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FUSCA 2011

São Carlos realiza novamente seu FUSCA, o Festival Universitário São Carlos Alternativo, nesta semana, de 15 à 17 de Setembro. A edição desde ano terá novamente três dias de música, passando por diversos ritmos, valorizando desde os nomes de São Carlos até atrações do Chile.


Contrapondo as festas que acompanham a disputa pela TUSCA (Taça Universitária de São Carlos), o FUSCA já é mais esperado por alguns que a própria programação oficial. Com divulgação forte pelos meios eletrônicos, com evento no Facebook com mais de 1.500 presenças confirmadas e subindo, o festival deixa os cartazes em preto e branco das edições anteriores para ganhar cores.

Mas não só ganha cores como passa a ter outras mãos trabalhando por ele. Tracionalmente organizado pelas entidades de representação estudantil das duas universidades da cidade, neste ano toma parte no festival apenas o CAASO (Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira), já que o DCE UFSCar está desarticulado. Contudo, o FUSCA se estabelece como um dos grandes festivais da cidade passando também a ter apoio do Aparelho Coletivo, ponto de linguagem do Fora do Eixo em São Carlos

E também recebe atrações pelo Contato, festival multimídia colaborativo, com a chilena Anita Tijoux. Com a nova escolha de datas do festival, Novembro, e a rapper confirmada desde Março para a data, era natural incorporá-la ao FUSCA.

Enquanto a TUSCA é organizada pelas associações atléticas da USP de São Carlos e da UFSCar com programação paga e focada no público universitário, o FUSCA tem suas noites gratuitas e abertas a toda população. E parece que será grande!


5º FUSCA

DIA SANCA VIBE
Data: Quinta, 15 de Setembro
Horário: 21h
Local: CAASO, USP São Carlos
Criatua
Malditas Ovelhas!
Drag Me To Hell
Gagged
Hipnos

DIA BLACK
Data: Sexta-Feira, 16 de Setembro
Horário: 21h
Local: DCE-UFSCar
Ganja Groove
Sub Loco
DJ Caixa Preta
Anita Tijoux


DIA DO SAMBA AO ROCK
Data: Sábado, 17 de Setembro
Horário: 18h
Local: CAASO, USP São Carlos
Contos de Réis
Dj Serra Leoa
Quizumba 
Discotecagem Scratch Monkeys
Bexigão de Pedra 
Namorada Belga


Realização:
CAASO
Festival Contato
Aparelho Coletivo
Fora do Eixo
Rádio Capivara

Apoio:
Grupo de Som do CAASO
Rádio UFSCar
CAPe - UFSCar

Bexigão de Pedra: O novo do #SancaInstrumental

Vindo à cena em Novembro de 2010 no 4º FUSCA, o Bexigão de Pedra mal fará seis meses de vida e já ostenta um impressionante número de paresentações, com vários palquinhos em São Carlos, passagens pelo Grito Rock 2011 em São Carlos, Araraquara e Bauru. Antes mesmo de ter qualquer coisa diferente de uma conta do Twitter divulgando seus trabalhos, marcavam seus shows, mostrando a força do meio independente. Sem sequer registros de suas músicas disponibilizados online, cativavam platéias já atentas aos grupos de instrumental que marcam a década.

E no 14 de Abril passado, se apresentaram junto dos palcos do CAASO na USP São carlos, que parece se reabrir a propostas diferentes. Tocavam ao lado da também são-carlense Aeromoças e Tenistas Russas e do Proyecto Gomez, banda de um homem só que deixava de lado a multi-tarefa comum do gênero para criar ao vivo loops de voz, bateria e guitarra. Na oportunidade, além de conferir mais uma vez o bom som da banda, troquei impressões rápidas com Filipe Doranti, o Marreco, baixista (e outra coisas mais) da banda.

Soube assim que os primeiros ensaios que viriam a formar mais tarde o Bexigão saíram do seu encontro com Cauã Ogushi em 2009, com os dois cursando Imagem e Som na UFSCar. Mais tarde, formando uma república universitária com outros colegas de curso, Subaco e Tanga, encheriam seu som. Previsão do Tempo, que abre o set de seus shows recente, seria a primeira composição finalizada com todos seus elementos. Adotariam só depois o nome estapafúrdio do grupo, pela urgência de marcar a banda, sugerido de forma aleatório mas escolhido justamente por mostrar uma improvável combinação, que refletia o trabalho do grupo. A proposta seguiria com suas outras músicas, como Criança Contagiosa e Abuelo Pepo, brincadeiras geniosas mais últimas da banda.

Assim São Carlos se provaria berçário do gênero. Insistimos na tag #SancaInstrumental, que ainda vai dar o que falar, com outros cinco nomes também com o pé fincado aqui: Pantomime Jazz, The Dead Rocks, Aeromoças, Malditas Ovelhas! e o também recente Aos Maníacos Símeis. E o Bexigão também se reconheceria com a cidade, já que empresta nome  do Jóquei Clube, bairro próximo a UFSCar, a uma de suas músicas.

O Bexigão de Pedra fundamenta-se em bateria, baixo e duas guitarras, incorrendo no elemento central do atual instrumental: Vozes da canção transpostas a guitarras, vez ou outra a teclados, sax. Claro, não por isso o Bexigão de Pedra se satisfaz neste serviço. Agregam a seu som algumas vozes inusitadas, indo além de cordas e teclas, atacando de flauta doce e, claro, de bexiga. Revezam-se aos instrumentos para brincar com todos estes elementos. No final, apresentam um rock bem marcado, de cozinha bateria e baixo, com compassos compostos da assinatura do progressivo, subvertendo-os ao apelo Pop que inebria os amantes deste novo instrumental mais recorrente.

Com este apelo popular, de músicas elaboradas mas dançantes, que casa com a mente urbana da classe média, seja em São Carlos seja no resto do país, Bexigão chega aos palcos facilmente. E esta facilidade é amplificada pela sua participação direta no Massa Coletiva, ponto Fora do Eixo na cidade com estrutura para alavancar sua circulação, assim como fez com a banda irmã, Aeromoças, também saída da Imagem e Som da UFSCar. Mostra-se com o Bexigão de Pedra a contaminação deste modelo de negócios na música, ao mesmo tempo em prova-se a penetração desta música instrumental brasileira, que passa a soar simples aos ouvidos do povo.

Setlist de 14 de Abril de 2011, CAASO, São Carlos
01. Previsão do Tempo; 02. Jóquei Clube; 03. Joelhada no Meio; 04. Pássaro Mulato; 05. Criança Contagiosa; 06. Abuelo Pepo.

Veja mais fotos da noite, com Aeromoças e Proyecto Gomez no nosso Picasa! Não temos fotos ainda, mas logo mais saem vídeos do Bexigão...



Aeromoças e Tenistas Russas Ao Vivo na Macacada

Uma das coisas mais bacanas que um show pode render, para público, banda e produção, é o chamado bootleg, registro em áudio ou vídeo desta apresentação. Apesar de ser uma prática bastante constante com os grandes nomes da música, no Brasil não há grandes iniciativas neste sentido. O cenário independente, contudo, vem mudando esta perspectiva e lançando algum material deste porte.

Em São Carlos, aqui no Programa Bluga, já disponibilizamos um bootleg muito bacana de um dos primeiros shows da turnê do Móveis Coloniais de Acaju gravado no CAASO (Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira, na USP-São Carlos), em 2009. Pra quem não lembra, está aqui para baixar! Em 2010, em parceria com o MACACO (Movimento Artístico e Cultural do CAASO), capturamos uma série de shows, no Festival Macacada, nas Noites do Macaco e na 6ª Semana do MACACO.

Já devíamos ter publicado este material há um bom tempo, mas antes tarde do que nunca, lançamos mão do primeiro destes materiais, o bootleg da banda são-carlense que abriu o primeiro Festival Macacada no dia 26 de Fevereiro de 2010 no Campus 2 da USP São Carlos, a Aeromoças e Tenistas Russas - leia a resenha da noite aqui. Disponível para ouvir e baixar faixa-a-faixa ou todo o álbum no player abaixo, é o primeiro de uma série que vamos lançar gradualmente aqui no blog. Fiquem atentos para mais novidades!

OUÇA E TAMBÉM BAIXE NA ÍNTEGRA AQUI!


Aeromoças e Tenistas Russas - 2011 - Ao Vivo na Macacada

Setlist
01. Saguis; 02. Bang Bang; 03. Insomne; 04. Mirela; 05. Instrumental 1456; 06. Solarística; 07. Kirilenko; 08. Sex Sugestion; 09. Samba!; 10. Jacques Villeneuve Experience; 11. Smonkey Skulls;

Festival Macacada realizado no dia 26 de Fevereiro de 2010, no Campus 2 da USP-São Carlos, promovido pelo MACACO (Movimento Artístico e Cultural do CAASO - Centro Acadêmico Armando de Sales Oliveira). 

Capturado direto da mesa de som em dois canais pelo Programa Bluga (http://programabluga.blogspot.com/) e lançado como bootleg virtualmente no dia 24 de Janeiro de 2011.

Agradecimentos o Julinho, responsável pela sonorização da noite que possibilitou a captura do áudio e a banda Aeromoças e Tenistas Russas (http://myspace.com/aeromocasetenistasrussas) que cedeu as gravações para este bootleg. 

FUSCA 2010


Realizado desde 2007 à época do TUSCA (Torneio Universitário de São Carlos) justamente para oferecer contraposição às festas fechadas e estigmatizadas, dando outras possibilidades a cidade e aos universitários, o FUSCA, Festival Universitário São Carlos Alternativo, chega em 2010 a sua quarta edição, com festas abertas e gratuitas.


De 11 à 13 de Novembro, com noites abertas nos palcos do DCE-UFSCar junto do Campus da UFSCar e no CAASO (Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira) na USP São Carlos, é mais uma vez iniciativa de estudantes envolvidos com Cultura, do MACACO (Movimento Artístico e Cultural do CAASO) e das entidades de representação estudantil máximas das duas universidades públicas que São Carlos abarca.

Em 2009 o FUSCA integrou também o FULEC, Festival Universitário Livre de Educação e Cultura, e fez apresentações com bandas de São Carlos e região, grupos culturais e convidados de São Paulos. Destacavam-se lá a primeira apresentação d´Os Rélpis em São Carlos, banda de Araraquara que viria a excursionar por todo o Brasil neste último ano e também o pessoal do Eletrofan, apresentando trabalho e formação nova que os relançaria na mídia especializada, com o último álbum prestes a sair.

Este ano, novamente se faz cumprir estes papéis, trazendo uma série de bandas que ainda não passaram por São Carlos e tem um bom trabalho. Hierofante Púrpura e Popstars Acid Killers são promessas que se precisa conhecer. Neste 4º FUSCA ainda tem batalha de monobandas, com Xtreme Blues Dog vs. Iguan White vs. Thee Undead Big Blues Shit, confrontando bandas de um homem só de São Paulo, da cidade de Tiros,em Minas Gerais, e Curitiba. Além disto, apresenta a outro público grupos da própria cidade de São Carlos e região: Há o Samba-Rock do grupo Black P., a heterogeneidade  africanos dos ritmos direto do Congo do Arsenal de Belle Melodie, a proposta de rock alternativo do Bexigão de Pedra e mais mesmo um soundsystem apenas com mulheres, o Sound Sisters, lado a lado com o sempre presente Ganja Groove.


4º FUSCA 

Quinta-Feira, 11 de Novembro, 23h
Local: DCE-UFSCar
Sound Sisters (Reggae/Dub - São Carlos)
Bexigão de Pedra (Rock Alternativo - São Carlos)
Ganja Groove (Reggae/Dub - São Carlos)


Sexta-Feira, 12 de Novembro, 23h
Local: CAASO - USP São Carlos 
Arsenal de Belle Melodie (Música Africana - São Carlos)
Black P. (Samba-Rock, São Carlos)


Sábado, 13 de Novembro, 23h
Local: CAASO - USP São Carlos 
Batalha de Monobandas: Xtreme Blues Dog (São Paulo) vs. Iguan White (Tiros, MG) vs. Thee Undead Big Blues Shit (Curitiba, PR)
Hierofante Púrpura (Rock Psicodélico - São Paulo)
Popstars Acid Killers (Punk/Garagem - São Paulo)

E vale lembrar mais uma vez que todas as atividades são abertas e gratuitas! 



Arte do cartaz por Alexandre Vergara 

6ª Semana do MACACO

Saiu a programação da 6ª Semana do MACACO, Movimento Artístico e Cultural do CAASO (Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira), de 17 à 26 de Setembro, com um ciclo imenso de oficinas, debates e apresentações de música, teatro, danças e diversas intervenções.


O destaque da Semana no gênero da música vai para nomes como Kiko Dinucci, tocando ao lado da Saudosa Clotilde no Sábado, dia 18, acompanhados do DJ Caixa Preta e uma intervenção da escola de samba Rosas Negras em conjunto com o Zero16,  num dia mais voltado às raízes brasileiras, pescando aí o latino, o africano. Na tarde deste mesmo dia já terá passado por cá, numa parceria do MACACO com o SESC São Carlos, o Meia Dúzia de 3 ou 4, num show icônico, relembrando a passagem do grupo por São Carlos no MACACO de 2006 e no Contato de 2007.

Também vale ressaltar que na Segunda-feira, o programa Independência ou Marte, da Rádio UFSCar, transmite ao vivo do palco do CAASO com a apresentação do pessoal da Strombólica. E na Terça-feira, noite célebre, Festa D´Ativa, relembrando os bons tempos da Rádio Alternativa FM 107,3MHz, com um dos inscritos pela mostra Alimente o MACACO, Conexión Rock, e o Allmighty Devildogs, de Bauru.

Já na sexta-feira, mais uma vez o MACACO leva um festival para o Campus 2, como na Macacada ao começo do ano. Aqui, vem Lisabi, skacore de Campinas também selecionado pela mostra Alimente o MACACO, Graveola e o Lixo Polifônico, primeira vez pela cidade numa das poucas incursões deste excelente grupo pelo estado, Mama Gumbo, jazz experimental bacanudo de São Paulo e L´Avventura, na sua primeira apresentação em palco de festival. Para o encerramento da noite, umas das empreitadas sugeridas ao MACACO, pensada a muito tempo e vislumbrada por duas das bandas de São Carlos com maior exposição no cenário independente nacional, Malditas Ovelhas! e Aeromoças e Tenistas Russas, fazendo uma jam juntos, cheia de surpresas, na apresentação então chamada Malditas Aeromoças e o Fator Acochativo!

Outra intervenção que precisamos destacar, afinal também é uma atividade blugada, é a Sala de Paredes Invisíveis, proposta de experimentação quadrifônica d´Aos Maníacos Símeis. A proposta mais usual (e bastante pretenciosa) deste "katet de ensaios sonoros" é fazer ensaios, discussões comentadas, usando de instrumentos sonoros, abertos a participação de todos. Desta vez, ainda que este caráter tenha se perdido um pouco, a intervenção propõe a vivência de uma sala de ensaios de quatro cantos, com duas baterias ao centro e, dispostos a cada canto da sala, duas guitarras e baixo e synth, cada um destes trabalhando em um canal separado, proporcionando ao ouvinte a distribuição espacial de cada um destes, como numa câmara acústica, só que com instrumentos elétricos e amplificação.

A programação ainda tem dois saraus, um em cada fim-de-semana, aberto a participação de todos como toda a programação, gratuita, uma série de debates sobre políticas culturais e o papel da arte e cultura na sociedade, tema que permeia todo a Semana do MACACO neste ano, e várias apresentações de teatro, com o grupo de Teatro Acaso, Cia. da Insônia e Teatro de Narradores. Mais detalhes podem ser vistos no blog do MACACO (http://macacaaso.blogspot.com/) ou por e-mail (macacaaso@gmail.com).

Móveis Coloniais de Acaju e Coco de Mazuca ao vivo no CAASO

Já faz mais de um ano que publicamos este bootleg, na época apenas com o áudio do Móveis, depois do show de lançamento do segundo álbum do Móveis Coloniais de Acaju, C_mpl_te, no Salão de Eventos da USP, realizado pelo CAASO. Republicamos o áudio do show, desta vez acompanhado do áudio do Coco de Mazuca mais os encartes e labels bacaníssimos feitos por Alexandre Vergara! 

Isto tudo faz parte do Relatório Final de Atividades e Aplicação de Recursos do Projeto "Apresentação Musical com Móveis Coloniais de Acaju", iniciativa da gestão do Centro Acadêmico junto a Comissão de Cultura e Extensão da Escola de Engenharia de São Carlos. E a resenha da apresentação publicada aqui no Programa Bluga está citada lá e vai anexa ao relatório, é mole? Segue junto o texto do relatório, que também está no encarte junto com nossa resenha, explicando um pouco o intuito da atividade.

Pra quem quiser montar o disco, basta imprimir em A3, de preferencia num papel mais encorpado e de acabamento brilhante, cortar e dobrar onde indicado! Pra imprimir os labels, duas alternativas: Ou aqueles adesivos para CD ou a impressão direto no disco, procure lojas especializadas. A bolinha de neoprene que prende o disco é um pouco mais difícil, mas também está diponível no mercado. Agora quem não tiver saco de fazer este trampo, pelo menos pode guardar os encartes que são bacanas, na mesma concepção de artes do álbum do grupo.

Pra quem não tiver o saco de fazer isso e ainda assim quiser uma cópia pra ficar na história, vamos tentar articular a publicação de uma tiragem de mil cópias com as partes envolvidas para fins de divulgação. Veremos se sai. Enquanto isso, declare o interesse em uma cópia nos comentários da postagem! 

Baixe AQUI o bootleg, com áudio e os encartes todos!










"O CAASO teve o prazer de receber a banda Móveis Coloniais de Acaju. O Centro Acadêmico, numa realização da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, ofereceu a apresentação especial aos alunos dos campi 1 e 2 da USP São Carlos, ao município e à região. Este material tem a finalidade de documentar essa realização e relatá-la à Pró-Reitoria, cuja contribuição para a viabilização do evento foi fundamental.
O Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira tomou a iniciativa de realizar o Projeto Apresentação Musical com Móveis Coloniais de Acaju com o intuito de aproveitar o Salão de Eventos da USP São Carlos; estrutura pública a qual possui responsabilidade pelo uso e, portanto, deve garantir e promover sua utilização de forma a contribuir para que as comunidades uspiana e sãocarlense tenham pleno desenvolvimento da cultura, da arte e da sociabilidade.
Capaz de cumprir esse papel, Móveis Coloniais de Acaju, ou simplesmente, Móveis, foi convidada a trazer ao campus sua honesta produção musical. Aproveitou-se a oportunidade de se realizar uma das primeiras apresentações de lançamento do álbum C_mpl_te, produzido pela Trama e disponível gratuitamente na internet pelo projeto Trama Virtual. A postura sincera diante dos processos de produção artística atuais, a qualidade das canções, o humor com seriedade das letras despretensiosas, mas refinadas, a performática e instigante forma de se apresentar, a pluralidade de referências e recursos musicais, essas entre outras qualidades puderam ser comprovadas plenamente.
Através dos recursos disponibilizados pelo Fundo de Cultura e Extensão Universitária, teve-se um evento riquíssimo, capaz de exibir um panorama significativo da atual música nacional. Além do Móveis, que trabalha através de uma relação com o pop e assim, atingindo um público cada vez maior e conquistando pessoas para toda uma série de produção independente contemporânea nacional, o evento foi engrandecido pela presença do Coco de Mazuca. Os músicos que abriram o palco para a grande atração da noite, na verdade, tratavam-se ali das mais ilustres presenças. O então recente projeto Coco de Mazuca é composto pelos mais experientes e significativos percussionistas brasileiros: Marco Axé, conhecido músico que acompanha o cantor e compositor Otto, dissidente do histórico Chico Science e Nação Zumbi; Gustavo da Lua e Toca Ogan, ambos membros do atual Nação Zumbi, projeto que continuou após a trágica e prematura morte de Chico Science.
O Coco de Mazuca, de Pernambuco, viaja pelo país trazendo o coco, ritmo que remete a origem desses músicos, origem contribuinte para o caldo antropofágico do Mangue Beat, movimento dos anos 90 a que se filiaram, entrando para a história da música brasileira e mundial. São Carlos pode então ter a oportunidade de conhecer o Coco, esse retorno a uma das mais tradicionais expressões da cultura nacional. Fato que mesmo para a organização foi uma boa surpresa, já que era prevista a vinda do Maquinado, como se pode ver no material de divulgação. O Maquinado é um projeto de Lucio Maia, também integrante do Nação Zumbi e parte da história do Mangue Beat. O projeto ainda conta com o próprio Toca Ogan do Coco de Mazuca, no entanto a idéia do Maquinado é inversa a do Coco, investigando como a cultura pernambucana reage perante a metrópole São Paulo. Assim, é importante relatar esse imprevisto, mas destacando que a curadoria agiu com apurado critério e buscou manter a mesma linha para a substituição, obtendo um feliz resultado mesmo diante da ausência da atração esperada.

“Pois é, Maquinado, a despeito do que tínhamos anunciado antes aqui, infelizmente não pôde vir. Ficam os parabéns aos organizadores por acharem um substituto a altura, de última hora. (…) vê-se que a escolha em chamá-los foi bem acertada.”
(Programa Bluga, 23/maio/2009, programabluga.blogspot.com)

Não deixando de contribuir para a difusão da boa música atual brasileira, antes, no intervalo e após as apresentações, Felipe Silva, trazendo a Discotecagem Radiofônica Independência ou Marte, ofereceu ao público o que há de melhor rolando por aí: Guizado, Maquinado, China, Curumin, entre outros, figuraram em sua lista.
Mais uma vez então, o CAASO, através de uma realização da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária e em parceria com o Núcleo Cooperativo de Comunicação e Cultura de São Carlos Massa Coletiva, foi palco para importantes nomes da produção musical nacional, assim como o bem fizeram anteriores gestões do CA,  responsáveis para que nomes como Mundo Livre S/A, Nação Zumbi e Cordel do Fogo Encantado marcassem presença em nosso campus, configurando-o como um ponto relevante e potencial de difusão cultural na região. Sendo assim, considera-se satisfatória a importante e indispensável realização do Projeto Apresentação Musical com Móveis Coloniais de Acaju.
Agradecimentos a todos que construíram o evento e o apoiaram: Prof. Dr. Francisco Antônio Rocco Lahr, orientador do projeto; Conselho de Cultura e Extensão USP – São Carlos; Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP; todos os funcionários da Escola de Engenharia de São Carlos envolvidos, especialmente Nilza Chamas, Patrícia Rui, Antônia Frigério, Elson Rosalis e Carlos Rodrigues; Fabrício Ofuji, produtor do Móveis Coloniais de Acaju; Coco de Mazuca; Massa Coletiva; Programa Independência ou Marte; Rádio UFSCar; Diretoria do CAASO – Gestão Abre a Roda; Programa Bluga; Gustavo Koshikumo; Vaccare Som e Luz; Ronei (Trem Bão) e todos que prestigiaram.
2. Resultados Alcançados:
A repercussão da iniciativa atraiu assim parcerias importantes para a continuidade da idéia de CAASO e USP São Carlos como ponto de difusão da cultura. Através da parceria com o Massa Coletiva, criou-se uma relação com o Circuito Fora do Eixo, rede de produção cultural que fomenta a circulação de músicos pelo Brasil e países vizinhos. Após essa realização, o Fora do Eixo viabilizou a vinda ao campus das bandas de Recife Nuda e A Banda de Joseph Tourton, presentes na Noite do Macaco em agosto de 2009 e no Festival Macacada em fevereiro deste ano. Ambos eventos culturais realizados com o apoio da USP pelo Macaco, Movimento Artístico e Cultural do CAASO, que embora não seja burocraticamente relacionado ao CA, se constitui nesse espaço e visa interagir com toda comunidade uspiana sãocarlense. Da mesma forma, a relação com o Massa Coletiva fez com que Guardaloop, de Recife, e Roots Rock Revolution, de São Paulo figurassem na Semana do Macaco, em agosto de 2009 Para ampla divulgação, obteve-se apoio da Rádio UFSCar e do Projeto Independência ou Marte, que produziram uma vinheta e receberam a organização em programa ao vivo.
Um dos objetivos do projeto era a realização de um evento gratuito, com a finalidade de atrair o público universitário e garantir o acesso a toda população de São Carlos. Por pouco não foram obtidos os recursos e patrocínios esperados. Em vista disto, foi garantida a qualidade do evento abrindo bilheteria com entradas a preços reduzidos. Como incentivo e benefício, o associado ao Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira teve direito à entrada pelo valor simbólico de R$ 1,00 (um real), para os demais o bilhete teve custo de R$ 6,00 (seis reais), garantido o direito a estudantes, professores, menores de 18 anos e pessoas acima de 60 anos a pagarem metade dessa quantia. Dessa forma acredita-se ter garantido o acesso a maioria. Obteve-se um público abaixo do esperado, mas ainda assim, satisfatório e expressivo. Prestigiaram o evento 1600 pessoas.



“O evento rolou super bem, (…) e tudo a um preço modestíssimo, com o uso de verbas dos fundos de Cultura e Extensão da USP. Evento bom e barato não se vê todo dia, nem cai do céu. Como comentado pelo próprio André Gonzales, vocalista do Móveis, no meio do show, somos privilegiados.”
(Programa Bluga, 23/maio/2009, programabluga.blogspot.com)


Como resultado foi gerada a gravação do áudio das apresentações, capturado diretamente da mesa de sonorização, com autorização dos produtores. O material mixado é distribuído gratuitamente pelo Programa Bluga através do endereço: http://programabluga.blogspot.com/. As gravações foram encaminhadas à produção dos artistas. Para o Coco de Mazuca, por ter sido naquele momento um projeto recente, tratava-se da única gravação de muitas das execuções do Coco, ou seja, produziu-se um material gravado que os próprios artistas ainda não possuíam. O áudio das apresentações acompanha esse relato e não deve ser distribuído com fins lucrativos. O intuito da produção do material é constituir acervo do CAASO como um registro histórico da realização do Centro Acadêmico, além de difundir a boa música e contribuir para o sucesso daqueles que a produzem.

 São Carlos, 16 de abril de 2010.


Alexandre Vergara"

Liberdade de Expressão e Comunicação? Rádio Alternativa no CAASO!



LIBERDADE DE EXPRESSÃO E COMUNICAÇÃO?
RÁDIO ALTERNATIVA NO CAASO!


"O rádio seria o mais fabuloso meio de comunicação imaginável na vida pública, um fantástico sistema de canalização. Isto é, seria se não somente fosse capaz de emitir, como também de receber; portanto, se conseguisse não apenas se fazer escutar pelo ouvinte, mas também pôr‐se em comunicação com ele. A radiodifusão deveria, conseqüentemente, afastar‐se dos que a abastecem e constituir os radioouvintes em abastecedores."
Bertold Brecht, Teoria do Rádio, 1932.


“Rádio Alternativa FM 107,3 MHz ‐ Emissora Livre $em Fin$ Lucrativo$”. No Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (CAASO), na USP de São Carlos, sempre houve e ainda há estes dizeres impregnados seja com tinta nas paredes de seu espaço seja na memória daqueles que por ali passa(ra)m. Com atividades datando em mais de vinte anos, a Alternativa já passou por vários momentos de altos e baixos, e entrou o ano de 2009 em processo para a reativação plena de suas atividades. Justamente durante esse processo, sofreu novos e duros ataques (tanto de quem já se esperava quanto de quem menos esperávamos), sobre os quais gostaríamos de falar aqui.

Mas antes disto, qual vem a ser a idéia da Rádio Alternativa, de um grupo de rádio no CAASO? Nada mais do que fazer, por nossos próprios meios, aquilo que nos é negado pelos grandes meios de comunicação. Ou, em outras palavras, compor um coletivo que abrace a proposta de democratização dos meios de comunicação através da radiodifusão – com autonomia e isenta de ditames mercadológicos – procurando levar as pessoas da condição de ouvintes à de agentes ativos, construindo idéias conjuntamente, buscando a cultura e o conhecimento. Trata‐se de uma Rádio Livre. De abrangência mundial, o Movimento de Rádios Livres propicia meios para a comunicação popular e a disseminação cultural, alheio aos modelos convencionais, sejam os legalizados de caráter comercial, sejam os clandestinos. Vale lembrar que Rádio Livre não é crime; é, sim, criminalizada por setores do Estado a partir de pressões dos meios comerciais de massa.

No que toca o CAASO, a Rádio Alternativa figura como uma iniciativa das mais abrangentes e importantes. O coletivo possui Estatuto e Código de Ética, que definem o papel da rádio, seus objetivos e as regras internas que os membros devem seguir. Eles foram aprovados em Assembléia. A Alternativa cumpre um papel fundamental de aproximar pessoas, tanto estudantes do Campus quanto moradores da cidade e estudantes das outras universidades, contribuindo na prática para a tão falada integração da universidade com a sociedade, e com o próprio papel cultural definido no Estatuto do CAASO.

No recente processo de reativação, o Coletivo da Rádio Alternativa sofreu, como dissemos, alguns duros golpes. Teve sua antena e sua torre de transmissão furtadas por ordem da Coordenadoria do Campus da USP (algo que de maneira alguma cabe a ela e que foi feito à margem de qualquer formalidade exigida para todos os seus atos) e, semana passada, parte de seus equipamentos, incluindo seu transmissor, confiscada pela Gestão Amarela do CAASO (equipamentos que já foram resgatados pela Rádio). Além disso, três estudantes foram aleatória e covardemente denunciados à USP como sendo supostos membros da Rádio. E tudo isso mesmo sem estarmos transmitindo.

Mas o que mais choca é a agressão moral e ética sofrida, ao ver‐se criminalizada não por setores que historicamente combatem e criminalizam as Rádios Livres, mas pela própria gestão que atualmente ocupa a diretoria do CAASO. A Rádio Alternativa buscou o diálogo com a gestão Amarela por repetidas vezes, em reuniões do CAASO, por meio de cartas públicas e mesmo em Assembléia Geral dos Estudantes, e sempre recebeu o silêncio ou evasivas como resposta. Ela veio agora, de maneira excusa, cercada de ações agressoras à Rádio, mostrando ignorância em relação à legislação e ao debate do direito à comunicação, além de desprovimento de postura ética e abertura ao diálogo.

Por tudo isso, vimos aqui dialogar com os estudantes e cobrar, publicamente, direito de resposta à carta difundida pela diretoria do CAASO em seu Informe eletrônico. Também convidamos todos os estudantes para um debate sobre a democratização da comunicação e as rádios livres.


DEBATE ABERTO SOBRE O DIREITO À COMUNICAÇÃO E O MOVIMENTO DE RÁDIOS LIVRES: TERÇA‐FEIRA, 11/05, ÀS 18H, NO CAASO.



***


Aos que não sabem, a proposta original do Programa Bluga era justamente ser um programa de rádio, idealizado para transmissão na Rádio Alternativa, uma Rádio Livre e sem fins lucrativos que operava na frequência de 107,3MHz no Campus da USP de São Carlos. Infelizmente, a época de 2007, por questões técnicas, que advinham de questões financeiras e mesmo organizacionais, o Coletivo da Rádio Alternativa cessou por tempo indeterminado suas ações e o Programa Bluga nunca foi ao ar formalmente.

Mudamos os planos, simplesmente porque precisava-se participar ativamente das movimentações em torno da música, mas o intento original permanecia na mente, tanto que mesmo figurando apenas um blog, se tem ainda, obviamente, atrelada ao nome "Bluga" a palavra "Programa".

Recentemente houve uma organização para a reabertura da Rádio Alternativa. Contudo, esta reestruturação passa por uma série de revezes, como twittamos ao longo da semana passada, envolvendo uma postura desprovida de conhecimento sobre a causa por parte tanto da Coordenadoria do Campus quanto pela diretoria da entidade de representação estudantil do Campus, o Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (CAASO), levando a atos extremamente radicais, como se vê na carta pública divulgada hoje pelo Coletivo da Rádio Alternativa.

Outras rádios livres já manifestaram apoio, como a Rádio Capivara, também de São Carlos, ligada ao DCE-UFSCar, e a Rádio Muda, em Campinas, ligada a UNICAMP, assim como o rizoma Rádio Livre. Também o Massa Coletiva, ponto de cultura de São Carlos noticiou alguns dos acontecimentos e manifestou-se em apoio a reabertura da rádio e em repúdio a ação da gestão Amarela da diretoria do CAASO e à Coordenadoria do Campus e São Carlos (CCSC).

Vamos entrar em contato com o Coletivo da Rádio Alternativa e conseguir mais informações sobre tudo. Acontecerá, nas dependências do CAASO, nesta terça-feira, 11/05, um debate com a presença da Rádio Capivara, Massa Coletiva e ex-membros da Rádio Alternativa sobre o livre direito a comunicação e o Movimento de Rádios Livres.

E, claro, fica declarado nosso profundo desgosto e repúdio a estas ações contra o Coletivo da Rádio Alternativa, e mais, contra a democratização dos meios de comunicação. Daremos todo apoio possível para a reabertura da Rádio Alternativa!

Cobertura: Festival Macacada no Campus 2



E para começar 2010 com o pé direito, temos enfim a primeira atividade cultural da USP São Carlos, situada no (ainda) tão subaproveitado Campus 2! Trata-se da Macacada, festival promovido pelo MACACO, juntamente com a SAAero (Secretaria Acadêmica de Engenharia Aeronáutica) e a SAPA (Secretaria Acadêmica Pró-Ambiental), para integrar as atividades da Semana de Recepção dos Calouros, inclusive figurando na Calourada Unificada com apoio do DCE Livre da USP Alexandre Vannucchi Leme, oferecendo aí algo um pouco diferente dos polêmicos eventos tradicionais.

Contudo, não só trazer o MACACO desde o primeiro momento do ano letivo da USP São Carlos era a intenção da Macacada. Um aspecto deste festival que deve ser salientado são as justificativas a escolha do local de sua realização, o Campus 2. Há várias ideias envoltas nesta proposta. Em uma primeira análise, faz-se justamente com que os estudantes conheçam melhor a área para onde ocorre a desenfreada expansão de vagas da USP de São Carlos, com os cursos novos ali instalados, como as Engenharias Aeronáutica, Ambiental e de Computação, além da Física Computacional e da novíssima Engenharia de Materiais. Apesar de já ter lá seus cinco anos de uso corrente, afora estes estudantes com aulas regularmente, os demais cursos desconhecem as condições dali, assim como a própria população da cidade, que apesar de conhecer seu nome, sequer sabe onde fica. Assim, fazer o uso do espaço por uma ação deste porte é também fazer seus problemas serem conhecidos de todos.

Outro aspecto interessante desta escolha está na tentativa de aproximação da população dos bairros próximos, buscando a integração entre estudantes e comunidade. Afinal, trata-se de um espaço público, embora a USP tente fechar suas portas ao mundo exterior a todo custo. Com atividades realizadas durante a tarde daquele 05 de Março à porta do Campus, fazia-se um convite à população. Infelizmente, o choque ainda é grande demais e houve pouca participação. Novas tentativas são necessárias, com contato mais direto e parceria conjunta com a comunidade.

Enfim, num espaço privilegiado destes, com gramado aconchegante e sem vizinhos por perto, há possibilidades infinitas para todo tipo de atividade. Não usá-lo seria, definitivamente, um pecado.

Agora, vamos falar de música?

Abrindo a noite, tivemos a já conhecida e da casa Aeromoças e Tenistas Russas. Aos que não conhecem, confesso que visualmente não são tão atraentes quanto o nome sugere, mas acabam compensando com a boa música. Não me arrisco a classificá-los em qualquer estilo, já que cada música carrega elementos distintos, passando pelo jazz, samba, pop rock e mesmo o eletrônico. Para pessoas como eu, que não conferiam um show dos caras há bastante tempo, agradáveis surpresas, como as músicass Insomne e Kirilenko, recém saídas do forno. Ecleticidade é sempre bom, mas com tanta variação de estilos, às vezes instrumental, às vezes cantado, a impressão que me passa é que estão passando por uma fase de transição, limando o estilo e se encontrando. Bom, esperamos que agora que estão caindo às graças do público, com produção renovada com camisas, discos e videoclipes (como esse aqui), não deixem de continuar tocando por aqui. Quando conquistarem fama internacional e uma legião de fãs no Japão, aí sim dá-se uma colher de chá. E vai lá o vídeo da música nova, Kirilenko, gravado direto na Macacada:


Depois de alguns minutinhos da sempre boa discotecagem do Independência ou Marte, sobe ao palco Jennifer Lo-Fi, vinda diretamente da metrópole. Como os caras nunca tocaram em São Carlos e nunca foram comentados aqui pelo no blog, vai lá uma introdução: Jennifer Lo-Fi é composta por Sabine Holler, Filipe "Miu", Caio Freitas, Luccas Villela e Gustavo Santos. Cortes de cabelo extravagantes, camisas listradas, dancinhas esquisitas: nota 10 no quesito indie.

Ao começo do show da J-LoFi, houve alguns problemas técnicos com o vocal, mas afora isso, a banda surpreende bastante. Também, com um bom vocal feminino e toneladas de efeitos aliados a bom gosto e criatividade não poderiam dar em coisa ruim. E no bom gosto, ficam claras as influências de bandas como The Mars Volta e Sonic Youth. Sempre tive muita vontade de ver esses caras ao vivo e, realmente, foi um belo show, apesar de me parecer que estavam se sentindo pouco à vontade no palco, sem entrar numa dinâmica boa com o público.

Mais um tempinho para curtir o vento gelado que aramava naquele dia em que quase choveu e partimos para um instrumental dos bons, vindo lá de Recife: A Banda de Joseph Tourton. Quem foi Joseph Tourton eu não sei exatamente, mas a banda que começou tocando numa rua que levava seu nome consiste dos nomes Diogo Guedes, na guitarra e efeitos, Gabriel Izidoro, na outra guitarra, escaleta, flauta e mil efeitos, Rafael Gadelha no baixo, e Pedro Bandeira, na bateria. À primeira ouvida, as primeiras relações que me vêm à mente são outras instrumentais, feito Hurtmold e mesmo Malditas Ovelhas!, esta já bem conhecida por cá. Claro, Joseph Tourton traz um inconfundível toque pernambucano a mais. Os caras também fazem bom uso de instrumentos menos convencionais como a flauta transversal e a escaleta, além de empregarem muito bem os recursos oferecidos pelos laptops que carregam a tira-colo durante o show. Muito bom saber que o rock experimental vem adquirindo representantes de peso no cenário alternativo brasileiro.

Bom, sobre o QISP, Quinto Impacto de São Paulo, acho que não tenho muitos comentários a fazer, já que o mundo do Hip-Hop é algo completamente desconhecido para mim. Limito-me a dizer que a aceitação do público foi muito boa, e acredito inclusive que muitas pessoas presentes estavam lá exclusivamente para ver o QISP. Vale comentar que, apesar de já conhecermos na mesma vibe os sancarlenses do Zero16, o QISP faz seu rap usando não só de discotecagem, mas com baixo, guitarra e bateria rolando no palco, o que é um atrativo a mais, além de três sujeitos no repente. Acho interessante e, obviamente, muito bom, o fato de que um festival com bandas de estilos tão variados tenha dado tão certo.

E para aumentar ainda mais a variedade de estilos, a noite se encerra com o bom MPB do Quizumba para acabar bem sancarlense, do jeito que começou. Ao contrário do que achei que aconteceria, com o último show já as duas e tantas da madrugada e apesar do frio, foi justamente o mais cheio, ao menos na concentração de público imediatamente a frente do palco. Há um público cativo da banda, que espera ansiosamente para vê-la. Encerrar com música brasileira realmente é uma boa pedida, naquele vocal gostoso e o instrumental bacana já conhecidos de outras paragens.

E assim a Macacada invade o Campus 2! Bom, esperemos que continuem por lá. Árvore é que não vai faltar.

E tem mais fotos aqui! E podem aguardar mais surpresinhas!!!

Ah sim, tem os setlists:


Aeromoças e Tenistas Russas
01. Saguis; 02. Bang Bang; 03. Insomne; 04. Mirela; 05. Instrumental 1456; 06. Solarística; 07. Kirilenko; 08. Sex Sugestion; 09. Samba!; 10. Jacques Villeneuve Experience; 11. Smonkey Skulls;

Jennifer Lo-Fi
01. Escafandro; 02. Instrumental; 03. Catarse; 04. Ataraxia; 05. Delírio Coletivo; 06. Coletivo Segundo; 07. Michael Caine; 08. Pedacabo;


A Banda de Joseph Tourton
01. 16 Minutos; 02. Lembra o quê?; 03. Salomão; 04. Provolone; 05. 100 m; 06. Aquaplanagem; 07. #03;

QISP
01. RG Manifesto; 02. Retrato Brasileiro; 03. Viagem com Consciência; 04. Medley Tim Maia (Azul da Cor do Mar/ Se Me Lembro Faz Doer); 05. Ataque Popular; 06. Nove Anos Atrás; 07. Olhar Acima de Nós; 08. Racionais MC´s (Fórmula Mágica da Paz); 09. Periferia da Paz;

Quizumba
01. Bola de Meia, Bola de Gude; 02. Ladeira da Preguiça; 03. Conta Outra; 04. Domingo no Parque; 05. Samba do Grande Amor; 06. E o Mundo Não se Acabou; 07. Lavadeira do Rio; 08. Anjo de Fogo; 09. Prece Cósmica; 10. Curto de Véu e Grinalda; 11. A Volta do Malandro; 12. Naquela Mesa; 13. Cara Valente; 14. Para Ver as Meninas; 15. Águas de Março; 16 Tive, Sim; 17. Pedro Pedreiro; 18. Dinheiro (Participação Especial-J.Gheto, do Zero16); 19. Santana; 20. Panis et Circenses; 21. Amor; 22. A Deusa dos Orixás; 23. Partido Alto; 24. Sem Compromisso; 25. Camisa Listrada; 26. Ave Maria no Morro; 27. Bandeira Branca;


Fotos por: Catita Alves (Aeromoças e Tenistas Russas), João A. Cassaro Júnior (Palco) e Vincent de Almeida (Jennifer LoFi, A Banda de Joseph Tourton, QISP e Quizumba).

Agenda: Festival Macacada no Campus 2 da USP São Carlos



Já abrindo as portas do ano, nosso conhecido MACACO faz atividades à Semana de Recepção dos Calouros da USP de São Carlos.

Agregando cada vez mais peso a idéia de Movimento que permeia seu nome, suas ações tornam-se cada vez mais abrangentes, ampliando seus espaços de atuação ao promover ações no Campus 2 da USP São Carlos, lugar interessantíssimo a se explorar para grandes festivais e outras coisas mais, ainda em desuso e desconhecidíssimo da população de São Carlos.

Numa excelente proposta, além de uma série de oficinas, incluindo aí novas investidas de revitalizar a Rádio Livre Alternativa FM, fazem uma festival com bons nomes da cidade e de fora: Aeromoças e Tenistas Russas e Quizumba, dois conhecidos já de longa data nossos, um vindo de uma participação lá no Macondo Circus e atravessando uma maratona de apresentações no Grito Rock, conquistando São Paulo, outr com algumas novidades, incluindo aí um baterista novo que não podemos deixar de conferir; E a banda Jennifer Lo-Fi e o grupo QISP (Quinto Impacto São Paulo), a primeira uma queridinha nossa, com guitarra enlouquecedoras e vocalista de voz potente, o outro um grupo e Hip-Hop de letras bastante politizadas, rolando som com baixo, bateria e guitarra, lembrando o que era a proposta do nosso Zero16 de tempos atrás.

Basicamente, imperdível. Ainda mais quando estamos envolvidos na parada, não é? E nisso, vamos tentar trazer pra cá um bootleg de cada apresentação, aguardem!




FESTIVAL MACACADA NO CAMPUS 2 DA USP SÃO CARLOS

Data: 26 de Fevereiro, sexta-feira, às 19h
Local: Em frente a Engenharia Ambiental, Campus 2 da USP São Carlos (Ao final da A. João Dagnone, bairro Santa Angelina)

Aeromoças e Tenistas Russas (Sao Carlos/Progressive Pop)
Jennifer Lo-Fi (São Paulo/ Rock Experimental)
QISP (São Paulo/ Hip-Hop)
Quizumba (São Carlos/ MPB)

*Ira rolar também uma apresentação não programada: A Banda de Joseph Tourton virá dar o ar da graça também!

Agenda: FUSCA 2009





Vários fatos aproximam-se da cidade São Carlos, terra-mãe do Programa Bluga. Como sempre, relatamos a prévia dos fatos e quem sabe os saldos de tudo isto. Claro, aproveitando para adicionar a nossa agenda mais um lance mandatório aos que acompanham aqui o blog: vem junto a tudo isso o FUSCA - Festival Universitário São Carlos Alternativo.

Já em sua terceira edição, o FUSCA vem firmar-se como escolha diferenciada à repetição, pontualmente em escala faraônica, de mais do mesmo, com a chegada do TUSCA.

Em sua trocentésima edição, o TUSCA - Taça Universitária de São Carlos - que há muito perdeu todo o conceito original enquanto torneio universitário e chegou ao status de desculpa-bem-justificada para confraternização, agora se resume às festas. E, vale destacar, festas sem qualquer abordagem que não a gomorria. Gomorria, de Gomorra, aquela, destruída feito Sodoma. Ninguém fala em gomorria porque ela é muito, muito pior que a sodomia.

Quanto ao FUSCA, em uma óbvia sugestão, seu nome vem contrastar com o TUSCA, oferecendo a 'alternativa' e fomentando uma cena cultural e independente da música e outras frentes artísticas na cidade.

Este ano, acaba por abarcar também outro festival, o FULEC. Em sua quinta edição, o Festival Universitário Livre de Educação e Cultura é promovido pelo DCE UFSCar (Diretório Central dos Estudantes da UFSCar) esporadicamente, datando sua primeira edição de algo como uma década e sua última já de três anos atrás. Com uma proposta interessante de debates e atividades de cunho cultural, sua programação encerra-se concomitante ao início do FUSCA, tendo sido prontamente abarcada e fazendo uma noite bastante promissora na quinta-feira do FUSCA, com uma série de grupos culturais da cidade e região se apresentando, e a estréia por terras sancarlenses de um grupo novo por aqui, Os Rélpis, de Araraquara, daqueles envolvidos em um outro nome de coletivo surgindo, o Colméia!

Como se os demais dias deixassem algo a desejar, temos lá na sexta destacando-se a apresentação que promete ser fortíssima do grupo Compadre Candela, que no mesmo dia faz uma apresentação no Teatro Florestan Fernandes, pelo ciclo de debates Diálogos Abertos na América Latina e acaba aportando pelas terras do CAASO, assim como a passagem do Eletrofan, que há muito se espera ver por aqui.

E no sábado, além da apresentação intimista do Dona Flor, vem o Comuna do Samba, grupo ligado ao MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, de São Paulo, dos mesmos sujeitos do bloco de samba Unidos da Lona Preta. Sugestivo, não? Forte, também. Claro, todos os dias regados a intervenções do CineCAASO, voltando a projetar por aí com força total, além de outras surpresas não-programadas ou sequer anunciadas!

Então, nossa agenda para a próxima semana fica assim:


FUSCA

Quinta-Feira, 24 de Setembro de 2009, 22h
Local: Gramado da UFSCar
Maracatu Rochedo de Ouro (São Carlos)
Maracutáia (MPB/Araraquara)
Pífanos Taquara Rachada (Rio Claro)
OS Rélpis (Araraquara)

Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2009, 23h
Local: CAASO - USP São Carlos
Compadre Candela (Salsa/São Paulo)
Intervenções CineCAASO
Malditas Ovelhas! (Rock Experimental/São Carlos) + VJ Cosmo (São Carlos)
Eletrofan (Araraquara)

Sábado, 26 de Setembro de 2009, 23h
Local: CAASO - USP São Carlos
Dona Flor (MPB/Araraquara)
Intervenções CineCAASO
Comuna do Samba (Sambão de Raiz/São Paulo)


E vale lembrar que todas as atividades são abertas e gratuitas!

Assim, a realização do FUSCA, em mais uma oposição ao TUSCA, é feito pelas entidades representativas dos estudantes, o DCE UFSCar e o CAASO (Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira). Isso tudo abarcando ainda o FULEC, que dizem os bons ventos virá a ser MULECA - Movimento Universitário Livre de Educação, Cultura e Arte, e o MACACO (Movimento Cultural e Artístico do CAASO), demonstrando a continuidade das atividades e fusão de ideais envoltos nestes nomes.

Esperemos, claro, que nada chegue perto de outra tentativa nobre que acabava num imbecil degladio de forças, na ocasião da Semana de Recepção dos Bixos no CAASO neste começo de ano.

Aliás, falando em FUSCA e de nossa agenda de esforços propagandisticos para divulgar algo de interessante no cenário musical local e proximidades, não deixe de acompanhar nosso Google Agenda, adicione o bendito na sua conta do bastião-googlístico e saiba sempre onde iremos colocar os pés na próxima noite. E, se estiveres sem fazer nada, siga o bendito Twitter e acompanhe ainda mais de perto as atividades bluga.


Arte do cartaz por Alexandre Vergara