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Notícia: Cobertura do MACACO no Independência ou Marte!



Como muito bem promulgado via twitter e outras tantas postagens anteriores, ficaram algumas surpresinhas do MACACO ainda por aflorar aqui no blog.

Alguma coisa delas já pode muito bem ser explorada no programa Independência ou Marte #113, que foi ao ar nesta Segunda-Feira, 14/09, onde rolou um papo a respeito da 5ª Semana do MACACO. Disponibilizada a gravação do programa a 128kbps, é possível baixar tudo, vale a pena conferir, ou ouvir direto no player do IouM, abaixo!



O que rolou lá nos estúdios da Rádio UFSCar, transmitindo a 95,3MHz e online via http://www.radio.ufscar.br, Jovem Palerosi e Felipe Silva receberam Gabriela Rahal, Renata Utsunomiya e Alexandre Vergara para comentar um pouco sobre o evento. Claro, isso tudo lembrando uma parceria extremamente necessária que foi feita entre o MACACO e a Rádio UFSCar, divulgando e registrando em seus estúdios algumas das atrações da Semana do MACACO. Não poderiamos deixar de replicar especialmente este programa, dada nossa relação direta com o próprio MACACO, bem como pela divulgação do nosso blog ao vivo no IouM!

Assim, foi possível conferir algum do material gravado ao vivo nos estúdios da Rádio UFSCar com o pessoal do La Cartelera, de Córdoba na Argentina, que rolou na Segunda-Feira do MACACO, e do Guardaloop, de Olinda, que rolou na quarta-feira.

De quebra, completando a divulgação do que rolou nesta Semana do MACACO, também marcaram presença no bloco o Deduções de Dupin, em uma gravação praticamente home studio, mas que vale pela relevância do projeto, dos mais interessantes, feito por músicos de São Carlos especialmente para o MACACO, dentro de uma proposta de música instrumental improvisacional.

Também aproveitou-se de um material saído de uma de nossa paixões, um bootleg, dos mais bacanudos, com o Comadre Fulozinha, capturado ao vivo direto da mesa de som do show na Arena do Teatro Municipal de São Carlos, com a ajuda de Gustavo Koshikumo, camarada do Plano Próximo e Massa Coletiva. Aliás, em algum momento precisava-se render pequena homenagem ao coletivo, que apoiava o evento e fez grande papel na ponte com algumas das bandas, na figura do próprio Felipe Silva do IouM, além de agilizar algo da divulgação e mesmo de infra-estrutura para viabilizar algumas coisas.

E, na falta de uma gravação ao vivo, serviu bem o material de estúdio de outro dos nomes que cruzaram o MACACO, com o Contra Fluxo, grupo de rap de Sampa.

Vale lembrar que também tivemos a gravação do pessoal do Nuda, que rolou na Noite do MACACO de 14 de Agosto, feita pelo pessoal do IouM, que rolou no Programa Independância ou Marte #108, e do Cumieira, em transmissão ao vivo e posteriormente dentro do Programa Ecos de Tupak Amaro, com Lucas Ferreira fazendo também outra parceria com o MACACO e a Rádio UFSCar.

Lembrando que o programa ainda será reprisado neste Sábado, na Rádio UFSCar, às 15h!

Agora, aguardem, que logo-logo disponibilizaremos todo este material tirado pro MACACO por aqui também, sejam os arquivos das gravações na Rádio, seja o bootleg do Comadre Fulozinha capturado no Teatro Municipal. Aguardem!


Cobertura da 5ª Semana do Macaco: Terça-Feira - Girafulô e Comadre Fulozinha!


Contrastando com o experimentalismo de Dupin e a latinidade de La Cartelera, a terça-feira do MACACO chega com um clima bem popular e brasileiro. Isto porque na data teríamos Girafulô, daqui da terrinha, e Comadre Fulozinha, direto de Pernambuco! E não seria a única, aliás. Lá de Pernambuco, mais especificamente de Olinda, viriam também os caras do Guardaloop, que apareceriam na quarta-feira do MACACO. Impressionante a quantidade de bandas relevantes que andam surgindo em Recife e cia. nos últimos tempos. Bom, talvez estivessem sempre por lá, escondidas, mas é só de uns tempos para cá que obtiveram maior visibilidade por aqui.

Voltando a São Carlos, naquela terça, o MACACO mudava de endereço e migravamos todos para a Arena do Teatro Municipal, ao menos para a primeira parte da noite. Mais tarde, de volta ao CAASO, ainda rolaria Oroari, grupo de danças brasileiras, e Sambaobá, grupo de samba de mesa e de roda, ambos vindos de Rio Claro, se apresentando pela Mostra Alimente o MACACO.

Cheguei lá no cair da noite, já esperando ter perdido o Girafulô, me contentando apenas com a Comadre. Felizmente ocorreu o habitual atraso de todo bom show, de modo que pude conferir o grupo de dança pela primeira vez. Girafulô é um grupo de danças populares brasileiras nascido em MACACOs de outros tempos (2006, para ser mais exato), que se encontra semanalmente na UFSCar. Infelizmente não tomei muitas notas da apresentação, já que as meninas me prenderam tanto a atenção que acabei esquecendo completamente de escrever qualquer coisa. O que posso dizer é que foi uma apresentação memorável, com um repertório de danças bem diversificado, explorando as ritmicas nordestinas que confundem música e dança, tudo marcado pela alta participação do público com o show, já que a apresentação rolava no meio do povo. Alguns, já familiarizados, ou simplesmente porque queriam dançar, se juntavam à festa. No fim, as dançarinas saíam por aí distribuindo apertos de mão e abraços, deixando a apresentação num clima bem confortável e familiar. As meninas também marcaram presença na sexta- feira, mas não pude vê-las pela segunda vez, infelizmente.

Mudando o foco da dança para a música, era chegada a hora de Comadre Fulozinha. Grande ansiedade de minha parte, afinal já faz um tempo que queria muito ver as meninas ao vivo. Nenhuma dúvida, no entanto. Esse é o tipo de música que se vê claramente que foi feita para se ouvir no palco. Além do mais, já tivemos a oportunidade de ver Karina Buhr se apresentando em posições um pouco mais discretas, no Macunaíma Ópera Tupi, show de Iara Rennó, atuando como sempre e também na percussão e vozes. As resenhas do show mencionado, aliás, podem ser vistas aqui e aqui. Mas agora com seu próprio projeto, Karina Buhr volta a São Carlos desta vez ocupando o centro do palco, acompanhada de Letícia Coura na viola, violão e cavaquinho, Flávia Maia na voz e percussão e Stefan nos metais, substituindo Marcelo Monteiro, que, pobre coitado, havia ido tocar na Grécia.

Apesar da presença de instrumentos de corda e metais, a banda embasasse na voz e na percussão, numa mistura de vários ritmos, como côco, baião, maracatu e ciranda. Para tal, os mais variados instrumentos são empregados, como a alfaia, zabumba, congas, djembê, ilú, saxofone, cavaquinho violão e rabeca. O resultado da mistura praticamente demanda uma dança para acompanhar e boa parte do público responde ao apelo, como não poderia deixar de ser. Afinal, já tínhamos um público propício à dança, como visto na apresentação anterior. Falando em público, nota-se que a audiência na terça-feira difere da do usual, se comparado aos outros dias. Mais pessoas de idade, crianças. Enfim, algo além de universitários. Provavelmente pelo fato de ser no Teatro Municipal, imagino, cumprindo umas das muitas propostas do MACACO, levar não só aos universitários o Movimento, mas também à comunidade sancarlense.

O show teve no seu repertório quase a totalidade do último disco lançado, Vou Voltar Andando, como era de se esperar, além de algumas de discos antigos, como Tocar na Banda, com direito a duas versões diferentes, e Chumbo de Vidro. O setlist inteiro é o seguinte:

01. Presta Atenção; 02. Flor de Rosa; 03. Chumbo de Vidro; 04. 2 de Janeiro; 05. Passarinho; 06. Falta de Sorte; 07. Amaralina; 08. Desterro; 09. Mambú e a Abacaxia; 10. Rosa Alvarinha; 11. Saí Passada; 12. Vou Voltar Andando; 13. Tocar na Banda; 14. É Ou Não É; 15. Coquinho Bom; 16. Tocar na Banda (Bis)




Karina Buhr já nos confessionava em outra ocasião que desejava também trazer seu trabalho solo, que está pra sair, cujas primeiras impressões podem ser tiradas em trocentos vídeos por aí. Claro, vê-la seja com Comadre, Iara Rennó e trocentas parcerias mais, seria boníssimo. Voltando, está bom!

Mais fotos desta terça no nosso Picasa!


Fotos por Vincent de Almeida