Mostrando postagens com marcador Malditas Ovelhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Malditas Ovelhas. Mostrar todas as postagens

FUSCA 2011

São Carlos realiza novamente seu FUSCA, o Festival Universitário São Carlos Alternativo, nesta semana, de 15 à 17 de Setembro. A edição desde ano terá novamente três dias de música, passando por diversos ritmos, valorizando desde os nomes de São Carlos até atrações do Chile.


Contrapondo as festas que acompanham a disputa pela TUSCA (Taça Universitária de São Carlos), o FUSCA já é mais esperado por alguns que a própria programação oficial. Com divulgação forte pelos meios eletrônicos, com evento no Facebook com mais de 1.500 presenças confirmadas e subindo, o festival deixa os cartazes em preto e branco das edições anteriores para ganhar cores.

Mas não só ganha cores como passa a ter outras mãos trabalhando por ele. Tracionalmente organizado pelas entidades de representação estudantil das duas universidades da cidade, neste ano toma parte no festival apenas o CAASO (Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira), já que o DCE UFSCar está desarticulado. Contudo, o FUSCA se estabelece como um dos grandes festivais da cidade passando também a ter apoio do Aparelho Coletivo, ponto de linguagem do Fora do Eixo em São Carlos

E também recebe atrações pelo Contato, festival multimídia colaborativo, com a chilena Anita Tijoux. Com a nova escolha de datas do festival, Novembro, e a rapper confirmada desde Março para a data, era natural incorporá-la ao FUSCA.

Enquanto a TUSCA é organizada pelas associações atléticas da USP de São Carlos e da UFSCar com programação paga e focada no público universitário, o FUSCA tem suas noites gratuitas e abertas a toda população. E parece que será grande!


5º FUSCA

DIA SANCA VIBE
Data: Quinta, 15 de Setembro
Horário: 21h
Local: CAASO, USP São Carlos
Criatua
Malditas Ovelhas!
Drag Me To Hell
Gagged
Hipnos

DIA BLACK
Data: Sexta-Feira, 16 de Setembro
Horário: 21h
Local: DCE-UFSCar
Ganja Groove
Sub Loco
DJ Caixa Preta
Anita Tijoux


DIA DO SAMBA AO ROCK
Data: Sábado, 17 de Setembro
Horário: 18h
Local: CAASO, USP São Carlos
Contos de Réis
Dj Serra Leoa
Quizumba 
Discotecagem Scratch Monkeys
Bexigão de Pedra 
Namorada Belga


Realização:
CAASO
Festival Contato
Aparelho Coletivo
Fora do Eixo
Rádio Capivara

Apoio:
Grupo de Som do CAASO
Rádio UFSCar
CAPe - UFSCar

Arte para Bixo 2011


São Carlos possui uma movimentação cultural muito forte que se desenvolve desde meados do século XX. Atribui-se como razões fortes a presença de duas universidades públicas no município. Contudo, tanto a USP São Carlos quanto a UFSCar passaram por um hiato na década de 1990 se compararmos ao forte ativismo cultural de outrora. 

Já entrando nos anos 2000, surgiram manifestações organizadas como o MACACO, Movimento Artístico e Cultural do CAASO (Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira), na USP, e o Festival Contato, na UFSCar. Ainda, percebia-se que apesar de desenvolver-se discussões e atividades no campo, era preciso contaminar mais o meio universitário. Daí iniciativas que se apropriam também dos espaços no começo dos anso letivos das duas universidades: Na Semana de Recepção de Calouros da USP, em 2010, fez-se a Macacada; Na UFSCar, no mesmo ano, fez-se o Arte pra Bixo.


 


E este ano, com bom fôlego, o Arte pra Bixo continua este trabalho na UFSCar. Em 2010, com apoio do CAJAR (Centro Academico José Albertino Rodrigues, Ciências Sociais, UFSCar), o próprio DCE-UFSCar, além da Rádio UFSCar e o Massa Coletiva, trouxeram uma série de oficinas e intervenções, assim como as apresentações das bandas Maracutáia e Aeromoças e Tenistas Russas de São Carlos, Os Rélpis de Araraquara, e o Paris Tetris, atração internacional direto de Varsóvia, na Polônia.

Agora em 2011 continuam a iniciativa, com oficinas de radiolivrismo, audiovisual, circo e dança de rua. E com o forte apelo na música, traz a seu público nomes importantes da música no país, em especial fomentando o instrumental, e dá uma amostra do melhor de São Carlos, ao mesmo tempo em que aposto nos embalos do Samba e do Soul. 

Teremos a Jude Airplane, sui generis de São Carlos brincando com Ska e a Companhia da Barganha, bom grupo de Samba-Soul, também de São Carlos, encabeçado por uma voz poderosa, que vimos se apresentando no Festival de Talentos da UFSCar em 2010.

Também acompanha a noite uma nova proposta do famigerado Fator Acochativo. Esforço sinergético de duas bandas instrumentais de São Carlos, o Aeromoças e Tenistas Russas e o Malditas Ovelhas, se apresentaram em 2010 na Semana do MACACO sob a alcunha Malditas Aeromoças e o Fator Acochativo. Desta vez, aliam-se a outros fatores e deixam o puro instrumental para entrar no Hip-Hop, com o Sub Loco Coletividade, dando origem ao Sub Loco e o Fator Acochativo, grande promessa de São Carlos para todos que estiverem na noite.

Ainda, vem de São Paulo o Sandália de Prata, Samba Rock que já deixou boas marcas no SESC São Carlos. Fecham a noite o Mamma Cadela, grupo instrumental que passou pela USP - São Carlos na Semana do MACACO em 2007 e o Macaco Bong, instrumental cuiabano, que fez diversas apresentações na UFSCar e no Contato, com última passagem pela cidade em 2009.


ARTE PARA BIXO

Data: 01 de Março, Terça-Feira
Horário: 16h
Grupos de Discussão
Oficinas
Discotecagem Radiofônica Independência ou Marte
DJ Caixa Preta
VJ OCari
Jude Airplane (Alternativo/Ska - São Carlos)
Companhia da Barganha (Samba/Soul - São Carlos)
Sandália de Prata (Samba/ Samba-Rock - São Paulo)
Sub Loco e o Fator Acochativo (Rap/Instrumental - São Carlos)
Mamma Cadela (Instrumental - São Paulo)
Macaco Bong (Instrumental - Cuiabá)
Local: Gramado do Ginásio de Esportes, Área Sul, UFSCar, São Carlos, SP
Entrada Gratuita

Malditas Aeromoças e o Fator Acochativo: Do MACACO para o mundo!

Se na sexta-feira última da 6ª Semana do MACACO tinhamos um clima de encerramento, não fossem as atividades se extenderem ainda por um sábado inteiro, seria um grandioso final o Festival no Campus 2 da USP São Carlos, que já começacava a deixar vontades por mais, apontando novas promessas para o lugar. E ali, depois do Graveloa e o Lixo Polifônico (leia aqui), Lisabi, Mama Gumbo e L´Avventura (leia aqui), prontificando-se a este fechamento, vinha pela primeira vez o projeto Malditas Aeromoças e o Fator Acochativo!


Como o nome sugere, trata-se do encontro de dois dos maiores nomes do independente saídos de São Carlos, Malditas Ovelhas! e Aeromoças e Tenistas Russas. Dividindo o mesmo palco, uma reunião que certamente já devia ser desejada por muitos, já que ambas têm sua base na música instrumental e trazem raízes comuns. O projeto foi alavancado pelo próprio MACACO, cumprindo um papel que já deu origem a várias outras manifestações pela cidade, desde o grupo de danças folclóricas Girafulô, ao Zero16 e o grupo Teatro Acaso.

Acompanhando a trajetória de ambas as bandas, agrada muito ver as mudanças e evolução de cada uma, culminando para o que são hoje, grupos consistentes e de composições bem trabalhadas, com maturidade e personalidade o suficiente para serem capazes de promover este encontro levando para o projeto as características que definem cada uma, e mais do que isso, fazendo surgir um novo e inusitado som: tem-se um terceiro grupo, que não é apenas a soma deles.


A palavra que vem à mente é sinergia, variável já presente em cada banda, que potencializa-se pelo contato que os grupos tem entre si. Tanto uma como a outra já serviram de público espectador muitas vezes um ao outro, apreciando mutuamente seus trabalhos, familizariando-se a ponto de entender a proposta para agora promoverem um diálogo natural.


E então, preparava-se um show, na verdadeira essência da palavra, com diversos momentos, ora tocando juntos seus próprios trabalhos e de quebra uma versão espetacular de Suco de Tangerina, dos Beastie Boys, ora em separado, apresentando suas composições, e, pasmem, fazendo uma versão do trabalho um do outro. Haveria ainda, pra calar a noite, uma jam ao final.

Fizeram isto com nove macacos ao palco: quatro malditos - Eduardo Rodrigues nos synths e afins, Bruno de Almeida no clarinete durante o encontro Malditas Aeromoças e no baixo ao excerto Malditas Ovelhas!, Yraê de Araújo na guitarra e José de Miguel revezando-se entre percussão e bateria; quatro aeromoças - Thiago "Hardie" Gonçalves no sax alto e soprano durante os excertos com os dois grupos e revezando-se entre as paletas e sua guitarra verdinha e cereja, Juliano Parreira no baixo, Gustavo "Hooligan" Palma nos teclados e Nilo AMFG também revezando-se entre bateria e percussão; e um alienígena, Jovem Palerosi, do Independência ou Marte, entrando com efeitos de um kaoss pad.

Se a simples visão da profusão de instrumentos no palco, com baixo e guitarra, teclados e sintetizadores, sax e clarinete, bateria, percussão e afins poderia dar a impressão de que teríamos redundâncias e cacofonias, não foi nem de longe o que ocorreu. Sem excessos, cada um a seu devido espaço. Sempre é difícil diferenciar o que é improviso e o que não é, já que em ambos os casos as próprias músicas me dão a impressão de serem improvisos bem trabalhados, ou originadas de improvisações. Mas houve sim um excerto de improvisação, ao final, em que rolou uma grande jam, fechando a noite com chave de ouro. E quem acha que a esta altura o público já rareava engana-se; o povo ficou até o fim, sendo que muitos provavelmente vieram apenas para conferir o Malditas Aeromoças e o Fator Acochativo. Com certeza ainda os veremos tocando músicas uns do outro pela estrada afora ao menos.



E assim como a Semana do MACACO não se encerrava naquela sexta-feira, tendo ainda mais um dia de atividades e saraus pela cidade, muito menos o MACACO, Movimento, findava suas propostas para o ano. E na mesma toada tem-se o Malditas Aeromoças e o Fator Acochativo.

E o fator acochativo? O fator acochativo é referência, símbolo e representatividade, a uma cena já clássica do filme Árido Movie, de 2004, dirigido por Lírio Ferreira, com monólogo de Selton Mello sobre ledas, veneno do rato do gabiru e o fator acochativo.



Setlist Malditas Aeromoças e o Fator Acochativo
1. Suco de Tangerina; 2. Ode ao Viajante; 3. Stop (ATR); 4. Insomne (ATR); 5. Smokey Skulls (ATR); 6. Kirilenko (ATR); 7. Perseguida (ATR); 8. Dancing in the night (MO!); 9. Lá na lua (MO!); 10. Fossilizado (MOA); 11. Dalai Lombra (MO!); 12. Jacques Villeneuve Experience (MO!); 13. Solarística; 14. JAM;

Na segunda-feira passada parte deste trabalho foi apresentado na Radio UFSCar, no Programa Independência ou Marte, com direito a comentário do guitarrista Hardie. Está lá no blog do programa no portal Fora do Eixo e dá pra ouvir o podcast abaixo. Logo logo veremos se disponibilizamos o áudio desta puta apresentação por aqui!



Mais fotos desta e outras noite da Semana do MACACO podem ser vistas no Picasa do MACACO e também no Flickr do Massa Coletiva.

Texto: Felipe Adachi e Vanderlei Reis

Fotos: Vincent de Almeida e Massa Coletiva

Agenda: Malditas Ovelhas! no Teatro de Arena



"Afinado a fogo,
tocado a murro,
dançado a coice."


Cada vez mais raros por São Carlos, apresentaram-se aqui em sua casa pela última vez na Noite do MACACO na SAAU. Para esta segunda apresentação do ano na cidade os camaradas do Malditas Ovelhas! vêem em grande estilo, botando os pés no Teatro de Arena José Saffioti Filho. Espaço bacaníssimo, ao livre como tem de ser, anexo ao Teatro Municipal de São Carlos, onde já vimos ali Karina Buhr e outros mais. Já nos adiantaram que a sonorização será feita pelo mítico Julinho, então, com certeza será uma experiência das mais interessantes, a sonoridade do MO! e o aparato da concha acústica do Teatro de Arena. Nos vemos lá!



Malditas Ovelhas!
(Música Instrumental/ São Carlos)
http://www.myspace.com/malditasovelhas


Data: Domingo, 04 de Julho de 2010
Horário: 17h30
Entrada: Gratuita
Local: Teatro de Arena José Saffioti Filho
Anexo ao Teatro Municipal Dr. Alderico Vieira Perdigão
Rua Sete de Setembro, 1735
Realização: Malditas Ovelhas!, Coordenadoria de Artes e Cultura, Prefeitura Municipal de São Carlos


Arte do cartaz por Yraê Araújo

Agenda: Noite do MACACO na SAAU



O MACACO, Movimento Artístico e Cultural do CAASO, começa o semestre forte, procurando fazer-se presente ao longo de todo ano e explorando novos espaços, como já havia feito com a Macacada no Campus 2 da USP em Fevereiro. Agora, investe em um espaço no dito Campus 1 da USP, junto da SAAU - Secretaria Acadêmica da Arquitetura e Urbanismo, dando prosseguimento a seus intentos.

Nesta iniciativa, outra Noite do MACACO repetindo a dose de 14 de Agosto de 2009 da Noite do MACACO no CAASO , trazem uma banda que ainda não botou os pés por São Carlos se não me falha a memória, o Projeto Paiero de Franca, e os conterrâneos e amigos Malditas Ovelhas!, que fazem sua primeira apresentação no ano depois de um inverno no verão.

Sempre buscando o caráter participativo, também fazem pareceria com o Cineclube CAASO, que apresenta o documentário A Revolução Não Será Televisionada e promove um debate sobre o tema, que faz parte de seu ciclo do mês O Poder da Mídia. Nesta noite, deixa suas exibições semanais às 19h no CAASO para desbravar a tela inusitada nas paredes da Arquitetura, começando às 20h, prometendo uma boa noite.



Noite do MACACO na SAAU

20h 
Sessão do Cineclube CAASO
A Revolução Não Será Televisionada
(Irlanda, 2003. Dir.  Kim Bartley e Donnacha O'Briain,  74 minutos.)
Com discussão aberta entre os presentes ao final da sessão.

23h
Projeto Paiero (Franca/SP - Rock Alternativo)
Malditas Ovelhas! (São Carlos/SP - Rock Experimental)

Evento Aberto e Gratuito

Data: Quinta-Feira, 15 de Abril de 2010, às 20h
Local: SAAU, junto ao Departamento de Arquitetura e Urbanismo, Campus da USP, São Carlos, SP
Realização: MACACO, SAAU e Cineclube CAASO
Apoio: Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, Janela Aberta




A Revolução Não Será Televisionada

Filmado e dirigido por: Kim Bartley e Donnacha O'Briain
Produzido por: Power Picture associada à Agencia de Cinema da Irlanda.
Edição: Angel H. Zoido
Produtor Executivo: Rod Stonemann
Produzido por: David Power
Duração: 74 minutos
Ano: 2003

Sinopse
Não passou na TV, mas foi captada pelas lentes desses dois irlandeses. Por estarem no lugar certo e na hora certa puderam acompanhar, passo a passo, o desenrolar de um golpe de estado digno do século XXI: desde a construção planejada do caos social e a legitimação do golpe pela grande mídia empresarial, passando pela guerra de informação e contra-informação e chegando à explosiva reação popular que impediu a consolidação do estado de exceção. Daria uma ótima ficção, se não fossa a mais espetacular realidade.


Resenha: Falsos Conejos Malditas Ovelhas!


Eis que somente nessa quinta-feira, 12 de novembro, fomos alertados com os dizeres “¡Peligro!”. Espalhado pela cidade, o anúncio de última hora conseguiu ainda precaver alguns de não perderem, nesse mesmo dia e gratuita, mais uma atração internacional que o Massa Coletiva não pode deixar de trazer para São Carlos. Usando o famigerado adjetivo que remete a nossos vizinhos sul-americanos, falamos de nossos hermanos Falsos Conejos, que encerraram sua turnê pelo Brasil antes de retornar nesse fim de semana à província de Buenos Aires (Argentina), passando por La Plata e enfim chegando a cidade origem, Cidade Autônoma de Buenos Aires.

E para abrir a peligrosa noite de animais nada dóceis da música instrumental no salvador Palquinho do DCE, não haveria melhor anfitrião do que nosso caro Malditas Ovelhas! (com exclamação no nome, por favor), além, é claro, do Independência ou Marte na Discotecagem Radiofônica executada por Young Man e Felipe Silva que também comanda a Operação de Som da banda são-carlense, figurando como seu live mixer.

Chegamos pouco depois da meia-noite a tempo de conferir parte da primeira leva de música brasileira atual através da discotecagem radiofônica. Por volta da meia-noite e meia sobe ao palco o Malditas Ovelhas!: quatros integrantes comandam guitarra, baixo, bateria, percussão, escaleta e teclado. Teclado? É, o synth de sempre queimado a dois dias obrigou os caras a partirem para um plano B. Mas isso não foi motivo para estragar a apresentação de nossos anfitriões. Longe disso. O MO! mostra que sempre tem o maior prazer em mandar seu som na cidade mesmo após rodar pelo país.


Nesse contexto o público parece variado. As notícias de um palquinho na Federal correm por veredas obscuras, numa trama comunicativa indecifrável que dá num determinado público resultante. Então aqueles que, por inocência, esperavam do palquinho uma festa, ainda assim puderam se balançar um pouco com esse instrumental-experimental nos momentos de brasilidade regionalista que se serve o Malditas!. Bebendo do manguebeat, o regionalismo da percussão e bateria que se destaca dos temas principais, mas estrutura temas como os de Slide e Esqueleta, agradou o público na Federal e fez parte da platéia se movimentar no início da apresentação.

Na seqüência, Saldo/Extrato, trazendo uma pitada de funk na distorção da guitarra, deu uma guinada na apresentação trabalhando o tema do capital financeiro de maneira mais sutil que sua possível e distante referência progressiva (arrisco eu): Money, do Pink Floyd. Criando um clima menos regionalista a meados da apresentação, o Malditas Ovelhas! fez com que alguns se envolvessem com o minimalismo onírico de Vril e a melancolia de Perseguida, que encaminharam o final da apresentação. Nesse ínterim, deparamo-nos com uma faixa que nos pareceu nova: Fossilizado. Pelo nome (arriscando de novo), talvez fruto de algum encontro com a banda instrumental Fóssil, que se apresentou no Festival Contato desse ano assim como o próprio Malditas Ovelhas!.

A apresentação de cerca de uma hora revela uma ótima produção constante do grupo que pôde deixar de fora muita coisa boa como a faixa Ódio ao viajante, que costuma ser um dos pontos altos da apresentação, pois todos os integrantes se reúnem em torno da bateria e percussões e a as executam simultaneamente. Mesmo assim, estava muito bem aberto o palco para o convidado principal e ficamos, como sempre, satisfeitos com o Malditas Ovelhas!. Enquanto se davam os preparativos no palco, pôde-se desfrutar de mais um bloco da discotecagem de Jovem, recheada com o que já rolou de melhor por São Carlos e que já visitou os estúdios da Rádio UFSCar como Trilöbit, e ainda, o que queremos que ainda role por aqui como Maquinado. Felipe Silva também assume a discotecagem, deixando a operação de som mais com o técnico contratado pelo DCE.

Enfim sobe ao palco por volta das três da matina nossos caros señores - assim foi anunciado o principal da noite. No entanto, diferentemente da atração anterior, onde se via o uso de um caráter musical próprio do país de origem da banda, nada se pôde perceber de especificamente argentino nos Falsos Conejos. Ainda mais para nós brasileiros, que sempre esperamos algo relacionado ao tango ao nos depararmos com legítimos porteños. E, de fato, já anuncia essa postura o título de uma de suas demos, AntiTANGO!

É claro que isso não é motivo para ficar decepcionado. Dramática e tensa, reforçada por bruscas pausas, a primeira faixa Estrobos já mostra a força do instrumental argentino. Na seqüência, guitarra, baixo e bateria desenvolvem faixas um pouco menos digeríveis, mas que fazem juz quando nos referimos a banda como power trio. A faixa K-co traz uma poderosa guitarra cuja força, infelizmente, o equipamento da sonorização contratada não foi capaz de suportar.


Houve alguns problemas, um dos músicos até levou choque, mas depois de resolvidos os contratempos, parece que os caras voltaram mesmo é com carga elétrica. Após uma interessante versão de National Anthem do Radiohead, nosso hermanos desenfrearam a faixa Sobrevuelo, dançante e frenética, fez alguns dançarem como coelhos, falsos, com pilhas alcalinas. E para fechar sem desanimar, Delia, la psico, com seu tema marcante, repetitivo e envolvente, conduzido pelo baixo pouco tradicional nos momentos de livre sonoridade da guitarra.

Os Falsos Conejos devem ter assumido o palco durante cerca de uma hora. A produção agradeceu a apresentação e os señores também ficaram gratos ao Malditas por ter feito rolar o lance. Muchas gracias ao sr. Du Rodrigues! Que voltem os porteños ano que vem! A noite se encerrou com mais uma leva radiofônica para os derradeiros. Mas nós, já satisfeitos, decidimos ir embora após termos que rachar um álbum da atração internacional, pois em fim de turnê, estavam esgotados. Se bem que, se houvesse mais, dividiríamos os custos do mesmo jeito, pois o negócio é distribuir logo, grátis, para que mais gente ouça e assista, pois o legal é ver ao vivo com a galera e só gastar é com cerveja.

Segue o setlist da noite instrumental:

Maditas Ovelhas!
01. Slide; 02. Esqueleta; 03. Saldo/Extrato; 04. Nova Orgum; 05. Vril; 06. Fossilizado;
07. Perseguida; 08. Lá na lua;

Falsos Conejos
01. Estrobos; 02. Villazon; 03. K-co (Caco); 04. Panq; 05. National Anthem; 06. Sobrevuelo; 07. Delia, la psico;

Agenda: FUSCA 2009





Vários fatos aproximam-se da cidade São Carlos, terra-mãe do Programa Bluga. Como sempre, relatamos a prévia dos fatos e quem sabe os saldos de tudo isto. Claro, aproveitando para adicionar a nossa agenda mais um lance mandatório aos que acompanham aqui o blog: vem junto a tudo isso o FUSCA - Festival Universitário São Carlos Alternativo.

Já em sua terceira edição, o FUSCA vem firmar-se como escolha diferenciada à repetição, pontualmente em escala faraônica, de mais do mesmo, com a chegada do TUSCA.

Em sua trocentésima edição, o TUSCA - Taça Universitária de São Carlos - que há muito perdeu todo o conceito original enquanto torneio universitário e chegou ao status de desculpa-bem-justificada para confraternização, agora se resume às festas. E, vale destacar, festas sem qualquer abordagem que não a gomorria. Gomorria, de Gomorra, aquela, destruída feito Sodoma. Ninguém fala em gomorria porque ela é muito, muito pior que a sodomia.

Quanto ao FUSCA, em uma óbvia sugestão, seu nome vem contrastar com o TUSCA, oferecendo a 'alternativa' e fomentando uma cena cultural e independente da música e outras frentes artísticas na cidade.

Este ano, acaba por abarcar também outro festival, o FULEC. Em sua quinta edição, o Festival Universitário Livre de Educação e Cultura é promovido pelo DCE UFSCar (Diretório Central dos Estudantes da UFSCar) esporadicamente, datando sua primeira edição de algo como uma década e sua última já de três anos atrás. Com uma proposta interessante de debates e atividades de cunho cultural, sua programação encerra-se concomitante ao início do FUSCA, tendo sido prontamente abarcada e fazendo uma noite bastante promissora na quinta-feira do FUSCA, com uma série de grupos culturais da cidade e região se apresentando, e a estréia por terras sancarlenses de um grupo novo por aqui, Os Rélpis, de Araraquara, daqueles envolvidos em um outro nome de coletivo surgindo, o Colméia!

Como se os demais dias deixassem algo a desejar, temos lá na sexta destacando-se a apresentação que promete ser fortíssima do grupo Compadre Candela, que no mesmo dia faz uma apresentação no Teatro Florestan Fernandes, pelo ciclo de debates Diálogos Abertos na América Latina e acaba aportando pelas terras do CAASO, assim como a passagem do Eletrofan, que há muito se espera ver por aqui.

E no sábado, além da apresentação intimista do Dona Flor, vem o Comuna do Samba, grupo ligado ao MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, de São Paulo, dos mesmos sujeitos do bloco de samba Unidos da Lona Preta. Sugestivo, não? Forte, também. Claro, todos os dias regados a intervenções do CineCAASO, voltando a projetar por aí com força total, além de outras surpresas não-programadas ou sequer anunciadas!

Então, nossa agenda para a próxima semana fica assim:


FUSCA

Quinta-Feira, 24 de Setembro de 2009, 22h
Local: Gramado da UFSCar
Maracatu Rochedo de Ouro (São Carlos)
Maracutáia (MPB/Araraquara)
Pífanos Taquara Rachada (Rio Claro)
OS Rélpis (Araraquara)

Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2009, 23h
Local: CAASO - USP São Carlos
Compadre Candela (Salsa/São Paulo)
Intervenções CineCAASO
Malditas Ovelhas! (Rock Experimental/São Carlos) + VJ Cosmo (São Carlos)
Eletrofan (Araraquara)

Sábado, 26 de Setembro de 2009, 23h
Local: CAASO - USP São Carlos
Dona Flor (MPB/Araraquara)
Intervenções CineCAASO
Comuna do Samba (Sambão de Raiz/São Paulo)


E vale lembrar que todas as atividades são abertas e gratuitas!

Assim, a realização do FUSCA, em mais uma oposição ao TUSCA, é feito pelas entidades representativas dos estudantes, o DCE UFSCar e o CAASO (Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira). Isso tudo abarcando ainda o FULEC, que dizem os bons ventos virá a ser MULECA - Movimento Universitário Livre de Educação, Cultura e Arte, e o MACACO (Movimento Cultural e Artístico do CAASO), demonstrando a continuidade das atividades e fusão de ideais envoltos nestes nomes.

Esperemos, claro, que nada chegue perto de outra tentativa nobre que acabava num imbecil degladio de forças, na ocasião da Semana de Recepção dos Bixos no CAASO neste começo de ano.

Aliás, falando em FUSCA e de nossa agenda de esforços propagandisticos para divulgar algo de interessante no cenário musical local e proximidades, não deixe de acompanhar nosso Google Agenda, adicione o bendito na sua conta do bastião-googlístico e saiba sempre onde iremos colocar os pés na próxima noite. E, se estiveres sem fazer nada, siga o bendito Twitter e acompanhe ainda mais de perto as atividades bluga.


Arte do cartaz por Alexandre Vergara


Agenda: Sabatina - Zoo Intrumental traz Malditas Ovelhas e Fóssil no SESC São Carlos!


O projeto Sabatina realizado pelo SESC, traz à Sanca neste sábado às 15h o Zoo Instrumental que por sua vez trará as bandas Malditas Ovelhas! de São Carlos (já conhecida por nosso público) e Fóssil, de Fortaleza, que também já passou por aqui, em apresentação para poquíssimos no Armazém e um Palquinho Maluco no DCE da UFSCar.

Criado pela Agência Alavanca, o Zoo Instrumental surge como instrumento de divulgação da música independente contemporânea no país na sua vertente instrumental. Em sua estréia em março deste ano, eles levaram ao público Macaco Bong e Pata de Elefante num evento realizado no Inferno Club localizado na famigerada R. Augusta.

Nesta edição, o privilégio será todo nosso. Aqui, onde tudo acontece, teremos mais este evento que ainda por cima é gratuito!


Projeto Zoo Instrumental apresenta Fóssil e Malditas Ovelhas!

Data: Sábado, 1º de agosto de 2009, às 15h
Entrada: Grátis
Local: SESC São Carlos: Com. Alfredo Maffei, 700 - São Carlos, SP - (16) 3373-2333
Realização: SESC-SP
Conceito e produção: Agência Alavanca
Cartaz: Dani Hasse