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Download: Programa Ummaguma #100, com Violeta de Outono ao vivo


Depois do furor que nos foi assistir ao vivo o Violeta de Outono no Teatro Municipal de São Carlos, restava-nos apenas guardar na lembrança, quem sabe fotos, daquela noite. Contudo, eis que surge Marco Batalha, a quem temos muito a agredecer, que apresenta o programa Ummagumma ao lado de Maurício Martucci na Rádio UFSCar, com o arquivo de áudio daquela noite!

Como houve a transmissão ao vivo pelo Ummagumma, que comemorava ali sua centésima apresentação, o áudio foi capturado direto na Rádio UFSCar, à 128kbps. A qualidade é razoável apenas, mas com certeza vale pelo registro histórico da ocasião.

Há no arquivo a última faixa, Dogs, do Floyd, tocada pelo Homem com Asas, que fazia a abertura da noite, alguns comentários dos nossos apresentadores, pequena entrevista com Danilo Zanite do HcA e, a grande pedida, o ao vivo do Violeta de Outono.

Para quem ainda não leu, a cobertura daquela noite foi feita em nossa última postagem, AQUI! Quem prestar atenção, faltou o bis. Mas estão lá a psicodelia de Syd Barret. Para ouvir direto, só clicar no player abaixo:



Este não é o primeiro bootleg que apresentamos, há este outro material AQUI! Está no ar também um material gravado nos estúdios da Rádio UFSCar pela banda de Blues Rock Stranhos Azuis, da qual também fazer parte Danilo Zanite e Luciano Matuck, que tocaram nesta noite pelo Homem com Asas.

Esta divulgação através de bootlegs destas apresentações ao vivo, senão material oficial , seja em CD, DVD, no YouTube ou em algum outro canto qualquer, é fundamental para a carreira de uma banda. Logo mais tentarei sintetizar alguns pensamentos a respeito em um texto, necessário.

Espero que gostem do material do Ummaguma.

Download aqui!

Cobertura: Violeta de Outono e Homem com Asas - Programa Ummaguma #100


Presenciamos um fato inédito na última quinta-feira, 14 de Maio, no Teatro Municipal de São Carlos: a primeira transmissão ao vivo de uma apresentação ali feita. Ainda por cima, radiofônica, através da Rádio UFSCar, a 95,3 MHz, e, online, no portal www.radio.ufscar.br.

Que acontecia ali? A comemoração do centésimo programa do Ummagumma, já há dois anos no ar, umas das iniciativas mais bacanas nas ondas FM da cidade, trazendo o Violeta de Outono, banda que já passou AQUI pelo blog, ao lado do Dialeto, em resenha de nossa caríssima Carol Scoponi. E agora, tocando aqui em casa praticamente, não podíamos deixar de prestigiá-los, afinal deixamos de vê-los no Theatro Municipal em Sampa na Virada Cultural. Assim como iriamos prestar honras ao preferido de toda quinta à noite nos rádios, o Ummagumma.

Vale destacar que hoje o Violeta de Outono tem em sua formação atual dois sujeitos que já vimos tocando mais de uma vez por terras sancarlenses: Fernando "Macabro" Cardoso e Gabriel "Zoppo" Costa, do Homem com Asas. Nada mais propício então, que a abertura da noite fosse feita por esta banda, que faz honras ao progressivo e psicodelia sempre que toca por aqui. Claro que isso exigiria mais de duas horas dos dois tocando, mas eles dariam conta facilmente.

Programados para subir às 19h, os homens alados só viriam a dar as caras às 19h45, com o teatro a três quartos de sua lotação. Incenso preso ao pé de um pedestal, imagens pouco inebriantes projetadas ao fundo, cores mais, criando já o clima de imersão.


Para a primeira da noite, Gus Stardust (lead singer), Danilo "Fruits" Zanite e Marcelo "Minduim" Montaño (guitars) e Luciano Matuck (drums), aliados ao violeta Gabriel Costa (bass), nos traziam Achilles Last Stand, do Zeppelin.

Na seqüência, o sempre merecido espaço para uma composição própria, com A Natureza. Para a terceira, primeiro chamaram o outro violeta, Fernando Cardoso, para comandar as necessárias teclas em uma excelente versão de Rio de Janeiro, do álbum ao vivo de 1976 d'Os Mutantes.

Agora, era a vez de trazer um material um tanto quanto raro sequer de se ouvir falar, mas que sempre rola nos shows do HcA. Sempre vem a frente Zoppo, apresentando a banda alemã Frumpy, conotando a vocalista Inga Rumpf por nosso Gus na boníssima faixa Good Winds.

Estava estabelecido o clima altamente psicodélico. Contudo, sempre é estranho assistir a estas apresentações dentro de um teatro, comportadamente sentados. Claro que o interessante é que isto possibilita total concentração na música em si, sem qualquer dispersão. E a qualidade do áudio sempre é mais interessante em um ambiente fechado, especialmente quando pequenas nuances precisam ser ouvida, quase sempre caso do progressivo, que se perde em palcos ao ar livre.

E para fechar, como não poderia deixar de ser numa noite em que se comemora o aniversário do Ummagumma, uma Pink Floyd: Dogs. Com certeza a melhor das interpretações do grupo.

Tocando apenas cinco faixas, encerravam uma apresentação memorável. E o apenas justifica-se na contagem tão somente, afinal todas eram faixas longas, completando quase uma hora de apresentação!

E não vamos esquecer que Homem com Asas é a nossa primeira postagem AQUI no blog, mais de um ano atrás, quando experimentávamos formatos e o texto ainda deixava muito a desejar. De qualquer maneira, temos uma grande admiração pela banda, que apesar de já termos visto tocando inúmeras vezes, nunca deixamos de prestigiá-los. E apesar desta noite merecer uma resenha mais aprofundada, faremos isto em outra ocasião, não quando eles são "apenas" a banda de abertura e o ambiente não é dos mais normais para tentar captar a essência de um show. Falemos hoje de Violetas.

E nem falaremos tudo, já que nossa pretensão não é tão grande. Mais uma vez vamos dispender apenas algumas impressões mais cruas, trazer algumas fotos e publicar o setlist da noite. Setlist este que sempre é fácil no Teatro, já que há sempre a programação da noite faixa-a-faixa, matando metade do nosso trabalho. Isto até chega a tirar um pouco do brilho do show a todo público, no momento em que se perde a surpresa que é ouvir os primeiros acordes de cada faixa.

Pausa para um pequeno intervalo entre as bandas, sai a tralha do HcA, sobe a do Violeta. Voltamos com uma bela iluminação por baixo da bateria, em muitos tons de Violeta: Fábio Golfetti nas guitarras e vocal junto de Claudio Souza na bateria, os dois da formação original do Violeta, que sempre teve em Golfetti a persistência da banda; e Gabriel Costa, mais uma vez no baixo, e Fernando Cardoso, nos teclados e backing-vocal, duas buenas "aquisições" a banda.


Zoppo, lembrando também da passagem de Daevid Allen pelo 1º Festival Contato, vinha com uma camiseta com a ilustração de Camembert Electrique, álbum clássico do Gong. E claro, não podemos nos esquecer das experiências do Golfetti com a Invisible Opera, também idealizada por Allen, lembrada na estampa de sua camiseta também.

Tocando pela primeira vez em São Carlos, a idéia de seu repertório era apresentar inicialmente o material que provavelmente o publico conhecesse. Assim, após uma abertura com Em Toda Parte, trazem as três faixas de seu primeiro EP, Outono, Trópico e Reflexos da Noite, que estariam presentes também em outros de seus álbuns cheios. Claro que aqui, acrescenta-se a sonoridade dos teclados de Fernando Cardoso, que chegou mesmo a criar novas introduções às faixas, como em Trópico.

A esta altura, as cadeiras do teatro já serviam de porto seguro para que todos se segurassem em meio a viagem já iniciada, com Golfetti tirando solos belíssimos.

Após trazer sua identidade conhecida, era o momento de trazer seus novos trabalhos.: Além do Sol, Caravana, Eyes like Butterflies e Fronteira. Novos, já que o Violeta surge em meados da década de 1980 e o último álbum Volume 7 tenha sido lançado em 2007, com a atual formação da banda. E se é o sétimo álbum de fato, lembremos que é o quinto de estúdio. Com a tiragem esgotada, Volume 7 foi relançado recentemente, ao lado de toda a discografia da banda em CD, incluindo aí alguns EP, material mandatório em qualquer coleção. Muito embora uma coleção que se preze deva rastrear o bom vinil, não é?

Embora tenham um instrumental primoroso, sem exageros e ainda assim belo, muito se discute sobre os vocais do Violeta. Fábio Golfetti canta ternamente, como que declamando versos, trazendo suas impressões de mundo numa voz macia, monótona de fato. Contudo, Violeta de Outono é justamente isto, a transposição de imagens da natureza, ambientes, estações, sensações em sonoridades e poesia. Nisto, se não pela música propriamente, que isto seja feito pela lírica das letras. Há uma preferência pelo vocal, muitas vezes mais presente que o instrumental, mas aí está uma justificativa para tanto.

Do instrumental, nada nos resta comentar. Podemos apenas florear as sensações com adjetivos merecidos: Se os Teclados de Fernando não criam uma cena de fundo para a guitarra de Golfetti trazer o calor da luz do sol, enquanto baixo e bateria nos criam texturas quase perceptíveis ao toque, construindo as cenas das canções, não sei mais que poderia descrevê-los.

Enquanto do EP tiramos por destaque Reflexos da Noite, do excerto de faixas do Volume 7 tocadas, Caravana e Fronteira se sobressaiam ali.

Chegando a metade da noite, se voltaram mais uma vez para seus clássicos, trazendo de seu primeiro álbum cheio, o homônimo de 1987, Dia Eterno, Declínio de Maio, Luz, Sombras Flutuantes e sua versão de Tomorrow Never Knows, dos Beatles, onde Golfetti faz de sua Fender uma cítara, também presente no disco.

E mais uma vez, rende-se homenagens ao programa Ummagumma. Desta vez, mais propriamente, trazendo Set the Controls for the Heart of the Sun, uma das faixas do lado ao vivo do álbum que dá título ao programa de rádio, se é que você ainda não sabe disso. Neste excerto do show, todas as faixas são da primeira fase do Pink Floyd, ainda com Syd Barret. E Golfetti confessionou no palco que deve rolar um DVD do Tributo a Syd Barret ainda este ano!

Astronomy Dominé e Interstellar Overdrive, as melhores faixas floydianas a meu ver, que inclusive o Violeta já gravou, não rolaram, apesar de primeira também estar no Ummagumma. Mas deixou-se espaço para que víssemos algo inédito até então, alguém rolando Arnold Lane, ao lado de See Emily Play e Bike.

Saindo do palco, era muito natural esperar um bis. Só que até parecia que não ia rolar, com as pessoas deixando o teatro ali, logo ao fim, sem comentar as muitas que deixaram a apresentação no meio. Felizmente, os Violetas voltaram, com Creme Gelado, Desculpa, do álbum de 1999, Mulher na Montanha, arrebatadora.


Eis uma banda que manteve sua sonoridade preservada através das décadas, a cada álbum, mostrando que há espaço para este Progressivo, mesmo o brasileiro, e, muito possivelmente, dentro de várias gerações.

Neste show belíssimo, ficam os agradecimentos ao Violeta e especialmente a Marco Batalha e Maurício Martucci, apresentadores do programa Ummagumma. Ummagumma este, que além das incursões nas ondas radiofônicas, tem um dos mais respeitáveis fóruns sobre progressivo no país, que vale a pena conferir.

E também tem mais fotos no nosso Picasa!

Fotos: Vincent de Almeida


Resenha: SancaStock 2008 – Parte I: Homem com Asas


E pela excepcional iniciativa do Grupo de Som do CAASO, me vejo forçado a desandar com a vida e começar um projeto particular, homenageando a todos com um reviewzinho (quem sou eu!?!) do que São Carlos ouviu na noite do dia 14 de março de 2008: Três bandas de alta conta tocando o que há de melhor do Rock Progressivo e Psicodélico nacional e de além mar, correndo lado a lado com um sempre bom Hard Rock, como bem diz o nome da coisa toda.


Abrindo a noite, os mais que caseiros do Homem com Asas, banda são-carlense de boas raízes, tarimbada do circuito regional, em performance com sua formação completa. Aqui, só resta o cuidado de não nos despendermos em elogios verborrágicos, já que a banda é sempre a preferência. No setlist, os sujeitos apresentaram uma série do bom e velho hard rock e outros mais, preparados numa cozinha de alto-padrão, com molho de guitarras e teclados, acompanhados de um vocal de bom gosto.


Entrei ao embalo de Carry On My Wayward Son, do Kansas, sendo logo brindado com aquele grude de riff.


Mas, mostram a que vieram mesmo adiante, com uma ensurdecedora Burn, do Purple. Trouxeram a luz o baixo com marcação de personalidade de Gabriel Zoppo, mostrando porque é que ele já tocou com o Daevid Allen sendo embraçado pela Gong Global Family. São dignos de nota na faixa também os teclados onde não falta estro do cabra Fernando Macabro, vindo na toada das guitarras e sobressaindo-se no lugar, razão e circunstâncias exatas. Em show anterior na mesma batcaverna os teclados estavam com volume exagerado, chegando mesmo a minguar a guitarra. Mas o grande lance desta canção é o vocal de Gus Stardust, entrando e saindo no alto, trazendo a memória o melhor de Coverdale e Glenn Hughes incorporados numa garganta só (tudo bem que os guitarristas fazem back, mas não dá pra levar em conta).


Levaram bem a população do CAASO, já expressiva para um show de rock em véspera de feriado prolongado. Não resta sombra de dúvida que são conhecidos do pessoal (de sempre) dali, fazendo sair de casa até com a primeira friagem do ano.


Já conhecida a bateria de longínquas apresentações de X-Raptor e de outras datas do HcA, Luciano Matuck, maduro e seguro no cargo (também pudera, quantas noites de palco o então garoto tem?), mostra mais uma vez os resultados no estudo do estilo. Falta pouco!


Encerraram o show com a providencial Dogs, cover inspiradíssimo do Pink Floyd, dessa vez com a segunda guitarra de Marcelo Minduim, que haviam ficado devendo o show da semana do Bixo na USP, fazendo toda a diferença. Minduim vem revezando, sem fazer feio, ao longo do show com Danilo Fruits, este de dedos calejados, possivelmente melhor dos guitarman de São Carlos. Longamente, a faixa soou deliciosa nos seus mais de quinze minutos, arrebatando o público e dando a chance para provar cada nuance do caldo preparado, nas diversas incursões e retomadas da faixa do célebre álbum do Space Rock(???)(fodam-se os críticos).


Dado o formato do festival, acabam sendo apresentações curtas, com cerca de uma horinha cada. Assim, os homens alados saem do palco já deixando saudades, mas como bem anunciou o vocal, a noite ainda viria a trazer novas supresas, do pessoal de fora trazido pela organização. Claro que a banda não nos cansa nunca, e ficaram devendo aquela dobradinha Traveller in Time/Easy Livin', e outra que estou querendo ver faz tempo, Aqualung.


Pausa prum chá-mate gelado e prometo a segunda e terceira parte do show logo mais.



http://www.myspace.com/bandahomemcomasas
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3630590



http://www.myspace.com/sancastock
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44558961