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Quizumba Ao Vivo na Macacada

Este é o último bootleg gravado no Festival Macacada no Campus 2 da USP São Carlos. Composto apenas da canção brasileira, de Samba, MPB e tropicalismos, as gravações são um trabalho bastante diferenciado da banda são-carlense Quizumba

No festival, o Quizumba destoava das demais apresentações da noite, embasadas na música independente e autoral. Contudo, sua presença ali se justificava justamente para entender melhor que significa fazer hoje boas versões na música brasileira.

Afinal, muito se fala no meio da música do trabalho autoral, fruto das próprias bandas que o apresentam. Com esta bandeira, separa-se esta nova música daquela de tributos e covers, que comercializaria mais facilmente nomes desconhecidos com hits de grandes ícones. Contudo, poucos prestam atenção a própria canção brasileira, com intérpretes e arranjadores, que retrabalham e criam versões de outros autores desde sempre. Mais uma vez se repetiria a história, sob certa ótica brilhantemente, na música proposta pela banda Quizumba.

Quando surgia em 2008 juntos aos cartazes de festas universitárias por São Carlos, pouco se podia esperar do nome Quizumba. Contudo, vê-los se apresentando permitiria outras perspectivas. Lançando mão de vertentes bem atuais da música brasileira, criavam versões carregadas de um estilo muito próprio e único, dando nova personificação a trabalhos já consagrados com nomes como Chico Buarque, Elis Regina e Clara Nunes. 

Não era de estranhar que a base do grupo já tivesse passado por outros grupos que figuraram na história recente da noite na cidade, com Pablo Mendonza às guitarras e Fábio Salvatti na bateria, vindos de nomes como Zero16 e Lado C. Este bootleg, um das últimas apresentações do guitarrista com o Quizumba, marca a forte personalidade que denota o grupo, junto da voz de Marina Casonato, a Tika.

Hoje, o grupo continua seus trabalhos com novos membros, Marcos Carreri nas guitarras e Muca Matheus na bateria, que se aliam aos remanescentes Tika e Guilherme Ambrósio, baixista da banda. Formam um grupo com raízes fortes no curso de Música junto à UFSCar, Universidade Federal de São Carlos, e já acumulam importantes apresentações por toda região, continuando a gratificante releitura da música brasileira.






Quizumba - 2011 - Ao Vivo na Macacada

Setlist
01. Bola de Meia, Bola de Gude; 02. Ladeira da Preguiça; 03. Conta Outra; 04. Domingo no Parque; 05. Samba do Grande Amor; 06. E o Mundo Não se Acabou; 07. Lavadeira do Rio; 08. Anjo de Fogo; 09. Prece Cósmica; 10. Curto de Véu e Grinalda; 11. A Volta do Malandro; 12. Naquela Mesa; 13. Cara Valente; 14. Para Ver as Meninas; 15. Águas de Março; 16 Tive, Sim; 17. Pedro Pedreiro; 18. Dinheiro (Participação Especial-J.Gheto, do Zero16); 19. Santana; 20. Panis et Circenses; 21. Amor; 22. A Deusa dos Orixás; 23. Partido Alto; 24. Sem Compromisso; 25. Camisa Listrada; 26. Ave Maria no Morro; 27. Bandeira Branca;

Festival Macacada realizado no dia 26 de Fevereiro de 2010, no Campus 2 da USP-São Carlos, promovido pelo MACACO (Movimento Artístico e Cultural do CAASO - Centro Acadêmico Armando de Sales Oliveira). 

Capturado direto da mesa de som em dois canais pelo Programa Bluga (http://programabluga.blogspot.com/) e lançado como bootleg virtualmente no dia 14 de Fevereiro de 2011.

Agradecimentos ao Julinho, responsável pela sonorização da noite, que possibilitou a captura do áudio e também à banda Quizumba (http://www.myspace.com/quizumba) que cedeu as gravações para este bootleg. 

QISP Ao Vivo na Macacada

Fevereiro do ano passou foi memorável para o MACACO, Movimento Artístico e Cultural do CAASO (Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira. Em conjunto com o DCE Livre da USP Alexandre Vannucchi Leme fez-se na Semana de Recepção de Calouros da USP uma atividade que desbravaria o chamado Campus 2 da unidade de São Carlos, integrando alunos e moradores da região à área. Ao promover a ocupação dos espaços com forte enganjamento no movimento estudantil  além da discussão cultural, nada mais justo para a ocasião que trazer de São Paulo também um grupo ligado a estas questões. Assim, viria para São Carlos o grupo de Hip-hop QISP, Quinto Impacto São Paulo.


Com seus dois MC, Fábio Kbeça e Marcelo Sadan acompanhados não só de um DJ mas de toda a cozinha de uma banda, falavam da mobilização social que envolvia suas realidades (leia a resenha da noite aqui). Assim como os demais grupos da noite nas nossas postagens anteriores, o áudio da apresentação finalmente está disponível para download, relembrando a celebração da ocasião e eternizando a ação.





QISP - 2011 - Ao Vivo na Macacada

Setlist01. RG Manifesto; 02. Retrato Brasileiro; 03. Viagem com Consciência; 04. Medley Tim Maia (Azul da Cor do Mar/ Se Me Lembro Faz Doer); 05. Ataque Popular; 06. Nove Anos Atrás; 07. Olhar Acima de Nós; 08. Racionais MC´s (Fórmula Mágica da Paz); 09. Periferia da Paz;

Festival Macacada realizado no dia 26 de Fevereiro de 2010, no Campus 2 da USP-São Carlos, promovido pelo MACACO (Movimento Artístico e Cultural do CAASO - Centro Acadêmico Armando de Sales Oliveira). 

Capturado direto da mesa de som em dois canais pelo Programa Bluga (http://programabluga.blogspot.com/) e lançado como bootleg virtualmente no dia 07 de Fevereiro de 2011.

Agradecimentos ao Julinho, responsável pela sonorização da noite, que possibilitou a captura do áudio e também à banda QISP (http://www.myspace.com/grupoqisp) que cedeu as gravações para este bootleg.

A Banda de Joseph Tourton Ao Vivo na Macacada

Terceiro show da noite do Festival Macacada, que aconteceu em Fevereiro de 2010 no Campus 2 da USP São Carlos promovido pelo MACACO (Movimento Artístico e Cultural do CAASO - Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira), A Banda de Joseph Tourton também é o terceiro bootleg que disponibilizamos nesta leva.
Na ocasião em sua primeira passagem por São Carlos, a banda ainda não tinha lançado seu primeiro álbum cheio. Agora, já contam também com passagem pelo 4º Festival Contato e um show na Cremosita, república lar dos meninos da Aeromoças e Tenistas Russas, que também esteve naquela noite e foi o primeiro bootleg desta leva ao lado da Jennifer Lo-Fi.
A banda recifense havia sido uma atração surpresa no Festival Macacada, não anunciada nos cartazes, já que havia surgido de última hora e pode encaixar a apresentação na ocasião, agraciando a todos com o belo instrumental.




A Banda de Joseph Tourton

Setlist
01. 16 Minutos; 02. Lembra o quê?; 03. O Triunfo de Salomão; 04. Provolone; 05. 100 metros; 06. Aquaplanagem; 07. #3;

Festival Macacada realizado no dia 26 de Fevereiro de 2010, no Campus 2 da USP-São Carlos, promovido pelo MACACO (Movimento Artístico e Cultural do CAASO - Centro Acadêmico Armando de Sales Oliveira). 

Capturado direto da mesa de som em dois canais pelo Programa Bluga (http://programabluga.blogspot.com/) e lançado como bootleg virtualmente no dia 31 de Janeiro de 2011.

Agradecimentos ao Julinho, responsável pela sonorização da noite que possibilitou a captura do áudio e a A Banda de Joseph Tourton (http://www.myspace.com/josephtourton) que cedeu as gravações para este bootleg. 

Jennifer Lo-Fi Ao Vivo na Macacada

Prosseguindo a proposta de nossa última postagem, segue outro bootleg gravado em São Carlos no ano de 2010, ainda no Festival Macacada no Campus 2 da USP. Desta vez trazemos o show da banda paulistana Jennifer Lo-Fi, tocando pela primeira vez na cidade. Infelizmente, tivemos problemas técnicos na ocasião e perdemos parte do show, entregando aqui então apenas as cinco músicas finais do total de oito apresentadas naquelas noite (leia aqui a resenha da noite).

Sem sombra de dúvida expoentes nos trabalhos autorais no país hoje, com dois EP espetaculares lançados, vale a pena conferir a banda ao vivo e este bootleg trás uma boa prova. No fim do mês, dia 31, lançam novos trabalhos, com produção de Chuck Hipólitho, do Vespas Mandarinas. As espectativas são grandes, esperem pra ver!



Jennifer Lo-Fi - 2011 - Ao Vivo na Macacada

Setlist
01. Ataraxia; 02. Delírio Coletivo; 03. Coletivo Segundo; 04. Michael Caine; 05. Pedacabo;

Festival Macacada realizado no dia 26 de Fevereiro de 2010, no Campus 2 da USP-São Carlos, promovido pelo MACACO (Movimento Artístico e Cultural do CAASO - Centro Acadêmico Armando de Sales Oliveira). 

Capturado direto da mesa de som em dois canais pelo Programa Bluga (http://programabluga.blogspot.com/) e lançado como bootleg virtualmente no dia 25 de Janeiro de 2011.

Agradecimentos ao Julinho, responsável pela sonorização da noite, que possibilitou a captura do áudio e também à banda Jennifer Lo-Fi(http://www.myspace.com/jenniferlofi) que cedeu as gravações para este bootleg. 

Aeromoças e Tenistas Russas Ao Vivo na Macacada

Uma das coisas mais bacanas que um show pode render, para público, banda e produção, é o chamado bootleg, registro em áudio ou vídeo desta apresentação. Apesar de ser uma prática bastante constante com os grandes nomes da música, no Brasil não há grandes iniciativas neste sentido. O cenário independente, contudo, vem mudando esta perspectiva e lançando algum material deste porte.

Em São Carlos, aqui no Programa Bluga, já disponibilizamos um bootleg muito bacana de um dos primeiros shows da turnê do Móveis Coloniais de Acaju gravado no CAASO (Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira, na USP-São Carlos), em 2009. Pra quem não lembra, está aqui para baixar! Em 2010, em parceria com o MACACO (Movimento Artístico e Cultural do CAASO), capturamos uma série de shows, no Festival Macacada, nas Noites do Macaco e na 6ª Semana do MACACO.

Já devíamos ter publicado este material há um bom tempo, mas antes tarde do que nunca, lançamos mão do primeiro destes materiais, o bootleg da banda são-carlense que abriu o primeiro Festival Macacada no dia 26 de Fevereiro de 2010 no Campus 2 da USP São Carlos, a Aeromoças e Tenistas Russas - leia a resenha da noite aqui. Disponível para ouvir e baixar faixa-a-faixa ou todo o álbum no player abaixo, é o primeiro de uma série que vamos lançar gradualmente aqui no blog. Fiquem atentos para mais novidades!

OUÇA E TAMBÉM BAIXE NA ÍNTEGRA AQUI!


Aeromoças e Tenistas Russas - 2011 - Ao Vivo na Macacada

Setlist
01. Saguis; 02. Bang Bang; 03. Insomne; 04. Mirela; 05. Instrumental 1456; 06. Solarística; 07. Kirilenko; 08. Sex Sugestion; 09. Samba!; 10. Jacques Villeneuve Experience; 11. Smonkey Skulls;

Festival Macacada realizado no dia 26 de Fevereiro de 2010, no Campus 2 da USP-São Carlos, promovido pelo MACACO (Movimento Artístico e Cultural do CAASO - Centro Acadêmico Armando de Sales Oliveira). 

Capturado direto da mesa de som em dois canais pelo Programa Bluga (http://programabluga.blogspot.com/) e lançado como bootleg virtualmente no dia 24 de Janeiro de 2011.

Agradecimentos o Julinho, responsável pela sonorização da noite que possibilitou a captura do áudio e a banda Aeromoças e Tenistas Russas (http://myspace.com/aeromocasetenistasrussas) que cedeu as gravações para este bootleg. 

Lembra do Mentecapto? Ouça já material inédito da banda!

Saiu em dezembro de 2010 o debute de um pessoal de Mogi das Cruzes que estamos acompanhando a um bom tempo, a Topsyturvy. O trabalho já foi resenhado a contento por Fábio Zelenski, que acompanha a movimentação musical da cidade em seu blog, o Café & Vitrolas. Com este material disponível no MySpace, a banda mudou de formação e já trabalha em novas composições.

Mas antes do Topsyturvy, Alexandre Lima, guitarra e voz remanescente na banda, junto de André Marques, guitarrista que deixa a banda, já chamavam a atenção nos idos de 2007 com um EP lançado junto de outros comparsas sobre quem já falamos aqui, o Mentecapto.

A época do encerramento das atividades desta banda que impressionou e subiu tão rapidamente quanto se desmantelou, no susto. Contudo, já haviam outras composições sendo tocadas em shows e, para nossa surpresa, gravadas e com uma pré-mixagem. Em 2009, entrando em contato com André Marques, conseguimos estes áudio e disponibilizamos eles para ouvir e baixar aqui, com exclusividade, o que já devíamos ter feito a muito!

Pobre Coitado

Não faz mal (Brasil)

Ela e Seus Confins


O Lambreta


Sustenta

The Mars Volta de volta ao Brasil!

Muito diferente da famigerada apresentação no Tim Festival de 2004, que parecia ainda ressoar na cabeça do grupo, fazendo-os evitar voltar ao Brasil, havia um público enorme aguardando a beira do palco Água do SWU Festival já horas antes para a volta aos palcos brasileiros do grupo The Mars Volta.


A imprensa, mesmo a especializada, praticamente ignorou a passagem dos sujeitos pelo país na apresentação única no SWU Festival. O que se dizia mais comumente era que o som era bizarro, estranho ou mesmo entediante, que agradava aos indies junto com Kings of Leon na programação do festival. Algumas poucas passagens, em destaque para a Rolling Stones e o UOL, faziam jus ao show, muito embora ainda não conseguissem se desarraigar da síndrome de apontar a perfomance dos sujeitos, em especial de Cedric Bixler-Zavala e Omar Rodrigues-Lopez, como comparável a Plant ou Morrison. Talvez a comparação seja válida, mas não é ali que se deve apontar a energia do grupo. Ela é simplesmente a evocação mais natural do fulgor que, lamento, outros perderam há muito, plastificados pela indústria.

E ali, no SWU, faziam uma apresentação épica. Não subiam aos palcos com este projeto desde janeiro, com seus pares principais atentos a outros trabalhos, e então, mais do que nunca, o setlist seria imprevisível. À exceção de Cotopaxi, do último álbum de estudio Octahedron, que vinham trazendo sempre como carro-chefe de seu último álbum, e Roullete Dares (The Haunt of), surpreenderam um público clamando por eles já há muito com duas mais do primeiro álbum, De-loused in Comatorium, Cicatriz ESP e Eriatarka, além de Goliath, do quarto álbum, Bedlam in Goliath. Houve ainda uma versão de Broken English, do álbum homônimo da atriz e cantora britânica Marianne Faithfull (que além de extensa discografia e filmografia, tem na biografia uma relação íntima com Mick Jagger e muitas, muitas drogas). Pegava todos de surpresa, deixando a platéia atônita, pensando numa gigantesca jam ao vivo. Mesmo as composições conhecidas tinham vários trechos novos. Mas engana-se quem assim pensa, Omar sempre nos diz, o melhor espaço pra testar coisas novas é ao vivo , e é isso que eles vem fazendo, lançando trechos ainda por trabalhar bem no meio de lances já conhecidos do público. Claro, acabava-se invariavelmente criando uma pancada atrás da outra, com alguns momentos etéreos que serviam para dar fôlego ao público, porque a banda não cansava. Trazer à luz os trabalhos de seu primeiro álbum fazia parecer que o grupo estava debutando novamente no país, justamente considerando o grande espaço entre suas duas apresentações. Bárbaro de todo jeito.

Claro, nos palcos do SWU, todo problemático desde seu nome e proposta até a execução final, era temeroso como o grupo iria entrar. As dificuldades técnicas do SWU eram enormes, com graves falhas conceituais do ponto de vista técnico. Com dois palcos, Ar e Água, trabalhando alternadamente, direcionava-se o sinal do palco com apresentações para os dois. E aqui, a escolha da mixagem do sinal estéreo era terrível. Eles trabalhavam o áudio não para o público à frente do palco específico dos shows "menores", para suas vinte, trinta mil pessoas, mas esperando as cem mil pessoas que surgiam aos shows finais. O exemplo mais claro disso foi quando percebeu-se que no palco Água, onde The Mars Volta se apresentaria, tinha-se centrado (e em apenas um dos lados deste palco) toda a força dos graves dos palcos principais do SWU. Parecia que com tantos shows acontecendo no estado de São Paulo ao mesmo tempo, de SWU, Rush e Bon Jovi, todos ficaram capengas. No SWU, não só a parede sonora criada ali era pequena, mas fez-se uma escolha terrível para a grande abertura dos palcos. Certamente eles teriam capacidade para trabalhar de maneira independente cada palco e ainda assim conseguir uma boa configuração.

E todos os shows daquele dia sentiram isso. De Macaco Bong, que segurava-se bem melhor pela simplicidade do trio no palco, a Mutantes, com vinte instrumentos no palco e ninguém ouvindo nenhum deles com definição, chegava a ser incômoda a sonorização. Contudo, com o Mars Volta, o trabalho feito pelos sujeitos que pareciam surdos à mesa de frente do palco foi sobrepujado provavelmente por um trabalho do sujeito da mesa de lado, que passou incógnito: sentia-se a presença de um baixo ali no Festival como nem o Rage Against the Machine seria capaz, trabalhando graves e subgraves de maneira sublime; Tinha-se a voz de Cedric, em seu timbre icônico e alturas absurdas com todos os efeitos trabalhando em cima, perfeitamente definida entre toda a profusão sonora ali; e tinha-se, raro ver hoje, o uso espetacular da estereofonia nos teclados de Marcel, com passagens de canal a canal arrebatadoras.

O show todo foi capturado para transmissão na íntegra e sem cortes ao vivo pelo MultiShow (com reprise na madrugada da Globo, toda problemática) e já está no YouTube. Então, melhor do que ler a respeito, é vê-lo. E se quiser baixar, tem um link bacana aqui.


COTOPAXI



BROKEN ENGLISH JAM




GOLIATH




ERIATARKA




CICATRIZ ESP




ROULETTE DARES (THE HAUNT OF)



Mas há que se pontuar alguns comentários a respeito do show, sim. Porque, todo mundo sabe, ao vivo é outra coisa. E quando se fala de Mars Volta, é outra coisa mesmo. Infelizmente a apresentação no Brasil (e no restante da turnê alavancada pela América do Sul) não contou com toda a formação. Não estava lá Isaiah Ikey Owens nos teclados, substituído pelo irmão de Omar, Marcel Rodriguez-Lopez, que deixava o grupo sem percussões. Isto de maneira alguma comprometia o show. Da formação clássica, além de Omar nas guitarras e Cedric nos vocais, fazia sua presença Juan Alderete de la Peña com bandeira mexicana e tudo em frente aos gigantescos amplificadores de seu baixo. Na bateria, o contrato mais recente com o bom Dave Elitch.

Infelizmente, The Mars Volta vem ao país apenas em festivais, que não lhe dão espaço suficiente para fazer suas usuais incursões de três horas ininterruptas. O SWU pelo visto tentou mais tempo com os sujeitos ao palco, mas provavelmente Omar, diretor de toda a patifaria, negou erraticamente. Afinal, com uma formação menor vindo para cá, já que Isaiah tinha show na mesma data com sua outra banda, Free Moral Agents, complica-se os arranjos do fino trabalho que é o Mars Volta.

Contudo, vale ressaltar que The Mars Volta não necessariamente é a principal das empreitadas do Omar, pelo menos não do ponto de vista criativo. Quando ele já vem atacando enquanto produtor de um sem número de bandas, como cineasta e afins, The Mars Volta no campo da música é apenas o financiador. Omar lançou, em trabalhos paralelos com diversas parcerias, indo de Frusciante (aquele mesmo que era do Red Hot Chilli Peppers, que ficou fissurado no trabalho deles a ponto de gravar o De-loused in the Comatorium junto com o Flea em estúdio e botar os sujeitos abrindo uma turnê inteira) a Damo Suzuki (aquele mesmo japonês que é uma das vozes mais famosas do krautrock, da época do Can e afins). São mais de vinte trabalhos e a produção deles só vem aumentando, a ponto de terem sido lançados cinco albuns em 2010 até o presente momento, sendo todos eles iguarias raríssimas. Seus trabalhos mais recentes, que vão sob a bandeira Omar Rodriguez-Lopez Group e afins, acompanhado de Marcel nos teclados, Alderete no baixo e o genialíssimo baterista Deantoni Parks, por vezes acompanhado da voz Ximena Sariñana, deusa pop mexicana, e em seu último lançamento, Cizaña de los Amores, de Lisa Papineau, aquela que já cantou para o Air. Divas.

Na realidade, faltam iniciativas no país que peitem trazer trabalhos realmente interessantes de lá de fora, que não o promulgado pela mídia e suas telenovelas. Fato é que The Mars Volta invariavelmente tem um grande apelo junto ao público. Se já não há quem traga The Mars Volta, hoje o lance mais comercial, pop, que alcançou um sem número de fãs, do gênio que é Omar Rodriguez-Lopez, que dirá trazer seus trabalhos outros. E o público quer. Afinal, não era uma só voz que gritava ao final do show no SWU a altos brados "Volta, Volta!"


Setlist The Mars Volta
1. Intro+Cotopaxi; 2. Broken English Jam; 3. Goliath; 4. Eriatarka; 5. Cicatriz ESP; 6. Roulette Dares (The Haunt of);

Vídeos por DandelionVolta.

Foto por In Press.



Móveis Coloniais de Acaju e Coco de Mazuca ao vivo no CAASO

Já faz mais de um ano que publicamos este bootleg, na época apenas com o áudio do Móveis, depois do show de lançamento do segundo álbum do Móveis Coloniais de Acaju, C_mpl_te, no Salão de Eventos da USP, realizado pelo CAASO. Republicamos o áudio do show, desta vez acompanhado do áudio do Coco de Mazuca mais os encartes e labels bacaníssimos feitos por Alexandre Vergara! 

Isto tudo faz parte do Relatório Final de Atividades e Aplicação de Recursos do Projeto "Apresentação Musical com Móveis Coloniais de Acaju", iniciativa da gestão do Centro Acadêmico junto a Comissão de Cultura e Extensão da Escola de Engenharia de São Carlos. E a resenha da apresentação publicada aqui no Programa Bluga está citada lá e vai anexa ao relatório, é mole? Segue junto o texto do relatório, que também está no encarte junto com nossa resenha, explicando um pouco o intuito da atividade.

Pra quem quiser montar o disco, basta imprimir em A3, de preferencia num papel mais encorpado e de acabamento brilhante, cortar e dobrar onde indicado! Pra imprimir os labels, duas alternativas: Ou aqueles adesivos para CD ou a impressão direto no disco, procure lojas especializadas. A bolinha de neoprene que prende o disco é um pouco mais difícil, mas também está diponível no mercado. Agora quem não tiver saco de fazer este trampo, pelo menos pode guardar os encartes que são bacanas, na mesma concepção de artes do álbum do grupo.

Pra quem não tiver o saco de fazer isso e ainda assim quiser uma cópia pra ficar na história, vamos tentar articular a publicação de uma tiragem de mil cópias com as partes envolvidas para fins de divulgação. Veremos se sai. Enquanto isso, declare o interesse em uma cópia nos comentários da postagem! 

Baixe AQUI o bootleg, com áudio e os encartes todos!










"O CAASO teve o prazer de receber a banda Móveis Coloniais de Acaju. O Centro Acadêmico, numa realização da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, ofereceu a apresentação especial aos alunos dos campi 1 e 2 da USP São Carlos, ao município e à região. Este material tem a finalidade de documentar essa realização e relatá-la à Pró-Reitoria, cuja contribuição para a viabilização do evento foi fundamental.
O Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira tomou a iniciativa de realizar o Projeto Apresentação Musical com Móveis Coloniais de Acaju com o intuito de aproveitar o Salão de Eventos da USP São Carlos; estrutura pública a qual possui responsabilidade pelo uso e, portanto, deve garantir e promover sua utilização de forma a contribuir para que as comunidades uspiana e sãocarlense tenham pleno desenvolvimento da cultura, da arte e da sociabilidade.
Capaz de cumprir esse papel, Móveis Coloniais de Acaju, ou simplesmente, Móveis, foi convidada a trazer ao campus sua honesta produção musical. Aproveitou-se a oportunidade de se realizar uma das primeiras apresentações de lançamento do álbum C_mpl_te, produzido pela Trama e disponível gratuitamente na internet pelo projeto Trama Virtual. A postura sincera diante dos processos de produção artística atuais, a qualidade das canções, o humor com seriedade das letras despretensiosas, mas refinadas, a performática e instigante forma de se apresentar, a pluralidade de referências e recursos musicais, essas entre outras qualidades puderam ser comprovadas plenamente.
Através dos recursos disponibilizados pelo Fundo de Cultura e Extensão Universitária, teve-se um evento riquíssimo, capaz de exibir um panorama significativo da atual música nacional. Além do Móveis, que trabalha através de uma relação com o pop e assim, atingindo um público cada vez maior e conquistando pessoas para toda uma série de produção independente contemporânea nacional, o evento foi engrandecido pela presença do Coco de Mazuca. Os músicos que abriram o palco para a grande atração da noite, na verdade, tratavam-se ali das mais ilustres presenças. O então recente projeto Coco de Mazuca é composto pelos mais experientes e significativos percussionistas brasileiros: Marco Axé, conhecido músico que acompanha o cantor e compositor Otto, dissidente do histórico Chico Science e Nação Zumbi; Gustavo da Lua e Toca Ogan, ambos membros do atual Nação Zumbi, projeto que continuou após a trágica e prematura morte de Chico Science.
O Coco de Mazuca, de Pernambuco, viaja pelo país trazendo o coco, ritmo que remete a origem desses músicos, origem contribuinte para o caldo antropofágico do Mangue Beat, movimento dos anos 90 a que se filiaram, entrando para a história da música brasileira e mundial. São Carlos pode então ter a oportunidade de conhecer o Coco, esse retorno a uma das mais tradicionais expressões da cultura nacional. Fato que mesmo para a organização foi uma boa surpresa, já que era prevista a vinda do Maquinado, como se pode ver no material de divulgação. O Maquinado é um projeto de Lucio Maia, também integrante do Nação Zumbi e parte da história do Mangue Beat. O projeto ainda conta com o próprio Toca Ogan do Coco de Mazuca, no entanto a idéia do Maquinado é inversa a do Coco, investigando como a cultura pernambucana reage perante a metrópole São Paulo. Assim, é importante relatar esse imprevisto, mas destacando que a curadoria agiu com apurado critério e buscou manter a mesma linha para a substituição, obtendo um feliz resultado mesmo diante da ausência da atração esperada.

“Pois é, Maquinado, a despeito do que tínhamos anunciado antes aqui, infelizmente não pôde vir. Ficam os parabéns aos organizadores por acharem um substituto a altura, de última hora. (…) vê-se que a escolha em chamá-los foi bem acertada.”
(Programa Bluga, 23/maio/2009, programabluga.blogspot.com)

Não deixando de contribuir para a difusão da boa música atual brasileira, antes, no intervalo e após as apresentações, Felipe Silva, trazendo a Discotecagem Radiofônica Independência ou Marte, ofereceu ao público o que há de melhor rolando por aí: Guizado, Maquinado, China, Curumin, entre outros, figuraram em sua lista.
Mais uma vez então, o CAASO, através de uma realização da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária e em parceria com o Núcleo Cooperativo de Comunicação e Cultura de São Carlos Massa Coletiva, foi palco para importantes nomes da produção musical nacional, assim como o bem fizeram anteriores gestões do CA,  responsáveis para que nomes como Mundo Livre S/A, Nação Zumbi e Cordel do Fogo Encantado marcassem presença em nosso campus, configurando-o como um ponto relevante e potencial de difusão cultural na região. Sendo assim, considera-se satisfatória a importante e indispensável realização do Projeto Apresentação Musical com Móveis Coloniais de Acaju.
Agradecimentos a todos que construíram o evento e o apoiaram: Prof. Dr. Francisco Antônio Rocco Lahr, orientador do projeto; Conselho de Cultura e Extensão USP – São Carlos; Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP; todos os funcionários da Escola de Engenharia de São Carlos envolvidos, especialmente Nilza Chamas, Patrícia Rui, Antônia Frigério, Elson Rosalis e Carlos Rodrigues; Fabrício Ofuji, produtor do Móveis Coloniais de Acaju; Coco de Mazuca; Massa Coletiva; Programa Independência ou Marte; Rádio UFSCar; Diretoria do CAASO – Gestão Abre a Roda; Programa Bluga; Gustavo Koshikumo; Vaccare Som e Luz; Ronei (Trem Bão) e todos que prestigiaram.
2. Resultados Alcançados:
A repercussão da iniciativa atraiu assim parcerias importantes para a continuidade da idéia de CAASO e USP São Carlos como ponto de difusão da cultura. Através da parceria com o Massa Coletiva, criou-se uma relação com o Circuito Fora do Eixo, rede de produção cultural que fomenta a circulação de músicos pelo Brasil e países vizinhos. Após essa realização, o Fora do Eixo viabilizou a vinda ao campus das bandas de Recife Nuda e A Banda de Joseph Tourton, presentes na Noite do Macaco em agosto de 2009 e no Festival Macacada em fevereiro deste ano. Ambos eventos culturais realizados com o apoio da USP pelo Macaco, Movimento Artístico e Cultural do CAASO, que embora não seja burocraticamente relacionado ao CA, se constitui nesse espaço e visa interagir com toda comunidade uspiana sãocarlense. Da mesma forma, a relação com o Massa Coletiva fez com que Guardaloop, de Recife, e Roots Rock Revolution, de São Paulo figurassem na Semana do Macaco, em agosto de 2009 Para ampla divulgação, obteve-se apoio da Rádio UFSCar e do Projeto Independência ou Marte, que produziram uma vinheta e receberam a organização em programa ao vivo.
Um dos objetivos do projeto era a realização de um evento gratuito, com a finalidade de atrair o público universitário e garantir o acesso a toda população de São Carlos. Por pouco não foram obtidos os recursos e patrocínios esperados. Em vista disto, foi garantida a qualidade do evento abrindo bilheteria com entradas a preços reduzidos. Como incentivo e benefício, o associado ao Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira teve direito à entrada pelo valor simbólico de R$ 1,00 (um real), para os demais o bilhete teve custo de R$ 6,00 (seis reais), garantido o direito a estudantes, professores, menores de 18 anos e pessoas acima de 60 anos a pagarem metade dessa quantia. Dessa forma acredita-se ter garantido o acesso a maioria. Obteve-se um público abaixo do esperado, mas ainda assim, satisfatório e expressivo. Prestigiaram o evento 1600 pessoas.



“O evento rolou super bem, (…) e tudo a um preço modestíssimo, com o uso de verbas dos fundos de Cultura e Extensão da USP. Evento bom e barato não se vê todo dia, nem cai do céu. Como comentado pelo próprio André Gonzales, vocalista do Móveis, no meio do show, somos privilegiados.”
(Programa Bluga, 23/maio/2009, programabluga.blogspot.com)


Como resultado foi gerada a gravação do áudio das apresentações, capturado diretamente da mesa de sonorização, com autorização dos produtores. O material mixado é distribuído gratuitamente pelo Programa Bluga através do endereço: http://programabluga.blogspot.com/. As gravações foram encaminhadas à produção dos artistas. Para o Coco de Mazuca, por ter sido naquele momento um projeto recente, tratava-se da única gravação de muitas das execuções do Coco, ou seja, produziu-se um material gravado que os próprios artistas ainda não possuíam. O áudio das apresentações acompanha esse relato e não deve ser distribuído com fins lucrativos. O intuito da produção do material é constituir acervo do CAASO como um registro histórico da realização do Centro Acadêmico, além de difundir a boa música e contribuir para o sucesso daqueles que a produzem.

 São Carlos, 16 de abril de 2010.


Alexandre Vergara"

Ensaio: Dos Bootlegs e Engenheiros de Som


Já faz um tempo que nada postamos por cá. Mas também, nada rolando na morosidade da transição do ano cristão, não é? Pelo menos até o Carnaval, quando teremos Grito Rock por cá, como sempre, e estaremos lá, ou quando do início da vida acadêmica na cidade de São Carlos, quando surgem pessoas muitas mais a noite. De todo modo, aproveitemos o intervalo para publicar um antigo ensaizinho, bem bobo, mas que pode prestar pra algo. Foi tudo que nos levou a disponibilizar bootlegs por cá. Vai lá!



Não enxergo motivos para escrever resenhas de álbuns, dessas aos montes por aí. Seguindo essa linha, existem menos razões ainda para (re)disponibilizar álbuns encontrados nas pesquisas em blogs. Mas tenho fortes dúvidas quanto a este posicionamento, sobre os ideais para o Programa Bluga, já que existe um ou outro material que não está disponível na rede, que desapareceu ou simplesmente é raro, e esse pode ser interessante disponibilizar. E nesse material, se encaixam os bootlegs.

Para quem não sabe do que se trata, o termo bootleg se aplica mais comumente a gravação, autorizada ou não, do ao vivo de uma banda qualquer. Essa prática vem desde que existem gravadores creio eu e gerou alguns arquivos que considero históricos, gravações únicas! Ouso dizer quem sabe que algo deste naipe surgiu antes do primeiro álbum ao vivo oficial ser lançado. E se não o foi, provavelmente a proliferação destes lançamentos foi impulsionada pelo absurdo número de bootlegs. Afinal, é possível encontrar gravações para cada show de uma turnê de bandas grandes, seja a captura direto da mesa de som, seja ela monofônica com microfone e gravador escondidos no meio da platéia.

Atrelado a essa prática, surgiu o fenômeno do colecionismo dos bootlegs. Infindáveis catálogos pessoais, canais de troca de material e grandes ofertas de soma em dinheiro para conseguir uma cópia provam o valor dessas famigeradas gravações. Eu mesmo tenho uma seleção de arquivos. Vale lembrar também que há um sem-número de modos de classificação desse áudio, segundo qualidade, processo de captura e outros pormenores.

Hoje, esta prática se tornou absurdamente mais simples. Houve um barateamento e miniaturização dos aparatos tecnológicos que permitem capturar áudio e/ou o vídeo, possibilitando o mais comum dos mortais perpetrar o ato sem nem se dar conta. Embora não se encaixem exatamente no termo, os tantos vídeos de shows no YouTube são reflexo imediato disto.

No entanto, mesmo com todo o avanço tecnológico, ainda é difícil encontrar bootlegs de boa qualidade. Isso me leva a crer que apesar do equipamento ter ficado com muito mais luzes piscantes, o que sempre importou é o ouvido do engenheiro de som. Sua percepção e conhecimento são fundamentais para que de início o áudio de retorno aos músicos seja bom, para que estes adéqüem seus instrumentos ao equipamento e condições do ambiente e, assim, propiciar a platéia o melhor som, o que também é assistido pela mesa. Este tipo de tarefa parece simples, mas pensando que pra toda faixa os diversos canais da mesa de som podem ser retrabalhados a cada excerto da música, ao longo de duas horas de show constata-se que isto é uma loucura.

Chega a ser absurda a quantia de bootlegs ruins hoje, comparados a antigamente. Numa dada proporção, a popularização dos equipamentos de som nas mãos de pretensos disc jockeys é responsável por isso. Surgem técnicos de som tentando se profissionalizar, ou simplesmente oferecendo seu trabalho ainda-ou-sempre amador a bandas que mereceriam mais. Mas não creio que este profissional se forme sem muito estudo, apoio de vozes mais experientes e horas em cima de suas ferramentas de trabalho.

Claro, os bootlegs ruins de trinta anos atrás já foram descartados, o que corrobora a imagem de que os antigos eram superiores. Na época, não valeria a pena gastar toda uma fita de cromo para replicá-los, que dirá pensar em investir na prensagem de uma bolacha. Hoje os arquivos digitais, do mp3 ao FLAC, permitem aos mais afoitos guardar muito lixo em seus discos rígidos. No final,os tais antigos ainda são os melhores, porque sofreram uma seleção de vinte, trinta anos para chegar às nossas mãos. Isso sem considerar que muito provavelmente estes são o registro ao vivo de bandas que não tocam mais, ou no mínimo de uma turnê em específico.

Sim, eu adoraria disponibilizar bootlegs de uma série de shows. Devidamente autorizados pela banda, sem dúvida. Aliás, tenho em mãos um material ao vivo de um pessoal já resenhado no Programa Bluga, que tenciono disponibilizar lá. Veremos isso.



E veja só, agora temos uns e outros bootlegs perdidos em nossas postagens... Não muitos, mas enfim:


Ensaio: Sabe o que todo festival deveria fazer?


Hoje deixamos mais uma vez de lado as resenhas de show para comentar sobre alguns dos demais aspectos da música. Ainda vamos falar de shows, do que tanto gostamos, tanto destes quanto de álbuns ao vivo. E vamos falar mais especificamente de festivais. E vale não só para festivais, mas também para casas de shows, produtores. E não cabe só à Música, serve muito bem ao Teatro, à Dança e afins.

Acredito que um dos fatores fundamentais para o sucesso de um festival seja a divulgação, não só prévia, mas também posterior ao evento.

Hoje existe um sem número de canais fazendo a cobertura destes festivais, desde a mídia televisiva, especialmente em programas especializados dentro da TV Cultura, MTV, Multishow e afins, até o grande propagador hoje, a internet, com blogs infinitos, como este que vos fala. O reflexo deste trabalho é ter uma próxima edição com maior presença de público e envolvidos com o cenário, por exemplo.

Contudo, estas ferramentas têm pouca penetração dentro do público efetivo, especialmente em se falando de música. Um texto, por mais bem escrito, conciso e informativo que seja, não é o mesmo que estar lá e ouvir o show! Um texto acaba apenas trazendo uma visão unilateral com comentários sempre usando de figuras de linguagem às vezes ridículas, já que é impossível transpor em palavras uma sonoridade, uma música, uma banda. E hoje, esses textos normalmente atingem principalmente o pessoal envolvido na cena, produtores, organizadores, crítica e os próprios músicos, sem chegar ao ouvinte em vias de fato.

O fator que todos, inclusive os próprios artistas, parecem ter se esquecido ultimamente é quão fundamental para a repercussão de um evento é levar ao público o seu show. E isso, não falando em excursionar por trocentas cidades, mais de uma vez no ano, mas sim em levar o show diretamente a casa do ouvinte. Como? Ora, a resposta é mais que evidente: um ao vivo. E, voltando aos festivais, é necessário que um festival disponibilize sempre para seus artistas o áudio e/ou vídeo de suas apresentações tão logo acabada a apresentação, de modo que eles levem pra casa algo que possa ser aproveitado, com todos os direitos já cedidos a este, propiciando de imediato lançar um álbum em um formato qualquer, seja físico, seja virtual.

Nisso, surgiriam com certeza mais e mais ao vivos por aí, levando a frente o nome do Festival pelas mãos dos próprios músicos, quando produtores e organizadores não tomarem a frente e o fizerem. Até mesmo uma coletânea com o ao vivo das faixas das diversas bandas que rolam em um festival já seria algo!

Que isto significa? Além de o próprio artista sair contente com o registro de quem sabe uma épica apresentação, ao disponibilizar isto ao fã, a própria casa de eventos e principalmente o festival acabam tendo seu nome elevado.

Outro dia destes lia a biografia de André Midani, figura por trás da indústria fonográfica no Brasil, em muito responsável por grandes nomes de nossa Bossa e MPB. Lá ele nos comenta do absurdo número de gravações ao vivo no Festival de Jazz de Montreux, afirmando que com certeza a fama deste festival se fez com base nos álbuns ao vivo ali lançados.

Isso vai imediatamente de encontro ao aqui dito. Se o bom ouvinte fizer um simples exercício mental, que grandes Festivais de duas, três décadas atrás vêm a mente? California Jam? Woodstock? Estes, especialmente pelos registros em vídeo. E o os mais famosos álbuns ao vivo, onde foram gravados? Carnegie Hall, Budokan, Wembley, Royal Albert Hall, entre tantos outros que vem a memória. Todos conhecem ao menos um nome.

Hoje, como sempre, há uma série de festivais todos os anos. Muitos deles levando o nome de grandes corporações, feito o Tim Festival, outros produzidos por coletivos independentes, feito Festival Goma, Goiânia Noise Festival, Bananada, nossos Festival Contato, Festival de Calouros da UFSCar, Festival Rock na Estação, FeBICA, outros de produtores, feito Porão do Rock, Abril Pro Rock, João Rock, algumas iniciativas de Secretarias de Cultura, seja estadual, municipal, feito a Virada Cultural, Araraquara Rock e até festivais que tomam vários grupos, acontecendo em várias cidades ao mesmo tempo, feito o Grito Rock ou a Virada Paulista. Destes, esperta é a Tim, que comprou o nome do Free Jazz Festival, antes ainda Coll Jazz Festival.

Tomemos um destes festivais, com sua dúzia de atrações, liberando as gravações para estes doze artistas, cedendo todos os direitos. Se um ou dois desses, a cada edição, acabam lançando um álbum, CD, ou, melhor ainda, um DVD, quem ganha, além do artista com mais material para seu público, é o próprio festival. Tomando por exemplo o sancarlense Contato, se ele pegasse um sujeito feito Curumin e dispusesse seu material para lançar um álbum, nem que fosse virtual, independente, era o nome do festival em todo o Brasil, para um sem número de fãs. Teria sido uma manobra de gênio. E nem vou comentar se o mesmo fosse feito com um Mudhoney, praticamente a nível global. A repercussão seria estrondosa, em trocentos canais, direta ao público, o qual de público do artista vira público do festival automaticamente e sem grande esforço.

Nem que seja para criar um bootleg, uma gravação ao vivo, não oficial, às vezes não autorizada. Que ela fique no ar por pouco tempo, tanto melhor, se for de boa qualidade, torna-se um bootleg raro, famoso entre os colecionadores então. Aliás, um texto que deveria estar aqui falando de bootlegs é ESTE. Ou quem sabe este texto é que não deveria estar aqui, mas se você já o leu, azar.

Claro que já existe uma divulgação destas gravações, seja em canais do YouTube dos próprios organizadores, produtores e artistas, seja pela platéia e mesmo transmissões radiofônicas, online. É um primeiro passo, mas garanto que haveria uma necessidade da geração Ipod em possuir uma gravação na íntegra de seus artistas preferidos, feito os colecionadores de bootlegs e suas fitas cassete séculos atrás.

Mesmo aqui no blog já publicamos bootlegs, como as gravações ao vivo do show do Móveis Coloniais de Acaju no CAASO, ou os Stranhos Azuis em sessão nos estúdios da Rádio UFSCar. Claro, se eu fosse os caras, disponibilizaria isso massivamente, afinal é um puta registro. E temos ainda, o programa #100 do Ummagumma, com a transmissão do Violeta de Outono, que não deixa de ser um bootleg, só outro formato, o bootleg tirado de rádios. Enfim, aproveitar desse material depende de várias partes. Aqui, estamos aproveitando tanto enquanto fãs como enquanto promulgadores amantes da música. E eu não diria que lançar infinitos discos ao vivo seja ruim. Vide Purple, Hendrix, com discografias, mesmo as oficiais, falando apenas dos aos vivos, quase impossíveis de possuir.

No final, isto não é um conselho, é praticamente um pedido, para incentivar todas as bandas que gostamos. E afinal sempre é legal guardar e degustar dos shows em que você esteve. Lembrando de quantas vezes pedi gravações do Contato, que existem e nunca foram disponibilizadas.

Quem sabe nos reste comprar um MD, um Iriver parrudo, e microfones binaurais pra sair fazendo bootlegs nossos por aí. Então ajudamos indiretamente a divulgar mais e mais a música, com música.

Ah, mas antes, dê uma olhadela neste link AQUI, vai.

Download: Bootleg Móveis ao vivo no CAASO


E como prometido no nosso Twitter, saiu mais uma surpresinha da apresentação do Móveis Coloniais de Acaju no CAASO: eis o áudio do show, bootleg pra ser baixado, ouvido distribuído a todos os fãs e amigos da banda!

Agora, quem não viu, nem ouviu, pode ter mais esta experiência, afora nossa cobertura da noite nesta postagem AQUI e a cobertura em fotos AQUI! E claro, quem presenciou tudo no Salão de Eventos da USP de São Carlos, pode guardar, mostrar pra todo mundo e dizer que também estava no coro de vozes da platéia.

Isto tudo, graças realização do evento pela gestão Abre a Roda do CAASO (Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira) junto ao Massa Coletiva. E ficam os agradecimentos ao pessoal do Vacarre Som e Luz, especialmente ao técnico de som, João Antônio, que teve a presteza de nos conseguir a captura do áudio em dois canais pela saída digital da mesa de som, e, ao Gustavo Koshikumo, que se dispôs a tratar o som, resultando neste bootleg qualidade A+, distribuido a vocês pelo Programa Bluga!

Na ocasião, abria para o Móveis o Coco de Mazuca. Aguardem, logo mais subimos o áudio da apresentação deles também.

Segue o setlist do bootleg, desde a chamada do DJ FioDiBack até os comentários mais inusitados saídos no meio do show pelos integrantes da banda.

SETLIST
01. Introdução
02. Cão-Guia
03. Lista De Casamento
04. Esquilo Não Samba
05. Comentário: Que beleza!
06. O Tempo
07. Pra Manter ou Mudar (A Do Piano)
08. Comentário: Totalmente grátis!
09. Perca Peso
10. Cheia de Manha
11. Comentário: Tem de tudo!
12. Falso Retrato (U-hu)
13. Copacabana
14. Comentário: Abre a roda!
15. Indiferença
16. Aluga-se Vende
BIS
17. Adeus
18. Sem Palavras

Download AQUI!

Download: Programa Ummaguma #100, com Violeta de Outono ao vivo


Depois do furor que nos foi assistir ao vivo o Violeta de Outono no Teatro Municipal de São Carlos, restava-nos apenas guardar na lembrança, quem sabe fotos, daquela noite. Contudo, eis que surge Marco Batalha, a quem temos muito a agredecer, que apresenta o programa Ummagumma ao lado de Maurício Martucci na Rádio UFSCar, com o arquivo de áudio daquela noite!

Como houve a transmissão ao vivo pelo Ummagumma, que comemorava ali sua centésima apresentação, o áudio foi capturado direto na Rádio UFSCar, à 128kbps. A qualidade é razoável apenas, mas com certeza vale pelo registro histórico da ocasião.

Há no arquivo a última faixa, Dogs, do Floyd, tocada pelo Homem com Asas, que fazia a abertura da noite, alguns comentários dos nossos apresentadores, pequena entrevista com Danilo Zanite do HcA e, a grande pedida, o ao vivo do Violeta de Outono.

Para quem ainda não leu, a cobertura daquela noite foi feita em nossa última postagem, AQUI! Quem prestar atenção, faltou o bis. Mas estão lá a psicodelia de Syd Barret. Para ouvir direto, só clicar no player abaixo:



Este não é o primeiro bootleg que apresentamos, há este outro material AQUI! Está no ar também um material gravado nos estúdios da Rádio UFSCar pela banda de Blues Rock Stranhos Azuis, da qual também fazer parte Danilo Zanite e Luciano Matuck, que tocaram nesta noite pelo Homem com Asas.

Esta divulgação através de bootlegs destas apresentações ao vivo, senão material oficial , seja em CD, DVD, no YouTube ou em algum outro canto qualquer, é fundamental para a carreira de uma banda. Logo mais tentarei sintetizar alguns pensamentos a respeito em um texto, necessário.

Espero que gostem do material do Ummaguma.

Download aqui!

Download: Especial de Natal (?) com Stranhos Azuis - 2008 - Stranhos All Vivo


Eis o nosso post de antecipado de Natal, tentando justificar nossa ausência na virada de ano e dando um presente para os leitores! Não que comemoremos o nascimento de Cristo, nem que estejamos longe da música. Mas fica o presente.

Enfim, alguma verborragia... Em um primeiro momento o objetivo deste blog era tão somente fazer resenhas de apresentações ao vivo aqui. Posteriormente, surgiram coberturas de festivais, mas sempre relegou-se a planos menores resenhas e críticas de álbuns. Disponibilizar links para álbuns, mesmo os interessantes, não era foco nosso. Para isso já que existe um sem-número de blogs prestando esse serviço. É só pesquisar utilizando-se do Google BlogSearch e conferir. Isso para não entrar nas discussões sobre o mérito moral e legal disto.

Contudo, uma ou outra coisita escapa dessa malha fina. Assim, vamos disponilizar aqui para download material de acesso mais restrito ou inédito que as bandas que nos procurarem quiserem divulgar. E como o Programa Bluga fala especialmente do 'ao vivo', bootlegs de apresentações serão sempre bem-vindos.

Para inaugurar essa iniciativa, apresentamos as gravações da banda de Blues Rock Stranhos Azuis, saída vencedora do II FeBICA recentemente. O áudio foi tirado nos estúdios da Rádio UFSCar, então a qualidade está bastante apreciável! Aparentemente este som rolou ao vivo na Rádio, antevendo o show dos rapazes no Grito Rock de Sanca neste ano. Aliás, o Grito Rock acontece novamente em 2009, como sempre em pleno Carnaval! A organização, do Massa Coletiva, abriu as inscrições. Mais informações aqui.


Stranhos Azuis - 2008 - Stranhos All Vivo

SETLIST
01 - Ninguém é o dono do mundo
02 - Lucille
03 - Thunderbird
04 - Texas flood
05 - Deixa pra lá
06 - I just want to make love to you
07 - Got my mojo working
08 - Walking in my shadow
09 - Tudo bem tudo bom
10 - Walking by myself
11 - All your love
12 - My sunday feeling
13 - Jack joker boy
14 - A new day yesterday

Download aqui!


Em tempo: O Perfil dos Strange Blues no Orkut está acusa o seguinte: 'Stranhos Azuis - GRAVANDO!!!' Que será que vem por aí?