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Aeromoças e Tenistas Russas lançam novo clipe: Jacques Villeneuve Experience

À época do YouTube, quando sempre é mais fácil ver direto a banda em um vídeo ao vivo do que quem sabe achar um videoclipe de uma ou outra música, são raras as bandas, especialmente no cenário independente, que fazem este tipo de registro, seja pelo registro, seja pelo merchan que o instrumento propicia na mídia.

Só que quando se tem uma banda nascida no audiovisual, ter um clipe não é nenhum luxo, é desejo. Assim é com o pessoal do Aeromoças e Tenistas Russas, que já descera seu segundo clipe.

Lançado na semana passada, Jacques Villeneuve Experience trás o conhecido instrumental regravado num clima bastante diferente, caindo muito bem ao Pulp-Noir do roteiro. Realizado pela produtora também são-carlense Cinestrange e com distribuição pela DF5 - Distribuidora de Filmes Fora do Eixo, prepara o terreno para o lançamento do primeiro álbum cheio da banda no próximo ano.

Jacques Villeneuve Experience from DF5 - Distribuidora de Filmes Fo on Vimeo.


Veja também o primeiro clipe da banda, com Solarística, clicando aqui!

Mais detalhes sobre a produção no texto no blog AeroRussas!


The Mars Volta de volta ao Brasil!

Muito diferente da famigerada apresentação no Tim Festival de 2004, que parecia ainda ressoar na cabeça do grupo, fazendo-os evitar voltar ao Brasil, havia um público enorme aguardando a beira do palco Água do SWU Festival já horas antes para a volta aos palcos brasileiros do grupo The Mars Volta.


A imprensa, mesmo a especializada, praticamente ignorou a passagem dos sujeitos pelo país na apresentação única no SWU Festival. O que se dizia mais comumente era que o som era bizarro, estranho ou mesmo entediante, que agradava aos indies junto com Kings of Leon na programação do festival. Algumas poucas passagens, em destaque para a Rolling Stones e o UOL, faziam jus ao show, muito embora ainda não conseguissem se desarraigar da síndrome de apontar a perfomance dos sujeitos, em especial de Cedric Bixler-Zavala e Omar Rodrigues-Lopez, como comparável a Plant ou Morrison. Talvez a comparação seja válida, mas não é ali que se deve apontar a energia do grupo. Ela é simplesmente a evocação mais natural do fulgor que, lamento, outros perderam há muito, plastificados pela indústria.

E ali, no SWU, faziam uma apresentação épica. Não subiam aos palcos com este projeto desde janeiro, com seus pares principais atentos a outros trabalhos, e então, mais do que nunca, o setlist seria imprevisível. À exceção de Cotopaxi, do último álbum de estudio Octahedron, que vinham trazendo sempre como carro-chefe de seu último álbum, e Roullete Dares (The Haunt of), surpreenderam um público clamando por eles já há muito com duas mais do primeiro álbum, De-loused in Comatorium, Cicatriz ESP e Eriatarka, além de Goliath, do quarto álbum, Bedlam in Goliath. Houve ainda uma versão de Broken English, do álbum homônimo da atriz e cantora britânica Marianne Faithfull (que além de extensa discografia e filmografia, tem na biografia uma relação íntima com Mick Jagger e muitas, muitas drogas). Pegava todos de surpresa, deixando a platéia atônita, pensando numa gigantesca jam ao vivo. Mesmo as composições conhecidas tinham vários trechos novos. Mas engana-se quem assim pensa, Omar sempre nos diz, o melhor espaço pra testar coisas novas é ao vivo , e é isso que eles vem fazendo, lançando trechos ainda por trabalhar bem no meio de lances já conhecidos do público. Claro, acabava-se invariavelmente criando uma pancada atrás da outra, com alguns momentos etéreos que serviam para dar fôlego ao público, porque a banda não cansava. Trazer à luz os trabalhos de seu primeiro álbum fazia parecer que o grupo estava debutando novamente no país, justamente considerando o grande espaço entre suas duas apresentações. Bárbaro de todo jeito.

Claro, nos palcos do SWU, todo problemático desde seu nome e proposta até a execução final, era temeroso como o grupo iria entrar. As dificuldades técnicas do SWU eram enormes, com graves falhas conceituais do ponto de vista técnico. Com dois palcos, Ar e Água, trabalhando alternadamente, direcionava-se o sinal do palco com apresentações para os dois. E aqui, a escolha da mixagem do sinal estéreo era terrível. Eles trabalhavam o áudio não para o público à frente do palco específico dos shows "menores", para suas vinte, trinta mil pessoas, mas esperando as cem mil pessoas que surgiam aos shows finais. O exemplo mais claro disso foi quando percebeu-se que no palco Água, onde The Mars Volta se apresentaria, tinha-se centrado (e em apenas um dos lados deste palco) toda a força dos graves dos palcos principais do SWU. Parecia que com tantos shows acontecendo no estado de São Paulo ao mesmo tempo, de SWU, Rush e Bon Jovi, todos ficaram capengas. No SWU, não só a parede sonora criada ali era pequena, mas fez-se uma escolha terrível para a grande abertura dos palcos. Certamente eles teriam capacidade para trabalhar de maneira independente cada palco e ainda assim conseguir uma boa configuração.

E todos os shows daquele dia sentiram isso. De Macaco Bong, que segurava-se bem melhor pela simplicidade do trio no palco, a Mutantes, com vinte instrumentos no palco e ninguém ouvindo nenhum deles com definição, chegava a ser incômoda a sonorização. Contudo, com o Mars Volta, o trabalho feito pelos sujeitos que pareciam surdos à mesa de frente do palco foi sobrepujado provavelmente por um trabalho do sujeito da mesa de lado, que passou incógnito: sentia-se a presença de um baixo ali no Festival como nem o Rage Against the Machine seria capaz, trabalhando graves e subgraves de maneira sublime; Tinha-se a voz de Cedric, em seu timbre icônico e alturas absurdas com todos os efeitos trabalhando em cima, perfeitamente definida entre toda a profusão sonora ali; e tinha-se, raro ver hoje, o uso espetacular da estereofonia nos teclados de Marcel, com passagens de canal a canal arrebatadoras.

O show todo foi capturado para transmissão na íntegra e sem cortes ao vivo pelo MultiShow (com reprise na madrugada da Globo, toda problemática) e já está no YouTube. Então, melhor do que ler a respeito, é vê-lo. E se quiser baixar, tem um link bacana aqui.


COTOPAXI



BROKEN ENGLISH JAM




GOLIATH




ERIATARKA




CICATRIZ ESP




ROULETTE DARES (THE HAUNT OF)



Mas há que se pontuar alguns comentários a respeito do show, sim. Porque, todo mundo sabe, ao vivo é outra coisa. E quando se fala de Mars Volta, é outra coisa mesmo. Infelizmente a apresentação no Brasil (e no restante da turnê alavancada pela América do Sul) não contou com toda a formação. Não estava lá Isaiah Ikey Owens nos teclados, substituído pelo irmão de Omar, Marcel Rodriguez-Lopez, que deixava o grupo sem percussões. Isto de maneira alguma comprometia o show. Da formação clássica, além de Omar nas guitarras e Cedric nos vocais, fazia sua presença Juan Alderete de la Peña com bandeira mexicana e tudo em frente aos gigantescos amplificadores de seu baixo. Na bateria, o contrato mais recente com o bom Dave Elitch.

Infelizmente, The Mars Volta vem ao país apenas em festivais, que não lhe dão espaço suficiente para fazer suas usuais incursões de três horas ininterruptas. O SWU pelo visto tentou mais tempo com os sujeitos ao palco, mas provavelmente Omar, diretor de toda a patifaria, negou erraticamente. Afinal, com uma formação menor vindo para cá, já que Isaiah tinha show na mesma data com sua outra banda, Free Moral Agents, complica-se os arranjos do fino trabalho que é o Mars Volta.

Contudo, vale ressaltar que The Mars Volta não necessariamente é a principal das empreitadas do Omar, pelo menos não do ponto de vista criativo. Quando ele já vem atacando enquanto produtor de um sem número de bandas, como cineasta e afins, The Mars Volta no campo da música é apenas o financiador. Omar lançou, em trabalhos paralelos com diversas parcerias, indo de Frusciante (aquele mesmo que era do Red Hot Chilli Peppers, que ficou fissurado no trabalho deles a ponto de gravar o De-loused in the Comatorium junto com o Flea em estúdio e botar os sujeitos abrindo uma turnê inteira) a Damo Suzuki (aquele mesmo japonês que é uma das vozes mais famosas do krautrock, da época do Can e afins). São mais de vinte trabalhos e a produção deles só vem aumentando, a ponto de terem sido lançados cinco albuns em 2010 até o presente momento, sendo todos eles iguarias raríssimas. Seus trabalhos mais recentes, que vão sob a bandeira Omar Rodriguez-Lopez Group e afins, acompanhado de Marcel nos teclados, Alderete no baixo e o genialíssimo baterista Deantoni Parks, por vezes acompanhado da voz Ximena Sariñana, deusa pop mexicana, e em seu último lançamento, Cizaña de los Amores, de Lisa Papineau, aquela que já cantou para o Air. Divas.

Na realidade, faltam iniciativas no país que peitem trazer trabalhos realmente interessantes de lá de fora, que não o promulgado pela mídia e suas telenovelas. Fato é que The Mars Volta invariavelmente tem um grande apelo junto ao público. Se já não há quem traga The Mars Volta, hoje o lance mais comercial, pop, que alcançou um sem número de fãs, do gênio que é Omar Rodriguez-Lopez, que dirá trazer seus trabalhos outros. E o público quer. Afinal, não era uma só voz que gritava ao final do show no SWU a altos brados "Volta, Volta!"


Setlist The Mars Volta
1. Intro+Cotopaxi; 2. Broken English Jam; 3. Goliath; 4. Eriatarka; 5. Cicatriz ESP; 6. Roulette Dares (The Haunt of);

Vídeos por DandelionVolta.

Foto por In Press.



Brega S/A - Tecnobrega ou a Música Independente no seu último nível?

Falando de cinema pra falar de música, abordemos um documentário dos mais interessantes sobre a produção independente no Brasil, o Brega S/A. O filme nos apresenta não o Tecnobrega paraense, como a princípio poderia sugerir, mas sim escancarra os processos e partes constituintes que poderia haver na rede de produção da música independente.

trailer / brega sa from greenvision films on Vimeo.

Enquanto manifestação da música, o tecnobrega pode parecer isolado a princípio, no mais improvável confim do Pará. Contudo, em vários outros redutos pelo país temos exemplos semelhantes: Há, mesmo no Sudeste, conhecido a certa medida por todos, o Funk Carioca, emanando das favelas do Rio de Janeiro; Há também o Forró Eletrônico, com tantos subgêneros quanto o Eletrobrega, explodindo em um Nordeste onde a mídia faz parecer dominar apenas o Axé. E com certeza há outras implosões que a grande mídia esconde dos olhos do povo, com medo de perder o controle mais uma vez, quando na região própria destas manifestações su influência é nula.

As condições em que surgem estas verdadeiras insurreições são praticamente as mesmas, excetuando-se a localização geográfica. Com a população de baixa renda entrando em contato com novas tecnologias de produção, ao mesmo tempo em que vê pela mídia outros universos que não o seu, tem-se a construção de um produto influenciado pelas terras além mar, que tem por base as raízes culturais daquela comunidade. Daí, Eletromelody, Tecnobrega, da música eletrônica e o Brega, e da mesma maneira com o Forró Eletrônico e o Funk Carioca.

De maneira idêntica surge o Rock Independente, que permeia do Sul ao Nordeste, passando (e ficando) pelas regiões Sudeste e Centro-Oeste, chegando mesmo a atingir o Norte do país, pior do que qualquer frente fria. Em termos de cadeia produtiva, há toda uma pariedade com a indústria paraense, a exceção da parcela da população que produz e usufrui do gênero. Inegavelmente o Rock Independente surge da população da classe média, classe B, como queira, enquanto o Funk Carioca, o Tecnobrega, o Forró, vêm das classes C e D. E justamente por isto o Rock Independente não tem a mesma inserção que estes outros gêneros tem em seu nicho. A classe média, maior classe do país, é o grande alvo da grande e pequena mídia. É aquela de maior poder aquisitivo individulamente e potencialmente, uma vez que maior classe. Nisto, todo foco inclusive da indústria da música, seja aquela atrelada à grandes gravadoras e/ou amparada pela mídia, seja aquela independente, está na classe média. Bombardeada por todos os lados, ela acaba por ser a mais eclética de todas e sem uma identidade definida mesmo regionalmente. Há a inserção do pagode, do rock, do axé da mpb, do forró, do samba e do sertanejo, lado a lado, em maior ou menos escala. E a manifestação destes gêneros acontece da maneira mais quadrada, arraigada a origem do próprio gênero, por conta do grande apelo comercial (a certa medida imutável) que se espera ou se propõe.

Nisso, não há meios da indústria independente dominar o mercado. Em certo aspecto, esta perspectiva é interessante, preservando e propiciando uma diversidade cultural. Por outro, a indústria independente não cresce como poderia em outro contexto, apesar de usar das mesmas ferramentas.

E muito embora disponha das mesmas ferramentas, ela acaba tendo de se profissionalizar. Enquanto no Pará a dita pirataria nem mesmo o figura, porque a distribuição das músicas é incentivada, senão necessária, e a livre cópia e inclusive venda direta é a única ferramenta que existe, em São Paulo há produção de álbuns prensados em CD, SMD, veiculação online, material com encartes, artes gráficas caprichadas, por fim, caro. Quando lá o que importa é a venda de um show, ganha-pão de fato dos envolvidos nesta cadeia produtiva, enquanto seu material nada mais é que divulgação, no Rock Independente cresce a mentalidade de que o show é a divulgação e o material o produto de valor agregado que gera renda ao músico. Por fim, o modo de produção tem suas particularidades, justamente pelas diferentes classes a que atinge. Quando lá há a efemeridade de uma produção, única música de um grupo, aqui há a permanencia de um trabalho duradouro. São universos idêntido e diferentes e aí carece o estudo próprio e comparativo destes cenários.

Agora, por que escrevemos aqui sobre isto, quando já pretensiamos elucidar sobre a boa música? Não porque é boa música, longe desta opinião inclusive. Escrevemos aqui sobre o Brega S/A porque obviamente entender estas facetas do universo musical faz-se necessário para construir o cenário atual como um todo, em especial aquele que fala da produção e do mercado da música independente.

Por sinal, filme está disponível para download via torrent no PirateBay, como altamente recomendado na página da própria produtora do filme de Gustavo Godinho e Vladimir Cunha, a Greenvision, que também assinam os videoclipes de Shift, do Macaco Bong e Japan Pop Show, do Curumin.

Então não precisaria dizer que é leitura obrigatória para os apreciadores e envolvidos com Música Independente. Afinal, ele foi feito não para o paraense ver sua então Cultura numa telinha, mas para o sulista aprender com o que eles estão fazendo. E isso é mais que verdade quando, poderia eu dizer, ele estreou com uma exibição na MTV, e tem a trilha sonora que o acompanha não servida do tecnobrega, mas de Pata de Elefante, Guizado, Hurtmold e Júpiter Apple.

Quanto tempo até a Nike ter seu próprio festival de música?

Uns tempos atrás, começaram a pipocar festivais levando o nome de grandes marcas. Free Jazz Festival (patrocinado pela Souza Cruz e seus cigarros Free), depois Tim Festival, só pra citar os mais recentes, porque isso é coisa que sempre aconteceu. Hoje, notando algumas das coisas que circulam nesta época maior de propaganda, digo, de Copa, há que se indagar algumas coisas mais, e dizer pelo menos duas.

Primeiro, todo mundo sabe que o universo da propaganda é maligno, aproveitando todos os espaços para inserir uma marca. Em se tratando de espaços de grande visibilidade, era regra estar lá quando milhares iriam ver seu nome. Seja o desfile cívico, seja o jogo de futebol, lá estavam os grandes nomes em cores berrantes, desde muitas décadas atrás. E estes números foram potencializados com o advento dos canais de comunicação. E já que estamos mesmo em época de Copa do Mundo, não basta dizer que aí nasceram os muros dos estádios com letreiros, as placas ao redor dos gramados, a poluição às camisetas dos times, a grama cortada com logomarcas e o dirigível da Goodyear. Temos de dizer que eles são muito, MUITO espertos.

Mais recentemente, forçada pelas próprias dinâmicas sociais, a propaganda se expropriou dos canais de comunicação a ponto de subvertê-los. Não mais se tem o jogo de futebol pra propaganda ser enfiada no meio a cada dois comentários ou um passe. Chegou-se ao cúmulo de ter primeiro a marca e por conta disso surgir o jogo. Mas isso também é velho, vide aquela tal Copa Toyota. Só que agora com YouTube e redes sociais e a lógica dos virais, a coisa ganha novo fôlego, com os mesmos milhões gastos.

Tudo gritante, sempre. Mas nunca gritaram tanto quanto no tão falado vídeo da Nike para a copa, Write the Future. Ou seria Nike Write the Future?


Eles gritaram desta vez dizendo pra todo mundo que eles ditam os rumos do mundo. E ninguém se importa. Nunca foi tão evidente a indústria declarar a que veio e tudo o que faz para se projetar, se aproveitando de tudo e de todos, e o consumidor, o mundo, aceitar sem questionar, justamente porque é o que ele espera depois de todos os processos. Aqui fica dita a primeira coisa. E com trocentas estrelas do mundo da bola, sujeitos de outros esportes, conseguindo até o espaço dos Simpsons, é genial. É dirigido por um gênio, aliás, Alejandro Iñarritu, que arrasta consigo Gael Garcia Bernal. Usa uma mescla espetacular de linguagens cinematográficas, impecável. Milhões, mesmo. E com retorno certo, aliás.

Mas, claro, eles não param por aí? Aproveitando-se novamente da copa, com amparo de todos os meios online, criam uma propaganda viral naturalmente, como tem que ser, via YouTube e twitter.


É outra sacada genial. Aproveitam-se do momento, resgatam um clássico da música brasileira envolvendo o tema que ficará na boca do mundo pelos próximos dois meses pelo menos, agregam ali um artista que todos conhecem lado a lado com outros tantos nomes de uma nova geração, catalizando outro hype.

Então, qual é o próximo passo? Aqui, dizemos a segunda coisa. Bom, bom de uns tempos pra cá, pipocaram os tais festivais de música. Trocentos deles levando do nomes marcas de renome, passando pelos refrigerante e cervejas, às mais variadas épocas e mais variados estilos. Fato é que poucos destes festivais sobrevivem. Skol Beats, Tim Festival. Teremos este ano mesmo? 

Mas hoje mesmo há iniciativas mais espertas, feito o Levi´s Music, atento desde a música independente e o instrumental ao fenômeno emo desvirtuado que acomete o país; Há as várias noites que o Conexão Vivo promoverá, explorando uma votação online que põe no ar seu portal que tenta se inserir em espaços de um moribundo MySpace; E o veja lá a Natura atacando em diferentes frentes, com o edital Natura Musical 2009 rodando o pais em várias cidades, Natura Festival Nós About Us, portentoso, no fim do ano. 

Que acontecerá, veremos. Fato é que nenhum dos festivais velhos sobreviveu. Por que? Porque eles não souberam usar das ferramentas, porque há trocentos festivais mais inteligentes crescendo no país, saídos das ligações que a música independente vem fazendo, da própria iniciativa de terceiros que sabem como fomentar melhor sua marca do que os marqueteiros grandes. Talvez nem estes durem muito.

Mas e aí, a Nike vai fazer? Talvez não precise. O próprio vídeo por si só deve ser mais proveitoso, menos oneroso com certeza. Mas se fizer, vai ser pouco foda. E se esta for a proposta, vai ser feito pra persistir.

E se você não entendeu nada, já que era pra ser um blog sobre música, bom, a trilha sonora do Write the Future é feita com Hocus Pocus, do Focus. E se você não sabe que raios vem a ser Umbabarauma, é bom anotar todos os nomes que rolam naquele vídeo que muita coisa há que se ouvir ainda.