuçados. Por sugestão de Jovem Palerosi, elas acabaram sendo agregadas ao bloco seguinte, que objetivava divulgar o mini-festival Massaroca. O som foi composto por Aeromoças e Tenistas Russas, com a faixa Jacques Villeneuve Experience(Ao Vivo Rádio UFSCar); Plano Próximo, com Pior Que Porrada (Ao Vivo Rádio UFSCar); Hideout from the Sun, da banda americana Ketman, que está fazendo um tour pelo interior paulista; e finalmente, performando Perseguida, Malditas Ovelhas!(na verdade ainda terá uma resenha mais completa, até então apenas os cobrimos em festivais por aí afora). E falando em MO!, os caras estão com um blog também, narrando as peripécias de cada show, agora Brasil afora! Também já foi adotado como parceiro ali do lado!
Com isso, praticamente fechamos nossas comemorações de um ano de Programa Bluga, sendo agraciados com o convite e o registro dessa honrosa conversa!
Lembrando que, nesse segundo ano, temos algumas novidades. Além da nossa Agenda, na qual você pode conferir os eventos futuros que julgamos interessantes, encontramos uma maneira de apresentar sempre mais e mais conteúdo, praticamente todo dia, sem perder o foco. Paralelamente às resenhas maiores, estamos usando o twitter para micropostagens, onde jogamos alguns links de material interessante, comentários espirituosos e trazemos alguns prospectos mais imediatos de shows que vimos, setlist e tudo o mais, sejam eles resenhados ou não!
Então, vamos lá, siga nosso twitter (http://twitter.com/programabluga) e interaja conosco! E, se você não tem twitter, sempre é possível ver as últimas twittadas aqui do lado, em nossa barra lateral.
Enfim, mais está por vir! Que venham novas bandas, para que tenhamos sempre mais material pra cobrir. Obviamente, nem tudo nos soa bom, mas, quanto mais som, maior a chance de algo sobressair-se a nossos ouvidos, não é?