BEBOP A LULA 2011
Projeto B - A Viagem de Villa-Lobos
Esta última e mais consolidada formação do Projeto B vem para nós com Yvo Ursini na guitarra elétrica, Leonardo Muniz Corrêa no sax alto e clarinete, Amilcar Rodrigues no trompete e surdinas, Henrique Alves no baixo elétrico, Vicente Falek no piano e Mauricio Caetano na bateria.Anotações do Show: Quarteto Pererê em São Carlos, e com Ivan Vilela de quebra!
Cobertura: Terreno Baldio no SESC Vila Mariana
Também não é por menos, pois existe em torno da banda todo um universo, quase uma mitologia, o Terreno em si é um daqueles lugares mágicos que em algum momento você sabe que existe escondido no mundo e que particularmente durante esse show foi transportado para aquele auditório, tornando cada um dos espectadores cúmplices de um acontecimento mítico em que todos puderam ceder ao impulso de dançar, de festejar e comemorar, mesmo que sentados. Afinal, eles são uma bandas que consegue transpor musicalmente todo o misto de sensações e desejos que uma boa narrativa consegue trazer. Quando ouvimos qualquer de suas músicas, mais que nos transportarmos para a situação de que ela conta, sentimos essa situação, nos sentimos n
O Set List oficial foi:
Este é o Lugar / Água que Corre / Quando as Coisas ganham vida / AqueIôo / O Vôo Sempre Continua / Despertar / Pássaro Azul / Saci Pererê / Velho Espelho / Relógio do Sol / Grite BIS - Grite
Fotos por Erick Fernandes
Cobertura: 14 BIS - 30 anos no SESC Pinheiros
Hoje em dia o 14 BIS é uma daquelas bandas de que boa parte das pessoas gosta/conhece alguma coisa, mas que não consegue localizar no nem quando, nem onde ou como começou a gostar. Foi assim para mim por bastante tempo, cresci ouvindo os clássicos da banda nas mais diversas situações mas não posso dizer que gostava com aquele gostar consciente e especial até alguns anos atrás, na ocasião que me deparei com todo o movimento mineiro em que ela estava inclusa, e contextualizando aquele repertório já conhecido pude finalmente reconhecer nele todo seu valor. E esse show, ocorrido no último dia 9 foi o ápice desse reconhecimento (existem inúmeras razões para eu nunca ter ido a um show deles antes e, embora em algum momento elas tenham parecido coerentes, hoje me arrependo enormemente de ter cedido a cada uma delas).
Pois bem, SESC Pinheiros - Teatro Paulo Autran já garante, de cara, organização e estrutura de som e iluminação impecáveis e um público mais familiar, juntando o domingo de dia dos pais com a apresentação de um especial de 30 anos de uma banda que influencia tantas outras bandas/pessoas. Temos aí o cenário perfeito pra um show aconchegante e com aquele clima de celebração entre gerações.
Nesse contexto não havia música melhor do que Bola de Meia, Bola de Gude para abrir o show. Toda essa interação de gerações que o 14 BIS provoca representada musicalmente nessa canção do segundo álbum da banda e que permanece um hit indiscutível. Já aqui percebemos o que seria uma constante de todo o show, a experiência de uma banda que permanece ativa há anos e cujos membros são amigos pessoais "desde sempre", fazendo da apresentação uma demonstração de qualidade técnica e pessoal, com entradas e saídas de instrumentos e vozes perfeitas, efetuadas com aquele cuidado e sintonia que anos de amizade e dedicação a um projeto comum podem criar.
O show segue com Sonhando o Futuro, parceria de Cláudio Venturini e Lô Borges, uma das músicas mais bonitas do grupo, que mostra como mesmo após a saída de Flávio Venturini em 87 o grupo não só se manteve na ativa como manteve os bons lançamentos e composições. Que o digam Siga o Sol, O Fogo do Teu olhar, Eu já Fechei Meus Olhos e Canções de Guerra, também presentes no show e que mostram que a banda ainda produziu muitos clássicos pós anos 80.
Não tem como deixar de citar os momentos de público que foram as "baladas" Caçador de Mim - de Sérgio Magrão, tornada um sucesso na voz de Milton Nascimento, Canção da América, Todo Azul do Mar e Espanhola – com a participação de Maurício Gasperini. A despeito da sonoridade mais pop destas faixas, há de se comentar que esse talvez seja um grande mérito do 14 BIS, transpor para a sonoridade popular toda a dedicação das músicas bem trabalhadas, a preocupação em criar boas linhas instrumentais e agregá-las a um vocal pensado, com backings vocals precisos e bem colocados. Deve-se comentar ainda que ao vivo eles se dão a liberdade de improvisar mais, brincar mais, tornando as músicas bem mais interessantes que as versões de estúdio, evidenciando influências dos grandes mestres do Rock'n'Roll na sonoridade da banda. Tanto que seria injusto limitar a um único momento do show todo o fascínio que Cláudio Venturini consegue transpor para o público nos seus riffs de guitarra, sempre achando um bom ponto nas músicas para se desenvolver e arrancando gritos de aprovação da platéia.
E se é pra citar a repercussão dessas influências chegamos aqui ao meu momento favorito do show. Adentrando no mundo dos clássicos do rock temos Nave de Prata e seus arranjos de teclado lembrando os mestres do progressivo, Natural e Mesmo de Brincadeira, ambas com aquela batida dançante típica do folk e a incrível Xadrez Chinês, com um clima mais pesado, o que a destaca das outras. Trata-se de uma representação óbvia dessa busca por padrões tecnológicos exemplares nas composições da banda, sempre trazendo a modernidade, mas ainda assim uma modernidade amparada pela cultura e tradição, a essência do que é o sonho do 14 BIS.
Enfim, Planeta Sonho, aquela que por mérito e qualidade ostenta o título de maior clássico da banda, e não por menos, levanta o público e encanta a todos com um vocal que carrega um lirismo típico das grandes poesias mesclado a batida do Rock e às influências populares, construindo todo um sentimento pueril e inocente para as mais variadas gerações que acompanhavam a apresentação. Poderia ter sido um bom final, mas não, público de grandes bandas nunca está satisfeito com apenas um final, as palmas não cessam, a platéia só parece mais feliz e empolgada, a banda não pode ir embora sem um bis para complementar o já extenso set list. As escolhidas são O Sal da Terra de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, como que pra homenagear não só essa, mas todas as grandes parcerias da historia da banda, e Linda Juventude, que assim como a música de abertura, traz aquele clima nostálgico, porém uma nostalgia benéfica, que recupera valores e conceitos, que celebra o passado e o presente e deixa a vontade de “quero mais” para o futuro.
O 14 BIS conta com Cláudio Venturini nos vocais e guitarra , Vermelho nos teclados, Sérgio Magrão no baixo e Hely Rodrigues na bateria, a apresentação contou ainda com Sérgio Vasconcellos nos teclados e Maurício Gasperini como participação especial no vocal de Espanhola.
A set list oficial, salvo algum deslize meu foi:
Bola de meia, bola de gude / Sonhando o futuro / Uma Velha Canção Rock n Roll / Canções de Guerra / Caçador de Mim / Siga o Sol / Outros Planos / Canção da América / O Fogo de teu olhar / Sinais de Amor / Eu já fechei meus olhos / Espanhola / Nave de Prata / Todo Azul do Mar / Xadrez Chines / Mais uma Vez / Natural / Mesmo de Brincadeira / Planeta Sonho Bis: O Sal da Terra / Linda Juventude
Agenda: Sabatina - Zoo Intrumental traz Malditas Ovelhas e Fóssil no SESC São Carlos!

O projeto Sabatina realizado pelo SESC, traz à Sanca neste sábado às 15h o Zoo Instrumental que por sua vez trará as bandas Malditas Ovelhas! de São Carlos (já conhecida por nosso público) e Fóssil, de Fortaleza, que também já passou por aqui, em apresentação para poquíssimos no Armazém e um Palquinho Maluco no DCE da UFSCar.
Criado pela Agência Alavanca, o Zoo Instrumental surge como instrumento de divulgação da música independente contemporânea no país na sua vertente instrumental. Em sua estréia em março deste ano, eles levaram ao público Macaco Bong e Pata de Elefante num evento realizado no Inferno Club localizado na famigerada R. Augusta.
Nesta edição, o privilégio será todo nosso. Aqui, onde tudo acontece, teremos mais este evento que ainda por cima é gratuito!
Projeto Zoo Instrumental apresenta Fóssil e Malditas Ovelhas!
Data: Sábado, 1º de agosto de 2009, às 15h
Entrada: Grátis
Local: SESC São Carlos: Com. Alfredo Maffei, 700 - São Carlos, SP - (16) 3373-2333
Realização: SESC-SP
Conceito e produção: Agência Alavanca
Cartaz: Dani Hasse
Anotações do Show: Mariana Aydar, no SESC São Carlos
No último sábado o SESC de São Carlos foi brindado com Mariana Aydar. Trazendo o refino da turnê de seu primeiro trabalho solo, Kavita 1, a garota parecia radiante em apresentar-se também para os amigos e a família da cidade que deixou lembranças em sua adolescência, segundo a cantora.
A equipagem do Programa Bluga esteve lá conferindo tudo, a título de apreciação. Vamos dar aqui setlist e algumas das impressões tiradas do show, estreando nosso novo formato, Anotações do Show, mostrando o que conferimos sem maiores pretensões.
Acompanhavam a dama Lucas Wargas nos teclados, acordeão e providencial escaleta; Gustavo Ruiz na guitarra e incursões pelo violão e cavaquinho; Márcio Arantes, da “baixaria” e no violão de sete cordas da abertura; Fumaça na percussão; e Duani, na bateria, direção musical e cavaquinho modulado da última do show.
Tal e qual o próprio álbum, abre a noite a dobradinha Minha Missão e Na Gangorra, pra na seqüência entrar uma das muitas emprestadas para o show, Vai Vadiar, de Jessé Gomes da Silva Filho.
Na volta ao álbum, Vento no Canavial, faixa excelente, escolhida por unanimidade no Programa Bluga como mais bacanuda da noite; Prainha, composta especialmente para Mariana Aydar por Chico César, falando de Trancoso, recanto preferido da cantora; e Deixa o Verão, em excelente versão da música Rodrigo Amarante, famosa por Los Hermanos.
E noutro excerto ao Kavita 1, Mariana trás vários outros arranjos. Consolação, de Baden Powell e Vinícius de Moraes; Tunuka, de Orlando Pantera com letra atirada no dialeto cabo-verdiano, conhecida também na voz de Mayra Andrade, cantora cabo-verdiana recomendada em dica no mesmo show por Mariana Aydar, com quem ela já dividiu os vocais desta composição; Un, Deux, Trois, de Camille, a chamada “furacão francês” (em clara referência ao tão famoso quanto o Katrina); e Beleza Pura, de Caetano Veloso, já encarada no show antes mesmo de cair na novela homônima.
Recomeçando mais uma vez com o material do álbum, Candomblé, Zé do Caroço, Festança e Menino das Laranjas, anunciada como a última, levando a exclamações da platéia e promessa de que teríamos um bis. E justamente pra esse bis, em incrivelmente coincidente pedido da platéia, Onde está Você, com aquele baixo de Ska, pra fechar depois com um “ousado” novo arranjo de Zé do Caroço, com samples do funk carioca, dando nova fantasia a música.
Faltou apenas Maior é Deus, pra fechar todo o álbum e pingar um pouco do forró pelo qual já se conhecia a menina de outras épocas e doutro show no SESC de Ribeirão Preto em 2007.
http://marianaaydar.umw.com.br/
http://www.myspace.com/marianaaydar
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=162136
http://www.musicadebolso.com.br/videos/volume07/index.html






