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Download: Programa Ummaguma #100, com Violeta de Outono ao vivo


Depois do furor que nos foi assistir ao vivo o Violeta de Outono no Teatro Municipal de São Carlos, restava-nos apenas guardar na lembrança, quem sabe fotos, daquela noite. Contudo, eis que surge Marco Batalha, a quem temos muito a agredecer, que apresenta o programa Ummagumma ao lado de Maurício Martucci na Rádio UFSCar, com o arquivo de áudio daquela noite!

Como houve a transmissão ao vivo pelo Ummagumma, que comemorava ali sua centésima apresentação, o áudio foi capturado direto na Rádio UFSCar, à 128kbps. A qualidade é razoável apenas, mas com certeza vale pelo registro histórico da ocasião.

Há no arquivo a última faixa, Dogs, do Floyd, tocada pelo Homem com Asas, que fazia a abertura da noite, alguns comentários dos nossos apresentadores, pequena entrevista com Danilo Zanite do HcA e, a grande pedida, o ao vivo do Violeta de Outono.

Para quem ainda não leu, a cobertura daquela noite foi feita em nossa última postagem, AQUI! Quem prestar atenção, faltou o bis. Mas estão lá a psicodelia de Syd Barret. Para ouvir direto, só clicar no player abaixo:



Este não é o primeiro bootleg que apresentamos, há este outro material AQUI! Está no ar também um material gravado nos estúdios da Rádio UFSCar pela banda de Blues Rock Stranhos Azuis, da qual também fazer parte Danilo Zanite e Luciano Matuck, que tocaram nesta noite pelo Homem com Asas.

Esta divulgação através de bootlegs destas apresentações ao vivo, senão material oficial , seja em CD, DVD, no YouTube ou em algum outro canto qualquer, é fundamental para a carreira de uma banda. Logo mais tentarei sintetizar alguns pensamentos a respeito em um texto, necessário.

Espero que gostem do material do Ummaguma.

Download aqui!

Cobertura: Violeta de Outono e Homem com Asas - Programa Ummaguma #100


Presenciamos um fato inédito na última quinta-feira, 14 de Maio, no Teatro Municipal de São Carlos: a primeira transmissão ao vivo de uma apresentação ali feita. Ainda por cima, radiofônica, através da Rádio UFSCar, a 95,3 MHz, e, online, no portal www.radio.ufscar.br.

Que acontecia ali? A comemoração do centésimo programa do Ummagumma, já há dois anos no ar, umas das iniciativas mais bacanas nas ondas FM da cidade, trazendo o Violeta de Outono, banda que já passou AQUI pelo blog, ao lado do Dialeto, em resenha de nossa caríssima Carol Scoponi. E agora, tocando aqui em casa praticamente, não podíamos deixar de prestigiá-los, afinal deixamos de vê-los no Theatro Municipal em Sampa na Virada Cultural. Assim como iriamos prestar honras ao preferido de toda quinta à noite nos rádios, o Ummagumma.

Vale destacar que hoje o Violeta de Outono tem em sua formação atual dois sujeitos que já vimos tocando mais de uma vez por terras sancarlenses: Fernando "Macabro" Cardoso e Gabriel "Zoppo" Costa, do Homem com Asas. Nada mais propício então, que a abertura da noite fosse feita por esta banda, que faz honras ao progressivo e psicodelia sempre que toca por aqui. Claro que isso exigiria mais de duas horas dos dois tocando, mas eles dariam conta facilmente.

Programados para subir às 19h, os homens alados só viriam a dar as caras às 19h45, com o teatro a três quartos de sua lotação. Incenso preso ao pé de um pedestal, imagens pouco inebriantes projetadas ao fundo, cores mais, criando já o clima de imersão.


Para a primeira da noite, Gus Stardust (lead singer), Danilo "Fruits" Zanite e Marcelo "Minduim" Montaño (guitars) e Luciano Matuck (drums), aliados ao violeta Gabriel Costa (bass), nos traziam Achilles Last Stand, do Zeppelin.

Na seqüência, o sempre merecido espaço para uma composição própria, com A Natureza. Para a terceira, primeiro chamaram o outro violeta, Fernando Cardoso, para comandar as necessárias teclas em uma excelente versão de Rio de Janeiro, do álbum ao vivo de 1976 d'Os Mutantes.

Agora, era a vez de trazer um material um tanto quanto raro sequer de se ouvir falar, mas que sempre rola nos shows do HcA. Sempre vem a frente Zoppo, apresentando a banda alemã Frumpy, conotando a vocalista Inga Rumpf por nosso Gus na boníssima faixa Good Winds.

Estava estabelecido o clima altamente psicodélico. Contudo, sempre é estranho assistir a estas apresentações dentro de um teatro, comportadamente sentados. Claro que o interessante é que isto possibilita total concentração na música em si, sem qualquer dispersão. E a qualidade do áudio sempre é mais interessante em um ambiente fechado, especialmente quando pequenas nuances precisam ser ouvida, quase sempre caso do progressivo, que se perde em palcos ao ar livre.

E para fechar, como não poderia deixar de ser numa noite em que se comemora o aniversário do Ummagumma, uma Pink Floyd: Dogs. Com certeza a melhor das interpretações do grupo.

Tocando apenas cinco faixas, encerravam uma apresentação memorável. E o apenas justifica-se na contagem tão somente, afinal todas eram faixas longas, completando quase uma hora de apresentação!

E não vamos esquecer que Homem com Asas é a nossa primeira postagem AQUI no blog, mais de um ano atrás, quando experimentávamos formatos e o texto ainda deixava muito a desejar. De qualquer maneira, temos uma grande admiração pela banda, que apesar de já termos visto tocando inúmeras vezes, nunca deixamos de prestigiá-los. E apesar desta noite merecer uma resenha mais aprofundada, faremos isto em outra ocasião, não quando eles são "apenas" a banda de abertura e o ambiente não é dos mais normais para tentar captar a essência de um show. Falemos hoje de Violetas.

E nem falaremos tudo, já que nossa pretensão não é tão grande. Mais uma vez vamos dispender apenas algumas impressões mais cruas, trazer algumas fotos e publicar o setlist da noite. Setlist este que sempre é fácil no Teatro, já que há sempre a programação da noite faixa-a-faixa, matando metade do nosso trabalho. Isto até chega a tirar um pouco do brilho do show a todo público, no momento em que se perde a surpresa que é ouvir os primeiros acordes de cada faixa.

Pausa para um pequeno intervalo entre as bandas, sai a tralha do HcA, sobe a do Violeta. Voltamos com uma bela iluminação por baixo da bateria, em muitos tons de Violeta: Fábio Golfetti nas guitarras e vocal junto de Claudio Souza na bateria, os dois da formação original do Violeta, que sempre teve em Golfetti a persistência da banda; e Gabriel Costa, mais uma vez no baixo, e Fernando Cardoso, nos teclados e backing-vocal, duas buenas "aquisições" a banda.


Zoppo, lembrando também da passagem de Daevid Allen pelo 1º Festival Contato, vinha com uma camiseta com a ilustração de Camembert Electrique, álbum clássico do Gong. E claro, não podemos nos esquecer das experiências do Golfetti com a Invisible Opera, também idealizada por Allen, lembrada na estampa de sua camiseta também.

Tocando pela primeira vez em São Carlos, a idéia de seu repertório era apresentar inicialmente o material que provavelmente o publico conhecesse. Assim, após uma abertura com Em Toda Parte, trazem as três faixas de seu primeiro EP, Outono, Trópico e Reflexos da Noite, que estariam presentes também em outros de seus álbuns cheios. Claro que aqui, acrescenta-se a sonoridade dos teclados de Fernando Cardoso, que chegou mesmo a criar novas introduções às faixas, como em Trópico.

A esta altura, as cadeiras do teatro já serviam de porto seguro para que todos se segurassem em meio a viagem já iniciada, com Golfetti tirando solos belíssimos.

Após trazer sua identidade conhecida, era o momento de trazer seus novos trabalhos.: Além do Sol, Caravana, Eyes like Butterflies e Fronteira. Novos, já que o Violeta surge em meados da década de 1980 e o último álbum Volume 7 tenha sido lançado em 2007, com a atual formação da banda. E se é o sétimo álbum de fato, lembremos que é o quinto de estúdio. Com a tiragem esgotada, Volume 7 foi relançado recentemente, ao lado de toda a discografia da banda em CD, incluindo aí alguns EP, material mandatório em qualquer coleção. Muito embora uma coleção que se preze deva rastrear o bom vinil, não é?

Embora tenham um instrumental primoroso, sem exageros e ainda assim belo, muito se discute sobre os vocais do Violeta. Fábio Golfetti canta ternamente, como que declamando versos, trazendo suas impressões de mundo numa voz macia, monótona de fato. Contudo, Violeta de Outono é justamente isto, a transposição de imagens da natureza, ambientes, estações, sensações em sonoridades e poesia. Nisto, se não pela música propriamente, que isto seja feito pela lírica das letras. Há uma preferência pelo vocal, muitas vezes mais presente que o instrumental, mas aí está uma justificativa para tanto.

Do instrumental, nada nos resta comentar. Podemos apenas florear as sensações com adjetivos merecidos: Se os Teclados de Fernando não criam uma cena de fundo para a guitarra de Golfetti trazer o calor da luz do sol, enquanto baixo e bateria nos criam texturas quase perceptíveis ao toque, construindo as cenas das canções, não sei mais que poderia descrevê-los.

Enquanto do EP tiramos por destaque Reflexos da Noite, do excerto de faixas do Volume 7 tocadas, Caravana e Fronteira se sobressaiam ali.

Chegando a metade da noite, se voltaram mais uma vez para seus clássicos, trazendo de seu primeiro álbum cheio, o homônimo de 1987, Dia Eterno, Declínio de Maio, Luz, Sombras Flutuantes e sua versão de Tomorrow Never Knows, dos Beatles, onde Golfetti faz de sua Fender uma cítara, também presente no disco.

E mais uma vez, rende-se homenagens ao programa Ummagumma. Desta vez, mais propriamente, trazendo Set the Controls for the Heart of the Sun, uma das faixas do lado ao vivo do álbum que dá título ao programa de rádio, se é que você ainda não sabe disso. Neste excerto do show, todas as faixas são da primeira fase do Pink Floyd, ainda com Syd Barret. E Golfetti confessionou no palco que deve rolar um DVD do Tributo a Syd Barret ainda este ano!

Astronomy Dominé e Interstellar Overdrive, as melhores faixas floydianas a meu ver, que inclusive o Violeta já gravou, não rolaram, apesar de primeira também estar no Ummagumma. Mas deixou-se espaço para que víssemos algo inédito até então, alguém rolando Arnold Lane, ao lado de See Emily Play e Bike.

Saindo do palco, era muito natural esperar um bis. Só que até parecia que não ia rolar, com as pessoas deixando o teatro ali, logo ao fim, sem comentar as muitas que deixaram a apresentação no meio. Felizmente, os Violetas voltaram, com Creme Gelado, Desculpa, do álbum de 1999, Mulher na Montanha, arrebatadora.


Eis uma banda que manteve sua sonoridade preservada através das décadas, a cada álbum, mostrando que há espaço para este Progressivo, mesmo o brasileiro, e, muito possivelmente, dentro de várias gerações.

Neste show belíssimo, ficam os agradecimentos ao Violeta e especialmente a Marco Batalha e Maurício Martucci, apresentadores do programa Ummagumma. Ummagumma este, que além das incursões nas ondas radiofônicas, tem um dos mais respeitáveis fóruns sobre progressivo no país, que vale a pena conferir.

E também tem mais fotos no nosso Picasa!

Fotos: Vincent de Almeida


Cobertura: Pink Floyd Cover no CAASO


Mais uma vez o Grupo de Som do CAASO traz ainda no começo do ano uma excelente banda de Rock para que a população de amarelo e preto da USP de São Carlos prestigie: Pink Floyd Cover, aportando por estas passagens novamente, depois de épica passagem em 2006.

Um ano antes eles haviam feito o SancaStock abrindo 2008, com três bandas, Homem com Asas, Estação da Luz e Tomada. E lá estávamos nós, pela primeira vez postando algum material sobre um show aqui no Programa Bluga. Não poderíamos deixar estar presentes agora, nesse nosso mês de aniversário, nesta festa Grupo do Som, que no final das contas está ligado indiretamente a iniciativa do blog, que surgiu justamente numa confabulação durante o SancaStock.

Afora esse saudosismo homenageoso, ainda temos de lembrar que trocentos acessos nossos nos últimos tempos se deveram justamente à pesquisas associando pink+floyd+caaso. Afinal, temos várias resenhas de shows que rolaram no CAASO e outras tantas falando de Floyd, sem contar DUAS (uma, duas) falando do Tributo ao Dark Side of the Moon pela banda Senhor X. Assim, sentimo-nos no dever de comparecer ao show e relatar um pouco da noite para quem quer que venha caçar informações por aí.

Para a abertura, Stranhos Azuis, power trio mais que carimbado tanto no CAASO quanto aqui no Programa Bluga. Ganharam o II FeBICA, ao lado da MothercoW, em Novembro e já haviam tocado ali em Marco de 2008, na festa Rock'n'Blues, ao lado da banda Fenícia. Nessa noite, sua apresentação trouxe muito do material próprio, que irá compor seu primeiro álbum, intitulado Stranger, pra sair até o meio do ano. Tocaram uma nova a nosso ouvidos, Jack Joker Boy, contando sua historieta com arranjo moroso e grudento. Em paralelo, várias versões de clássicos do blues rock, executadas com força. Haviam algumas faixas programadas para rolarem em parceria com Gus Stardust, mas infelizmente ele não pode comparecer. Não obstante, trouxeram um Zeppelin, Good Times Bad Times, terminando sua hora de show.


Setlist Stranhos Azuis
[Início: 00h49]
01. Deixa pra lá - Stranhos Azuis; 02. Ninguém é Dono do Mundo - Stranhos Azuis; 03. Got My Mojo Working - Muddy Waters; 04. I Just Want to Make Love to You - Muddy Waters; 05. My Sunday Feeling - Jethro Tull; 06. Tudo Bem Tudo Bom - Made in Brazil; 07. Jack Joker Boy - Stranhos Azuis; 08. Thunderbird - ZZtop; 09. Os Ratos - Stranhos Azuis; 10. Shapes of Things - The Yardbirds; 11. Good Times, Bad Times - Led Zeppelin;
[Término: 01h53]

Subindo ao palco a atração da noite, o Pink Floyd Cover. Alguns ali estavam revendo-os, outros estavam se preparando para a experiência. Dito o Cover Oficial, só não me perguntem como essa oficialização acontece, traziam uma formação por muito competente, com anos de estrada: Márcio Baravelli no vocal e guitarra; Luiz Fernando Gil, revezando-se nos solos na guitarra e e fazendo uma das muitas vozes do backing Vocal; Paulo Madio no baixo wateriano e também no backing Vocal; Raphael Massarente nos Teclado e segunda voz backing vocal; e José Luíz Rapolli fazendo as vezes de Nick Mason na bateria.

Agora, de nossas anotações do show principal, costumeiramente tentamos transpôr o som ao vivo em palavras, mas hoje vamos tentar algo diferente, cumprindo a tarefa pela expressividade da imagem (sim, nós temos fotógrafos agora!). Afinal, tanto qualquer texto quanto qualquer imagem apenas dá outra abordagem ao que teria sido o áudio. Divagando mais, e esquecendo o purismo dos instrumentos acústicos em despreterização dos elétricos, mesmo o registro deste áudio, uma gravação que fosse, não seria o mesmo que feito ali, ao vivo. De todo modo, ficam as impressões visuais da noite nas fotos abaixo.

Contudo, como não poderia deixar de ser, trazemos o setlist do Pink Floyd Cover, resgatando algo bem próxima da relação das faixas que os sujeitos tocaram. Claro que ela é passível de erros, já que tiramos de ouvido e o clima era inebriante demais.

Setlist Pink Floyd Cover
[Início: 02h23]
01. Shine On You Crazy Diamond;02. Astronomy Domine; 03. Learning to Fly; 04. High Hopes; 05.Coming Back to Life; 06. On the Turning Away; 07. Sorrow; 08. The Happiest Days of Our Lives/Another Brick in the Wall (Part 2); 09. Breathe; 10.; 11. Time; 12.Money; 13. Brain Damage/Eclipse; 14. Dogs; 15. Pigs (Three Different Ones); 16. Summer'68; 17. Wish You Were Here; 18. Hey You; 19. Comfortably Numb; 20. Run Like Hell.
[Término: 04h47]

Se alguns comentários sobram, a despeito do êxtase que foi a apresentação, criando o clima ideal para trazer este som, ficou o desejo do público de ver Echoes, a nossa vontade em ouvir Interestellar Overdrive, já que eles trouxeram Astronomy Domine e particularmente estranhamos alguns timbres dos teclados. Ou o vai e vem entre anos dentro da discografia da banda. Mas sentimos muita, muita falta mesmo foi dos corais e incursões de vocais femininos, especialmente nas faixas do Dark Side. Deve ser porque acostumamos a ver a Carlinha Viana.

Também é possível conferir mais um tanto de fotos no Picasa do Programa Bluga!


Fotos: Vincent de Almeida e Danilo Eric dos Santos

Resenha: Tributo ao Pink Floyd pela banda Senhor X: Parte 2, a missão!

Onde? Armazém Bar, São Carlos.

Quando? Dia 29 de Março de 2008.

Depois de uma tarde embalada ao som de sertanejo e pagode e outras coisas do demo, regada a muito saquê e vodka nos drinks da bela moça cujo nome não recordo, carne ad infinitum e um belo tutu de feijão, partimos para o Armazém Bar, a fim de prestigiar a banda Senhor X e seu tributo ao Pink Floyd.

23h18: Devidamente estacionados e parapetados, dirigimo-nos ao Armazém.Era a primeira visita ao local, que apesar de conhecido há muito, sempre imaginei ser um grande galpão. Nada. Escada, balcão, lobby, salão, bar à direita, sala com mesas à esquerda, banheiros ao fundo.

23h30: O local começou a encher, com todos na espera por ouvir um bom som.

Pouco me incomodou saber que lá não havia aquela bebida amarela, cujo nome vem dos nórdicos, em latas, afinal, muito me interessou a prática promovida lá: “Não tenho mesa...”, disse eu; “Sem problema!” replicou o bartender com alargadores na orelha e camisa xadrez (gente fina, por sinal). Garrafas na mão direita, copo americano na esquerda, mandando ver, em pé, no centro do salão, na convergência das caixas de som.

Com a presença de mulheres bonitas no local, fiquei feliz em conhecer um lugar onde se toca rock e que abriga o sexo feminino em São Carlos. Mas também fiquei angustiado por saber que há anos ele existe e nunca fora freqüentado por mim.

12h09: Os integrantes da banda começam a popular o palco. Pára o som ambiente. Tensão no ar.

Péééeum!!!

In the Flesh inicia promovendo o que seria uma apresentação fenomenal. O primeiro detalhe observado, ainda do centro da sala e bloqueado pelos transeuntes, é o olhar fixo, quase preocupado, da vocalista Carla Viana. “If you wanna find out whats behind these cold eyes / Youll just have to blow your way through this disguise.” HELL YEAH !

Sem pausa, a conhecida introdução dos tijolos na parede, executada pelos hábeis Betos, empolga a platéia convidando-nos a bradar para a professora deixar as crianças em paz. Kudos para os backvocals (ou seria playback?) no refrão, lembrando realmente as crianças do álbum, pois afinal, somos apenas os tijolos para a parede e para a guitarra muitíssimo limpa de Beto Leoneti.

Neste ponto deu para sentir a falta de um jogo estereofônico, que seria o azeite dessa pizza deliciosa que estava indo para o forno.

Terminadas as partes de Another Brick on the Wall, para o nosso delírio, a banda soltou os cachorros* em Dogs.You’ve got to be crazy” para tocá-la inteira, e eles tocaram. Mal sabia eu o que nos aguardava pelo restante da noite.

Momentos de tensão, com a introdução suave da trilha ainda não identificada por nós. Luzes. Os braços da Carla vão ao alto bradando “Shine on you crazy diamond”. Impossível não notar aqui os braços ligeiramente torneados da vocalista.

Um ligeiro barulho de caixa registradora denuncia uma das músicas mais aguardadas da noite, Money, o que foi erroneamente denotado por nós, enquanto Speak to me e Breathe iniciavam. Embalados na tranquilidade e no ritmo que quase remetia às ondas do mar, curtimos as faixas, numa brecha pro baterista começar a desossar o seu chimbal*, em On the Run, e então fomos abruptamente interrompidos por tique-taques, e a introdução de Time, com a bateria precisa de Wellington Ruvieri na introdução. Leoneti assumindo os vocais impressionou com a entonação e a verossimilhança – e novamente um solo limpíssimo, o que viria a ser repetido várias vezes ao longo do show.

The Great Gig”, na verdade estava acontecendo na minha frente e não nos céus. Carla impressiona – ainda mais - com sua habilidade ao cantar (e qual seria a palavra correta para aquele som?) essa grande canção. Muito emocionante. O que foi viva e enfaticamente comentado pela mulher ao meu lado “Foi lindo pra caralho!”.

Nessa altura, estávamos quase cara a cara com a banda.

Mais caixa registradora. Era Money finalmente! Uma das coisas que mais me agrada no Floyd é a maneira como as músicas nos embalam. É só fechar os olhos e você está em outro canto qualquer, pirando nas notas bem colocadas.

Antes de irmos ao show, fizemos, claro, nossa lição de casa. Praticamente virgens em questão de Senhor X, procuramos no YouTube coisas da banda. As notas que se seguiram eram conhecidas já. Us us us us us us us, And them them them them them them them. And after all we’re just ordinary men… God only knows, it’s not what we would choose to do ! Forward he cried... E aqui é onde eu gozo. Essa passagem é demais, e fora muito bem replicada no bar da avenida Sete de Setembro.

Sem percebermos, a banda continou nonstop até o fim de Dark Side of the Moon, tocando Any Colour You Like, Brain Damage e Eclipse. Sem grandes comentários aqui, impressionante como todo o show.

Retomando Shine on You Crazy Diamond, a banda emendou uma sequência de músicas com um grau altíssimo de comoção e envolvimento do público. Foram “Oooh, how I Wish you were here, we’re just two lost souls swimming in a fish bowl, year after year”, “Hey You, standing in the road, always doing what you’re told, would you help me ?”, e novamente In the Flesh para abrir espaço para o quase-hino, Confortably Numb.

E o grand finale, mostrando todo o entrosamento da banda, e as habilidades vocais de todos os Betos, Run Like Hell foi performado com a mesma empolgação do jogo de vozes original.

E pausa prum café, uma corrida ao toilette, uma respirada e duas águas. Desejando ouvir mais um pouco de Floyd e SE DEUS QUISESSE, Interstellar Overdrive, nos posicionamos de fronte ao palco preparados pra mais um quêzinho dos Senhores.

Burn, do Purple rolava ao fundo enquanto a banda retomava suas posições, e wham, pára o playback e eles seguem tocando a mesma faixa. Provável manobra maquiavélicamente arquitetada pela banda para conquistar esse público e muito bem utilizada... IS BURN!

Passando obviamente para a segunda parte do show, ou segundo show, a banda prossegue com mais rock clássico, tocando You shook me All night long, do AC/DC, se o palco tivesse mais espaço tenho certeza que o guitarrista sairia pulando pelo palco do mesmo modo de Angus Young.

Indo alguns anos antes, beijamos o céu com Hendrix e Purple Haze. A essa altura, podemos notar a vocalista muito mais solta, talvez por não estar mais no clima de Floyd, ou talvez por estar mesmo mais tranquila. Mostrando o lado performático da banda, com caretas, olhares peculiares e gestos.

I won’t get to get what i’m after”, The Seeker de The Who, altamente empolgante, levou-nos a mais uma sessão de headbangin’ nervoso e mais sede por rock do bom.

Intermission, para elogiar o rapaz da mesa do som, grande Henrique, parabéns pelo trabalho, e uma grande oportunidade para ouvir a voz da nossa efêmera musa que canta pra caralho.

E “um som diferente”, como explanado pela própria vocalista anuncia a música seguinte. Um misto de funk com... algo diferente. A voz entoando palavras abrasileiradas, demorou para cair a ficha e entender que a música estava em português. Era Oito da própria banda. A faixa agradou muito e deixou um gostinho de quero mais.

Silêncio. “Toca raul !” gritou um infeliz no fundo do bar. Terceira ou quarta vez, se contabilizei corretamente. A resposta veio em grande tom. Preparada para momentos como tal, creio eu, a banda solta uma versão mais pesada de Metamorfose Ambulante, do grande Raul Seixas. DEMAIS ! o arranjo ficou perfeito. Eu até ouviria mais Raul se fosse assim. “Essa é pro cara que ficou pedindo ‘toca raul’”, HÁ, toma!

Mostrando que o público ainda lembra do velho rock do Creedence, Proud Mary rolou com direito a cantar o refrão com a banda. “Rolling, rolling, rolling on the river!”

E a Carla pergunta: O que vocês querem ouvir agora? “Mars Volta !” gritamos nós, “Janis !” grita outro. “Que tal um Jethro Tull ?” ela pergunta, capisciosamente. “TOCA AQUALUNG !”. Não é que tocaram? “Sitting on a park bench” Execução foda e o vocal, mesmo feminino, encaixou no arranjo de uma maneira estupenda.

“E agora? Que tal um Beatles?”. Segue “Helter Skelter”. É impressionante como ficaram bons os arranjos das músicas e a voz da Carla encaixou nesses covers.

Um pouco de Led Zeppelin, não podia faltar. “Good times bad times” e seus riffs de baixo contagiaram o público já descrecente da casa.

Mais uma mudança abrupta no ritmo do Armazém, já batendo as 3:20 da matina, nova supresa quando a banda encaixa O Vira, do Secos & Molhados, originalmente performado por Ney Matogrosso. Os mais empolgados (tentei um pouco, mas estava impedido), dançaram o vira conforme manda a música, senhoritas vieram próximas ao palco virar homem e lobisomem.

Quem assiste o seriado House, e/ou conhece The Who, ficou instigado pela música seguinte, Baba O’Riley. Presença de palco da banda, encarnando os sentimentos contidos nas letras.

Findada a faixa anterior, a banda leva um ritmo de samba muito divertido e letras improvisadas para divertir o público enquanto Leoneti afina uma guitarra peculiarmente pequena.

Alternative metal à caminho, apesar de não ser grande fã desse estilo, Aerials é uma boa faixa com um arranjo interessante que ficou delicioso na voz da Senhora X. (um adendo: nós somos fãs declarados da Madam X, de Bellingham). Teve direito até a cantar junto “Aerials, in the sky !”.

Mais uma pausa. Ao longo do show pude perceber uma presença de uma moça, peculiarmente jovem no Armazém. Viemos a saber que se chama Lorena, é filha da Vocalista, tem 13 anos e manda muito bem no baixo. Ao lado da infante, a banda mandou Roadhouse Blues, The Doors. Destaque realmente pra jovem que apesar de parecer tensa no começo, mandou muito nessa faixa.

Neste momento entra em cena a quem eu classifiquei como chato da noite. Sem mais comentários por ameaças do mesmo. E os senhores anunciam a saideira.

Visto de longe, o setlist da banda parecia ter um Metallica, e eu, já há tempos ouvinte do Hammett e do Hetfield, fiquei entusiasmado, mas com o pé atrás duvidando que eles fossem mesmo tocar.

Som de cítara no sintetizador do Beto, notas estranhas não pareciam com nada conhecido, mas tinham o mesmo tom de Wherever I may roam. Continuaram estranhas. Beto pára. Carla tira um sarro. Beto reflete e retoma as notas.

Nem ouvi a Carla cantar essa. Tanto tempo sem ouvir Metallica, tanto tempo sem ouvir alguém tocar ao vivo, me empolguei e cantei junto a última música da noite do começo ao fim.

Quatro da matina. Satisfeitos. Roucos. E loucos para ouvir mais do Senhor X. Essa foi a sensação que ficou da noite. Kudos para as horas de prazer auditivo proporcionada e pelas longas horas dispendidas preparando o palco. Podemos dizer que os Senhores são versáteis e cobrem, muito bem, uma gama interessante de períodos do rock nacional e internacional. Mas eu ainda quero ouvir Interstellar Overdrive.



*Nota do Editor: Impressionantemente os dois “críticos” desse show acabaram por pura coincidência usando quase as mesmas expressões. Depois dizem que consciência universal não existe...

Resenha: Tributo ao Pink Floyd pela banda Senhor X: O Lado Escuro do Senhor X

Dando continuidade à iniciativa do Programa Bluga de elucidar mentes menos esclarecidas quanto à boa música, será esboçado um review do show que na opinião do autor é um ótimo exemplo daquela.

Antes de mais nada, é preciso deixar claro aos que não conhecem a trupe do Senhor X qual é a proposta da banda. Pelo menos ao meu limitado ver, adquirido pela audiência de tão somente um show, o Senhor X procura fazer um som que, mesmo tendo boa parte do seu repertório nos clássicos (e não se pode censurá-los por isso), fuja do lugar comum. O estilo peculiar da banda fica claro tão logo se escute a faixa própria, Oito - ótima, originalíssima - ou então se observe a vocalista Carla Viana em ação, com suas caretas a lá Serj Tankian (System of a Down) e uma interpretação única, muito digna do excelente repertório que a banda apresenta. Fica aqui a minha grande admiração por essa vocalista, sem dúvida uma das melhores do circuito nacional, e também pelo brilhante guitarrista, Beto Leoneti, que, além de executar solos improvisados sempre muito bem colocados, faz um uso inteligente do synth.

O viés inovador da banda é refletido também na tendência do repertório ao Rock Progressivo, ao Rock Psicodélico e ao Space Rock. E eu, prezando altamente por experimentalismos e por originalidade, tive, como principal fator atrativo no Senhor X, justamente essa caracaterística, que acabou me fazendo virar fã da banda no final das contas.

Pois bem, ao show. O tributo origina-se com a música de abertura do álbum The Wall, In the Flesh. Nada mais apropriado, já que, sendo a canção de abertura, o show começa com a devida imersão, costumeira aos fãs de Pink Floyd, no material subseqüente do álbum. Só que, nesse caso, a imersão é na ARREBATADORA VIAGEM proporcionada pelo show. De cara, tudo impressiona pela fidelidade com a qual a música é reproduzida.

A banda é sábia ao encaixar logo em seguida uma das composições mais famosas da banda homenageada, Another Brick in the Wall (parte 1 e 2). A canção mal tinha começado e eu já podia sentir que esse show iria ultrapassar as altas expectativas criadas pela visualização dos vídeos da banda no youtube. A apoteose do coro do público somada com o olhar hipnótico, em estado de transe, de Carla - que faz vez de back vocal na faixa - consubstanciavam-se na grandiosidade que deveria ser sentida em todo show cover de Pink Floyd.

Ao longo do tributo, o olhar de contemplação hipnotizada da front woman faz perceber que a música não é somente cantada, mas inteiramente sentida e repassada de modo irrestrito ao público.

Uma das minhas preferidas do Floyd vem em seguida. É a eterna Dogs. Muito bem vocalizada pelo guitarrista Beto(que no tributo é também vocalista), trazendo cerca de 17 minutos de um cover belamente produzido, com direito a latidos e tudo o mais! O casal Carla e Beto se reveza harmoniosamente nas guitarras, enquanto este faz uso do synth para literalmente soltar os cachorros em cima da platéia.

Quase como uma abertura para o álbum que imediatamente depois seria tocado de cabo a rabo, The Dark Side of the Moon, vem outra faixa altamente conhecida, Shine on You Crazy Diamond. Nela, Beto faz maravilhas com sua guitarra, executando impecavelmente, com o feeling que lhe é notório, o famoso solo de David Gilmour. A música acaba com uma sensação de pendência, deixando a impressão de que alguma força maior obrigaria a banda a tocá-la novamente.

O que se segue, é nada mais nada menos do que uma versão ao vivo do terceiro álbum mais vendido do mundo, o Dark Side of the Moon. Um fã de Pink Floyd não poderia querer nada mais – exceto quem sabe uma Interstellar Overdrive, de lambuja (se algum integrante da banda ler o review, que fique registrado). A canção de abertura, Speak to me, começa com o uso extensivo do sintetizador por Beto Leoneti, reproduzindo os efeitos sonoros de um helicóptero, de um relógio, de uma caixa registradora, de uma risada insana e de um coração batendo, que compõem a música e que serão depois novamente usados, respectivamente nas faixas On the Run, Time, Money, Brain Damage e Eclipse.

Breathe vem depois, com o baixista Beto Braz fazendo o back vocal. Seguindo a ordem do álbum, On the Run, com o baterista Wellington Ruvieri destruindo no chimbal.

Depois, a excelente Time, com Leoneti cantando os versos e Braz cantando os refrões, enquanto Carla Viana faz um back vocal afinadíssimo.

E aqui é onde entra um dos ápices do tributo ao meu ver. Pois, como talvez se perceba por meus comentários, o que mais me impressionou no Senhor X, junto com a sensibilidade e técnica apurada de Beto Leoneti, foi a performance de Carla Viana, com uma bela e potente voz e cujo estilo original nos tira da mediocridade da grande maioria de vocalistas que vemos por aí. Pois é justamente ao ápice da cantora que me refiro: The Great Gig in the Sky realmente NOS LEVA AO CÉU. Carla substitui Clare Torry, que faz as vocalizações na música original, de modo quase divino, mostrando toda a potência de suas cordas vocais.

Money, começando com o som temático da caixa registradora, marca bem a mistura de estilos entre blues rock e recursos eletrônicos que o Dark Side of the Moon representa, dentro do progressivo. Novamente, indefectível performance da banda.

As faixas que entram para dar desfecho ao álbum Us and Them, Any Colour You Like, Brain Damage e Eclipse vão na mesma linha, com os vocais de Beto Leoneti, back vocals marcantes de Carla e ocasionais back vocals de Beto Braz. Todas elas muito bem compassadas pela bateria de Wellington Ruvieri e pelo baixo de Braz, com belíssimos solos interpretados por Leoneti e modulados por Carla(usando, inclusive, um aparelho interfaceado com touch screen muito interessante e cujo nome eu desconheço) e com o uso muito conveniente do sintetizador.

A força, que permeia entre os espectadores de modo inconfundivelmente pink-floydiano, parece afetar a banda nessa altura, e tráz de volta ao palco a pendente Shine on You Crazy Diamond, como um mistério que ainda não foi resolvido. E de volta, arrepiando até o insensível copo de cerveja largado ao pé do amplificador, vem o coro da platéia: “Shiiine on you crazy diamond”. Impagável.

Certo, chega dessa divagação transcendental. Voltemos ao mundo, onde baladinhas como Wish You Were Here e Hey You fazem demasiado sucesso. São essas as composições tocadas após o cômico arrepio do copo de cerveja. Foi legal. Aqui sim a platéia cantou com toda a sua voz - ao menos em Wish You Were Here(incrível como todos conhecem a letra dessa música).

E a banda volta com In The Flesh, quase como num diálogo com a platéia. Um dizer “Hey, o show não acabou, a coisa ainda fica melhor!”.
So ya thought ya might like to go to the show. To feel the warm thrill of confusion, that space cadet glow.”.

Esperemos que com isso o Senhor X não tenha querido dizer também “If I had my way I'd have all of ya shot.”. De fato, eu sei que eles não tinham essa intenção, pois se apresentaram como uma banda muito amigável e carismática durante o show.

Mas claramente o “Hey, o show não acabou, a coisa ainda fica melhor!” era pra valer. Seguiram-se duas excelentes e psicodélicas faixas, Comfortably Numb e Run Like Hell.

Comfortably Numb segue dentro do esperado, com um solo de Leoneti no final da música de quase 3 minutos.

E Run Like Hell.... Run Like Hell! Foi empolgante! Empolgante como o inferno. Empolgante, no ritmo de alguém que corre como se fugisse do inferno. Os holofotes amarelos acendiam aos berros de RUN! RUN! RUN! de ambos os Betos e iluminavam os rostos extasiados daqueles que assistiam o estupendo show que acontecia diante deles. Definitivamente, um final perfeito.

Final... porém, não bem um final. Uma pausa de 10 minutinhos.

Foram dois shows em uma noite, a bem da verdade. Pois, após essas mais de duas horas de inspirado tributo, a banda Senhor X, com sua enorme benevolência para aqueles que apreciam seu trabalho, nos presenteou com mais 2 horas de um repertório excelente, fazendo jus a própria excelência da banda.

Repertório com direito a Aqualung (eu, adorando Jethro Tull e rock progressivo, penso ser essa uma faixa providencial aos shows da banda), System of a Down, Jimi Hendrix, Led Zeppelin e a excelente composição própria previamente citada, Oito. Mas isso fica para outra hora... ou para outrém (leia-se Shigueo).

Agora, chá-mate para acalmar(mesmo sendo este um estimulante) os ânimos reavivados pela memória.


http://www.senhorx.com
http://www.myspace.com/bandasenhorx
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=748723
http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=49501
http://www.youtube.com/watch?v=9x_XBWjEk5U