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FUSCA 2011

São Carlos realiza novamente seu FUSCA, o Festival Universitário São Carlos Alternativo, nesta semana, de 15 à 17 de Setembro. A edição desde ano terá novamente três dias de música, passando por diversos ritmos, valorizando desde os nomes de São Carlos até atrações do Chile.


Contrapondo as festas que acompanham a disputa pela TUSCA (Taça Universitária de São Carlos), o FUSCA já é mais esperado por alguns que a própria programação oficial. Com divulgação forte pelos meios eletrônicos, com evento no Facebook com mais de 1.500 presenças confirmadas e subindo, o festival deixa os cartazes em preto e branco das edições anteriores para ganhar cores.

Mas não só ganha cores como passa a ter outras mãos trabalhando por ele. Tracionalmente organizado pelas entidades de representação estudantil das duas universidades da cidade, neste ano toma parte no festival apenas o CAASO (Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira), já que o DCE UFSCar está desarticulado. Contudo, o FUSCA se estabelece como um dos grandes festivais da cidade passando também a ter apoio do Aparelho Coletivo, ponto de linguagem do Fora do Eixo em São Carlos

E também recebe atrações pelo Contato, festival multimídia colaborativo, com a chilena Anita Tijoux. Com a nova escolha de datas do festival, Novembro, e a rapper confirmada desde Março para a data, era natural incorporá-la ao FUSCA.

Enquanto a TUSCA é organizada pelas associações atléticas da USP de São Carlos e da UFSCar com programação paga e focada no público universitário, o FUSCA tem suas noites gratuitas e abertas a toda população. E parece que será grande!


5º FUSCA

DIA SANCA VIBE
Data: Quinta, 15 de Setembro
Horário: 21h
Local: CAASO, USP São Carlos
Criatua
Malditas Ovelhas!
Drag Me To Hell
Gagged
Hipnos

DIA BLACK
Data: Sexta-Feira, 16 de Setembro
Horário: 21h
Local: DCE-UFSCar
Ganja Groove
Sub Loco
DJ Caixa Preta
Anita Tijoux


DIA DO SAMBA AO ROCK
Data: Sábado, 17 de Setembro
Horário: 18h
Local: CAASO, USP São Carlos
Contos de Réis
Dj Serra Leoa
Quizumba 
Discotecagem Scratch Monkeys
Bexigão de Pedra 
Namorada Belga


Realização:
CAASO
Festival Contato
Aparelho Coletivo
Fora do Eixo
Rádio Capivara

Apoio:
Grupo de Som do CAASO
Rádio UFSCar
CAPe - UFSCar

Que bandas queremos ter no Festival Contato em 2011?


Nas últimas semanas de Junho o Festival Contato perguntou ao seu público que é que ele espera para a quinta edição do evento, agora no segundo semestre de 2011. No Twitter, sob a tag #facacontato, pediram colaborações. Com enquetes no Facebook, também. Agora, vamos dar nossos pitacos.

Mesmo sendo voltado às artes multimídia, a principal frente do festival ao grande público são as atrações musicais. Nas suas quatro primeiras edições, apesar de grande enfoque ao Rock e sua miríade de vertentes, o Contato também atacou de canção brasileira, hip-hop, eletrônica e afins. Trouxeram grandes atrações do país e mesmo do exterior, sem deixar de apresentar os bons trabalhos da cidade. Nessa perspectiva, apostemos as fichas!

Para este ano, nomes almejados anteriormente continuam pairando pelo ar. Se uns tem a boa pedida de Céu, outros imploram a volta de Thalma de Freitas, Iara e outras meninas mais à cidade. Mas bacana mesmo seria trazer Cibelle para cá. Afinal, se os islandeses tem Bjork, nós temos La Sonja Khalecallon, e o festival para botá-la nos palcos do interior paulista é o Contato.

Falando ainda de canção, pensando em agregar mais linhas à programação, não seria difícil pensar em gente feito Douglas Germano, com seu partido alto, ou ainda a figura que mais parece precisar dar as caras por São Carlos, Romulo Froés.

E já uns tantos outros querem o bom show do CSS, então não podemos nos esquecer de shows fortes de gentes mais terrenas. Não é o Holger que faz toda a platéia arrancar as roupas por aí?

Também não deixemos lado de um dos mais relevantes aspectos do rock brasileiro na última década, as manifestações no instrumental. A própria cidade tem um bom número de grupos e o público grande apreço pelo gênero, que teve presença marcada em todas as edições do festival. E bandas que teriam porto por cá apenas com iniciativas feito as do Contato são vários. Um deles é o fodido Labirinto, com shows que pedem um bom teatro e que já estão escapando para o exterior, tanto que aqui carece de espaço. Outros são os mineiros do Constantina, os cariocas do Chinese Cookie Poets ou os brasilianos do Satanique Samba Trio, com propostas para fugir do caso comum. Bons nomes realmente não faltam, o Sinewave é um catálogo inteiro que poderia passar por aqui.

E seria bom um olhar sobre cenas fortes que batem pouco pela cidade, como o que rola na Mogi das Cruzes de sem número de boas bandas a projetos bacanas como Refluxo e Sin Ayuda. Lá de Belo Horizonte, outro bom exemplo, dá pra encher uma noite de nomes incríveis, do já estreiado Graveola à Fusile e Transmissor. Festivais como o Contato são a alavanca que grupos como estes precisam para conseguirem passar por todo o estado e fazerem a fundamental presença mineira.

Só que não só de trabalhos inéditos por São Carlos se faz o Contato. Há gentes que estão com material fantástico e precisam dar as caras novamente, feito o Hierofante Púrpura e seu Transe Só ou a Jennifer Lo-fi e o Noia.

Agora, último tópico, mas extremamente importante, é valorizar o trabalho local. Surgidos nos último ano, Looking for Jenny tem um excelente álbum, shoegaze lo-fi, já tocou até em Sampa e inacreditávelmente ainda não fez um show em São Carlos. Outro trampo são-carlense interessantíssimo que acaba de retornar de um longo hiato é o Mulambu Tu. E gênero forte na cidade que poderia dar mais as caras, o Reggae, ganha nome forte com a Frontline Reggae Band. Isso sem falar em uma série de bandas que vem ganhando público jovem, como a Gagged ou a Hipnos. Outro dia já falávamos até da relevância do Emocore para os movimentos da música... Sem deixar de citar os trabalhos no já comemorado instrumental da cidade, com o Fator Acochativo, ou ainda a investida deste projeto mirabolante junto com o hip-hop local, formando o Subloco e o Fator Acochativo, preciso e necessário para um Contato. E há até a vizinha Araraquara, com a promissora Johnny Sue!

São Carlos já tem grande gama de festivais pela cidade, com grupos dos mais variados gêneros. Há Grito Rock, há Rock na Estação. Há Identidade Rock, há Escuta Essa. Há CarnaReggae, há Chorando Sem Parar (Aliás, resta uma porta a ser aberta no festival para os grupos de choro e samba da cidade, não?). O Contato é um dos poucos com potencial para se firmar como o Festival da cidade de São Carlos e quem sabe pudesse enxergar também estas demandas todas.   

Nos vemos lá, com certeza! Mas quem veremos mais?

Contato: Um Festival da Cidade de São Carlos

Ter um festival feito pela cidade de São Carlos para a cidade de São Carlos tornou-se o grande ideal do Contato, mesmo sendo um festival institucional, promovido pela UFSCar. Neste intuito, propõe-se a  construção colaborativa do Contato, com os diversos agentes culturais da cidade sendo chamados a atuar conjuntamente, dos pontos de cultura a dita sociedade civil. E procura-se então uma construção atenta ao que o público de São Carlos enxerga e cultiva nos campos da música, das artes gráficas, das artes audiovisuais, seja no ambito universitário, seja nas ruas, ao mesmo tempo em que se explora maneiras de permitir o acesso e visibilidade a todos. 

Pensando nestes aspectos, levantamos alguns pontos sobre que significa colocar todos em São Carlos em contato, tendando resgatar um pouco da história do festival, ponderando sua evolução e escolhas, além de propôr algumas idéias.


O FESTIVAL DE SÃO CARLOS

Em se tratando de um festival de São Carlos para São Carlos, a inserção da população em todos os âmbitos acontece de maneira já bastante avançada. Há, obviamente, todo o público espectador, que comparece mais ano menos ano a sua proporção ao festival. Iniciativas como o Saia para Jantar e o Contatinho são exemplos que apontam também para outras faixas etárias da população serem beneficiadas com o festival. Apesar disto, o festival não atinge toda a população da cidade de maneira contagiante. 

A participação efetiva da população jovem, a quem o festival melhor se desenha, falando agora de suas diferentes classes, é preocupante. O espaço universitário invariavelmente faz-se valer, uma vez que em sua massiva maioria são universitários trabalhando para realizar o festival. As estratégias de divulgação do Contato desde sua segunda edição  firmam-se em cartazes espalhados pela cidade trazendo o nome do festival, divulgando maiores informações e sua programação completa apenas online. É de se imaginar que todos consultem lá os canais oficiais do festival, mas limita-se em muito o acesso democrático a esta informação. A divulgação mais efetiva da programação com todas as informações ao papel, em cartazes e mesmo folderes distribuídos com antecedência permitiriam que maior gama de público tivesse acesso ao nome do festival e por conseguinte, a suas atividades.

E mesmo falando do público já cativo do festival, há que se questionar se os motes e temas que as ações procuram promulgar são recebidos por este público. Há press releases espetaculares distribuídos pela assessoria de imprensa, há informações, mas estão também parecem não atingir ao público, fazendo com as apresentações todas, oficinas e discussões, que partem de um acúmulo e buscam uma construção de ideais, acabem sem a comunicação preterida.

Há participação, menor mas sempre presente, do público em debates e oficinas que permeiam os temas que levam a concepção temática do festival, discutidos ao longo do ano na sua construção. Como sempre, a procura parte do interesse maior e bastante específico aqui, seja de profissionais, seja de entusiastas, todos com vontade de apreender. E há abertura, embora não exatamente respondida, ao público para construir o festival de fato, ao longo de todas as reuniões organizativas, desde a apresentação do festival para a cidade, que começa a inserir-se de variadas maneiras e tende a ocupar o espaço se houver confluência de ideais.

Contudo, o problema maior é que ainda precisa-se de mecanismos para garantir a participação deste público não apenas enquanto espectadores, ou indiretamente trabalhando no festival, na Feira de Economia Solidária, ou participando das oficinas. É preciso participação também direta, trazendo as artes da cidade à baila, incentivando-as. Ela existe, mas ainda parece engatinhar. 

Nesta 4ª edição colocar grupos de Hip Hop da cidade, assim como levar alguns outros nomes para o Saia para Dançar, mantém o festival em consonância com o que vinha praticando nos anos anteriores, mas não é o suficiente. Esse tipo de iniciativa esteve presente em todas as edições do Festival, como quando em 2007 tinhamos o Pantomime Jazz e Homem com Asas, em 2008 Blues de Ville, The Dead Rocks e Malditas Ovelhas!, em 2009 Aeromoças e Tenistas Russas e Stranhos Azuis, esta iniciativa, apesar de sempre constante e mostrando-se como uma das direções do Festival, não corroborou a um fomento do cenário local da música. 

Não tivemos mais bandas, grupos ou solistas surgindo na cidade nos últimos anos, apesar da consolidação inclusive de um curso de Educação Musical na UFSCar. Iniciativas mais efetivas talvez fossem trazer novamente as bandas aos palcos principais do Contato, com grande destaque. E fazer isto criando um cenário real de incentivo, como através de editais que privilegiem também os grupos locais e da região, chegando mesmo a criar atividades pré-festival (um dos motes que o Contato vem promovendo ao longo dos últimos anos) com seletivas abertas prévias.

Aqui, faz-se valer um sentimento que parece latente ao festival mas que não transborda ainda. Fala-se em diversidade, solidariedade, sustentabilidade, mas não se trabalha a permanência do festival ao longo de todo o ano, senão pela sua construção sempre presente. Quer-se esta expansão, mas pouco ela é trabalhada. Iniciativas neste sentido figurariam de fato ações pré-festival e, mais, movimentariam a cidade e seus agentes em diversas esferas o ano todo para culminar no festival.

Mesmo a representatividade de todo o material que é produzido durante as edições do festival, de fotos e vídeos capturados das apresentações musicais, em especial o áudio destas, até às filmagens das discussões dos debates poderiam ser melhor aproveitados e lançados ao público. Há transmissão via webrádio, ainda não se tem o streaming de vídeo, mas os registros em várias pistas de áudio de várias apresentações foram feitos e estes poderiam gerar bons bootlegs, prestigiando ao nome do festival, fornecendo material às bandas e levando ao público do Contato e das bandas um bom presente, que invariavelmente fomentaria ao CONTATO e São Carlos.  


O CONTATO CHEGA A PRAÇA CORONEL SALLES

O uso da Praça Coronel Salles, a chamada "Praça dos Pombos", no centro da cidade ao lado da principal avenida de São Carlos é um dos aspectos que exploram e reforçam essa ideia. O festival passou pela Estação Cultura, uma estação ferroviária transformada em grande museu vivo e sede da Coordenadoria de Artes e Cultura do município, que proporcionou emocionantes shows em concomitância a ensurdecedoras passagens de trens apitando freneticamente na primeira edição do festival, em 2007. Em 2008, foi vez da Praça do Mercado Municipal, levando junto a estrutura de dois palcos como na primeira edição, no mesmo formato dos grandes festivais lá fora. Agora, deixando esta itinerância que chegou a almejar até mesmo o Parque do Bicão, espaço diferente mas um tanto isolado, em 2010 o Contato repetia-se na Praça dos Pombos, que abrigou a 3ª edição em 2009.  Garante-se assim um magnífico suporte à estrutura do Festival, com acesso a espaços para oficinas para criar diferenciados espaços e planos como a Feira de Economia Solidária e o Contato Eletrônico.

Contudo, perdeu-se uma das características apresentadas nas primeira e segunda edições, os dois grandes palcos alternando as bandas. Esta estrutura, obviamente mais cara, tanto pela própria existência de dois palcos e por conseguinte duas coberturas, dois geradores e dois equipamentos e equipe de sonorização e iluminação, é uma ação que dinamizava os dias do festival, propiciando ininterruptamente boas horas de som. Deixava-se não só a impressão faraônica como adjetivo, mas a fazia de fato, com um line-up absurdo de bandas (que também encarecia em muito os custos do festival). 


O FESTIVAL PARA SÃO CARLOS

A escolha das datas para realização do Festival, apesar de ter se tornado costumeiro situar-se ao redor da data do 12 de Outubro, feriado nacional, tornou-se preocupante ao observarmos uma nítida queda do público geral, não só porque o feriado foi prolongado demais. 

No segundo semestre, época de realização do Contato, foram realizados um sem-número de festivais, seja dos festivais independentes com o circuito de bandas regionais, seja dos grandes festivais com público pagante que trazem atrações internacionais e mesmo os grandes shows desses maiores nomes. Em particular, a realização do SWU Festival (Starts with You - Começa com Você) no mesmo final de semana do Contato, em uma cidade tão próxima quanto Itu, e com estrondoso alarde da mídia, ofuscava-se uma iniciativa que trabalhava com as mesmas armas: sustentabilidade, espaços multimidiáticos, conscientização e fomento da arte. Claro, o Contato tem uma abordagem muito mais interessante e muito menos mercantilista, mas que passa desapercebida do grande público.

Não se preocupar mesmo com o InterUNESP, encontro de jogos e festas universtiários, no mesmo fim de semana, na cidade de Araraquara, a 50 Km de São Carlos, também compromete este aspecto de grande festival da cidade de São Carlos e região. E isto torna-se mais preocupante ainda quando o Interunesp acaba por incorporar um festival de bandas, o FEBAN, por onde transitaram metade dos grupos que passaram pelo Contato. Em São Carlos, isto sempre aconteceu de maneira semelhante com o FUSCA (Festival Universitário São Carlos Alternativo) em concomitância ao TUSCA (Torneio Universitário de São Carlos), promovido pelas Associações Atléticas dos alunos da USP e da UFSCar). Contudo, o FUSCA está lá para confrontar-se ao TUSCA de fato como alternativa. Já o FEBAN parece mais um exemplo da naturalização da comercialização da arte, que se aproveita da ocasião para promover-se usando da bandeira da cultura.

Enquanto grande festival da cidade de São Carlos, o Contato esquece-se que São Carlos é referência na região, mesmo estando ao lado de cidades como Rio Claro, Araraquara e Ribeirão Preto, em termos de música. O maior festival multimídia da região central do Estado, talvez de todo este, atraía toda a região e interessados mesmo de Estados vizinhos. O Contato ainda tem essa visibilidade, claro, muito embora pareça que a participação mais ativa é daqueles envolvidos ou ligados à ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes) e ao Fora do Eixo. Enquanto festival que ostenta lugar no calendário da cidade de São Carlos precisa preocupar-se com esta referência e com todo o público que poderia atrair, além de continuar enfatizando a comunidade sancarlense.



Leia nossa cobertura do SábadoDomingo e Segunda do Festival Contato e veja fotos no Picasa do Programa Bluga! Saiba mais sobre o Contato acessando a Cobertura Colaborativa do festival! 

4º Festival Contato: Segunda!

A Segunda-Feira do 4º Contato, 10 de Outubro, evidenciava uma linha de atrações que se desarolaria a nossa frente voltada ao Rap. Lá estavam diferentes estilos, permeando o Hip-Hop em vários nomes e mesmo indo se mesclar ao Reggae no Dub do Baiana System ou na forma do repente no experimentalismo do Sol na Garganta do Futuro e no Rap Latino do Bomba Estéreo. Assim, o último dos dias de palco do festival permeava uma organização temática como os dois primeiros dias também faziam claramente - No primeiro dia, sábado, tinha-se uma linha voltada a grupos que exploravam regionalidades, gente da gente, enquanto o segundo dia, Domingo, era envolto em música do mundo, por assim dizer. Claro, não rotulando cada um destes dias, criava-se maior expectativa do público e permitia-se inserção de outras propostas no festival como um todo. 


Contudo, falando justamente de Hip-Hop, denunciar a proposta escancarando o tema no material de divulgação poderia alavancar um certo preconceito que existe sempre ao gênero. De todo modo, esta valoração do gênero no festival Contato demorou a acontecer, pensando na grande movimentação de grupos no âmbito nacional e na própria cidade de São Carlos, que tem um sem número de grupos atuando e mesmo um festival dedicado, o Sanca Hip-Hop. Uma das poucas manifestações aconteceu na segunda edição do Contato em 2008, com a apresentação do Zero16 ainda na sua primeira formação com instrumentos da cozinha do rock, grupo sancarlense com proposta bastante inovadora  surgido anos antes, na Semana do Macaco. Nada mais válido que pontuar um dia todo deste festival dedicado ao Rap então.

E assim começaria a festa, com um grupo de Hip-Hop recém surgido em São Carlos, Sem Medo do Medo. Infelizmente não vimos a apresentação destes meninos do Jardim Gonzaga, mas não deve ser difícil trombarmos com eles novamente. 

E vindos da Bahia, como o próprio nome já sugere, o Baiana System apareceria naquele palco em São Carlos quando ainda era dia, trazendo a guitarra baiana em novos contextos. O instrumento, mais conhecido em cima de trios elétricos, é utilizado aqui com a proposta da exploração de novas possibilidades. Acompanhada de baixo, vocal e um DJ, tiram-na do seu ambiente natural, e a põem para dialogar com ritmos inusitados como o Dub. As músicas tocadas foram poucas mas longas,  proporcionando amplos espaços para improvisações. Apesar de trabalhar com estilos musicais já existentes e bem definidos, o Baiana System tem a sua originalidade justamente na mistura bem feita entre ritmos e instrumentos, e no de perceber o potencial ainda tão subexplorado da guitarra baiana.


Setlist Baiana System
1. Jah Jah Revolta; 2. Oxe Como Era Doce; 3. Ubarana Amaralina; 4. Barra Avenida; 5. Zui;

Subindo aos palcos do Contato já pela segunda vez, desta vez no palco principal, quem daria as caras agora era o pessoal do Sol na Garganta do Futuro. Em 2009, quando passaram por ali pela primeira vez pelo festival, fizeram as honras na cerimônia de abertura dentro da reitoria da UFSCar. A banda capixaba já tem dois álbuns lançados e naquela noite faziam um show comemorativo, do aniversário de seus dez anos de história. 

O grupo se apresentava com Hugo Reis à guitarra, violão e vocais, Murilo Esteves nos samples, Vinicius Fabio no contrabaixo e vocais, Caio Nunes na bateria e Fabricio Noronha nos vocais principais. Vocais estes que lançam mão do referido tema da noite, o Rap. Só que aqui, na sua forma mais brasileira, como que no repente nordestino, musicando poemas de diversos escritores e com poesias próprias. Ao invés do repente com ritmos nordestinos, como bem fazia o extinto Cordel do Fogo Encantado, Sol na Garganta do Futuro traz a poesia aliada a uma mescla de experimentos sonoros que perpassa variados estilos, do Funk ao Grunge. Fizeram uma boa apresentação, embandeirada por um "Não vamos deixar o José Serra ganhar a eleição!", alertando Noronha.


Setlist Sol na Garganta do Futuro
1. Lugar de Corpo; 2. Qualquer Silêncio; 3. Casa Tomada; 4. Devolve Meu Corpo em Casa; 5. Vinil Agarrado; 6. Das Pulsações; 7. Teoria; 8. Guitarra Outra Vez; 9. Máquina de Som; 10. Metáforas da Visão;

Seguindo a noite voltando ao Hip-Hop, teríamos outro grupo de São Carlos, numa boa política de incentivo às iniciativas locais. Subloco Coletividade, bastante conhecido daqueles que acompanham as noites pela cidade, representando justamente os diversos coletivos que culminariam na expressividade do Hip-Hop em São Carlos. Essa união já gerou até a primeira gravação, Subloco Coletividade Volume I: Idéias à deriva, disponível para download. Vinham com diversas vozes, Gaivota, Tiago, Sandro, Miguel, Marquinho, Lincoln e Ringo, acompanhados do DJ Scratch J. Com público cativo na cidade, atrairam um bom número de pessoas para a Praça Coronel Sales. Cantavam lá o já famoso Melô da Internet, que depois ainda teria o videoclipe que segue abaixo  exibido nos telões na Praça. Falando de um contexto bastante presente a cidade e mesmo ao Festival Contato, suas rimas acabavam contagiando mesmo aqueles que só prestigiavam o festival.


Na sequência teríamos Emicida, nome que vem se tornando grande nacionalmente, com o buxixo promovido pela sua mixtape Emicídio, amplamente divulgada pelo Fora do Eixo Discos. O show, com o Emicida na voz acompanhado de DJ, perde um pouco do impacto depois da apresentação do Subloco, mas é bem recebido pela platéia ali, todos amantes do Hip-Hop, com o Contato cedendo a esta vontade que este público de São Carlos manifesta, deixando um pouco de lado os ensejos universitários, que é que parece se resumir a cidade.


Encerrando não só a noite, mas o Festival Contato como um todo, ficava o espaço do palco do Contato aos colombianos do Bomba Estéreo. Era outro dos nomes que cruzaram o SWU Festival além do Contato, ao lado de The Twelves, que se apresentava lá no tal pista eletrônica Heineken Greenspace, e um dos grupos que tocou no Contato na festa de abertura na USP, junto da Patife Band e Leptospirose, o Black Drawing Chalks, que subia aos palcos principais em Itu representando o independente nacional junto de Macaco Bong, afora toda tenda Oi Novo Som, espaço dedicado a estes nomes, do dito alternativo. Bomba Estéreo se apresentava no SWU no domingo, dia 10 de Outubro, justamente neste espaço, ao lado de Otto, Tulipa Ruiz e Lucas Santtana. Aliás, lá no SWU, podia-se garantir que no Brasil os melhores técnicos de som estão trabalhando no independente, tamanha era a qualidade do som na tenda Oi.


O pessoal do PopLoad, Lúcio Ribeiro e cia., apontaram este colombianos com oo melhor show do segundo dia do SWU. No Contato, não poderia ser diferente. Apesar de não sacar de imediato a textura do Bomba Estéreo, o público estava lá presenciando o que seria o encerramento deste dia dedicado ao Rap. Trazendo-o esta linguagem em estranhas combinações, que não negavam os ritmos latinos como a Cumbia e a Salsa e sensivelmente se faziam camaleão com o Dub, o Rock. Com uma base centrada em samples do arquiteto do bem-bolado Simón Mejía e acompanhados pelo baixo de Julián Salazar a bateria de Kike Egurrola e a voz atirada de Liliana Saumet, completamente contagiante e politicamente engajada. Ainda pouco conhecidos no Brasil, invariavelmente faziam o público se contorcer e agitar ao som do inusitado ritmo criado, um belo fim para a data, um dos dias mais interessantes e bem recebidos pelo público neste 4º Contato.



Saiba mais sobre o Contato acessando a Cobertura Colaborativa do festival! E veja mais fotos do Contato no Picasa do Programa Bluga!. Veja também textos sobre o Sábado e Domingo desta edição do festival.  



4º Festival Contato: Domingo!

Dando continuidade à maratona de shows do 4º Contato iniciada ainda no Sábado, 09 de Outubro na Praça Coronel Salles e antes ainda em outros espaços, o Domingo trazia algumas figuras já conhecidas na cidade. É o caso d’A Banda de Joseph Tourton, que havia tocado na Macacada no Campus 2 da USP São Carlos em fevereiro deste ano, e da Camarones Orquestra Guitarrística, que passou por São Carlos durante umas das Noites Fora do Eixo promovidas pelo Massa Coletiva. Ainda, outros grupos já bem conhecidos no cenário independente brasileiro pisariam pela primeira vez o solo sancarlense, como a Banda Gentileza, Lucy and The Popsonics e a dupla The Twelves.

A praça Coronel Salles, local do Praça de Diversões criado pelo Contato faria mais uma vez as honras de abrigar o cerne do festival, com suas tendas, palcos, feira e projeções, tal qual a última edição. O esquema de dois palcos visto na segunda edição novamente não se faz presente mais uma vez, talvez porque o tempo gasto entre as apresentações pela passagem de som não seja mais um problema, já que o intervalo é muito bem preenchido com curtas nos telões, além de intervenções na tenda ao lado, o Contato Eletrônico.

A Banda de Joseph Tourton abriria o dia em grande estilo, mas tocando para poucos ainda. Com Diogo Guedes (Guitarra), Gabriel Izidoro (Guitarra, Escaleta e Flauta Transversal), Rafael Gadelha (Baixo) e Pedro Bandeira (Bateria), os caras apresentavam um instrumental já conhecido, com a diferença que agora tem já lançado um álbum cheio com todo o repertório. Vindos de Recife, Pernambuco, com uma formação mais presente composta por instrumentos mais convencionais, as guitarras em certos momentos cedem lugar para a flauta transversal, escaleta e teclado, quebrando uma possível repetitividade que o próprio estilo poderia induzir. Assim, a banda passeia pelo rock convencional até chegar a um som mais experimental, apresentando-se bastante heterogênea e muito bem produzida. A diversidade das influências é óbvia, mas talvez falte um diálogo, uma mescla maior entre os estilos, ao invés do simples revezamento entre os ritmos. Não obstante, para mim a melhor banda do dia.

Setlist A Banda de Joseph Tourton
1. 16 Minutos; 2. Lembra o Quê?; 3. O Triunfo de Salomão; 4. 100 metros; 5. Provolone; 6. Aquaplanagem; 7. #3;


Pouco menos de uma hora depois, era hora da Banda Gentileza mostrar a que vieram. O sexteto curitibano consiste em Artur Lipori (Trompete, Guitarra, Baixo, Kazuo), Diego Perin (Baixo e Concertina), Diogo Fernandes (Bateria), Emílio Mercuri (Guitarra, Violão, Viola Caipira, Ukulele e Backing Vocals), Heitor Humberto (Vozes, Guitarra, Violino, Cavaquinho) e Tetê Fontoura (Sax e Teclados). Música agradável aos ouvidos e de fácil digestão, a banda marca o início do fim de tarde com muita empolgação e presença de palco, garantindo um tempo bom para o público presente, que a esta hora já se mostrava muito maior que no início do dia. As já tradicionais projeções do Contato faziam suas aparições, desta vez feita pelos oficineiros do Espaço Oficina. Com tantos instrumentos tão inusitados, logo notava-se que o som da banda aborda estilos tão inusitados quanto, com influências da música e instrumentos característicos do leste europeu, do samba, do jazz e inclusive de música caipira. Claro, a pluralidade de instrumentos e estilos não implica necessariamente em inovação. Talvez esteja errado, mas aposto que devem ser freqüentemente comparados à bandas como Los Hermanos e Móveis Coloniais de Acaju no seu Idem.


Setlist Banda Gentileza
1. O Indecifrável Mistério de Jorge Tadeu; 2. Sintonia; 3. Roça; 4. Valsa; 5. Coracion; 6.Quem; 7. 33B; 8. Passarinho; 9. Violino;

Segunda banda instrumental do Domingo, o Camarones Orquestra Guitarrística, nascida no estado do Rio Grande do Norte, é composta por Ana Moreno no baixo, Anderson Foca nos teclados, Xandi Rocha na bateria, Kaká “Johnny Ramone” na guitarra e Leo Martinez também na guitarra. Os caras retornaram a São Carlos com seu som agressivo, misturando rock com pitadas de estilos como o surf rock e o ska. Mas mais do que a técnica em si ou até mesmo o estilo do som, o que realmente faz a banda se destacar é a aparente diversão que os membros têm ao tocar – diversão esta que invariavelmente é repassada ao público. Com muita energia e presença de palco, vieram e fizeram o que se propuseram a fazer: um show marcado pela diversão.


Setlist Camarones Orquestra Guitarrística
1. Sweet Família Adams; 2. Em Apuros; 3. Cabron; 4. Pororoca; 5. Antonho, o Grande; 6.Drunk Driver; 7. Altas Aventuras; 8. A Trama; 9. Pra Inglês Ver; 10. Alabama Mama; 11. Pipa;

Eletropop, Eletropunk, Synth Pop, Indie? Confesso que esta área da música é um tanto obscura para mim, de modo que deixo para você ouvir Lucy and The Popsonics e escolher os rótulos que julgar adequado. De qualquer modo, acredito que possa ser resumida por “altas doses de fofura sintetizadas eletronicamente” ou algo do tipo. Os parceiros de Lucy, a bateria eletrônica sentimentalista, são Fer Popsonic no baixo e nos vocais, Pil Popsonic na guitarra e sintetizadores e Beto Cavani na bateria. Apesar de estarem se apresentando no palco como uma banda de rock, com as batidas eletrônicas altamente dançantes e toneladas de efeitos não me estranharia nada se ouvisse o som dos caras em algum outro ambiente, como em uma pista de dança. Apesar de ter gostado do show, acredito que teria sido mais aconselhável conferir o trabalho da banda em estúdio antes. A impressão que me deu é de que os samplers e sintetizadores ocupam uma posição secundária ao vivo, coisa que não acontece nas faixas presentes nos álbuns.


Setlist Lucy and The Popsonics
1. Eletronische Musik ( não lançado oficialmente ); 2. Eu Vou Casar Com um Cosmonauta; 3. Biff Bang Pop; 4. Eu Quero Ser Seu Tamagotchi; 5. Fred Astaire; 6.Multitarefa; 7. A Síndrome das Pernas Inquietas; 8. Refuse/Resist (Sepultura); 9. Popdoll Killer; 10. Por Que Você Não Morre?; 11. Garota Rock Inglês; 12. Coração Empacotado;

Fechava-se ainda este segundo dia do festival nas ruas com a apresentação do The Twelves, que passaria também no mesmo fim-de-semana prolongado pelo SWU Festival. Este era um bom exemplo a se tomar do hype em que está o duo de discotecagem formado por Luciano Oliveira e João Miguel. Com uma série de remixes lançados online, ganharam fama rapidamente nos últimos anos dando-se o direito de apresentar-se em pistas pela América do Norte, Europa e afins. Seu trabalho no palco, remixando músicas conhecidas do pop tornando-as mais catchy ainda, contudo, não consoava com o palco aberto proposto ali na Coronel Salles. Talvez pelo ambiente, que a este tipo de ação usualmente é o espaço das tendas, quando muito dos inferninhos, talvez pelo próprio público que no geral desconhecia a proposta e esperava demais da dupla de DJs. Fato é que não houve o apelo que deveria para uma atração que ainda propunha grande encerramento do dia.


Mas acabavam de fato as atividades do Contato naquele Domingo? O Saia para Dançar, festas integradas em vários bares da cidade, continuaria por toda a noite. Apenas pela Praça, que continuaria na Segunda-Feira.

Saiba mais sobre o Contato acessando a Cobertura Colaborativa do festival! E veja mais fotos do Contato no Picasa do Programa Bluga! Veja também textos sobre o  Sábado e a Segunda desta edição do festival. 

4º Festival Contato: Sábado!

Novamente o Festival Contato, Festival Multimídia de Rádio, TV, Cinema e Arte Eletrônica, realizado pela Universidade Federal de São Carlos, em conjunto com diversas parcerias e apoios, ocupa e anima o centro da cidade de São Carlos no fim de semana emendado com feriado do dia 12 de Outubro.

De 7 a 12 de Outubro, o festival, em sua quarta edição, ofereceu à cidade diversas atividades, desde exposições, apresentações, oficinas e debates até uma dinâmica gastronômica. Dentre essa gama de atividades, nos dias 9, 10 e 11, instalou-se na Praça Coronel Salles uma estrutura para shows, para a II Feira de Economia Solidária, para a programação infantil Contatinho e para o espaço de apresentações e exposições do Contato Eletrônico.

A praça, que também foi utilizada como cenário para os shows da terceira edição, dessa vez teve a Travessa Prof. Walter Blanco liberada para a feira, pois o palco, diferente da edição anterior, não foi instalado na travessa, mas sim, na frente da fachada da Câmara Municipal, liberando, dessa vez, a fachada da Escola Cel. Paulino Carlos para as megaprojeções do festival. A disposição das atividades foi bem pensada e de acordo com o projeto da nova praça. O pergolado circular recebeu, apropriadamente, a tenda para abrigar o Contato Eletrônico.

A edição 2010 ofereceu três dias de shows na praça. No sábado, primeiro dia, o público pode conferir cinco apresentações vindas de norte a sul do Brasil: Maria Butcher (São Carlos), Os Rélpis (Araraquara), Flavião e o Retrofuturismo (São Paulo), Apanhador Só (RS) e Wado (AL).

Com um público mediano, iniciou-se a única apresentação de músicos da cidade. Maria Butcher trouxe uma consagrada e convencional MPB. Em seu repertório, Fátima Guedes, João Bosco, Milton Nascimento. Sua banda, composta por seis músicos, além da cantora, traz uma linha musical enxuta e harmoniosa, tecnicamente incontestável e cuidadosa, uma sonoridade redonda e limpa. Além da bateria, baixo e guitarras, a presença do sax, do clarinete, da flauta transversal e dos impecáveis vocais de apoio traz brilho à produção.

No entanto, ao lembrar as edições anteriores, sentiu-se ali que Maria Butcher era, na verdade, uma estranha no ninho, pois seu repertório estava distante de qualquer tendência contemporânea de pesquisa musical esperada por um público de festival multimídia.

Nesse sentido, a meados da apresentação, o mais interessante foi sua música própria Eu e a Estrela. Seu mundo a parte das atuais tendências trouxe uma inusitada composição Reggae à moda do Pop dos anos 1980 no Brasil. E, ao final, percebemos que o show caminhou por vários ritmos, do Chorinho e Samba, passando por ritmos nordestinos e chegando ao Pop, mas sem nenhuma mistura, cada qual no seu lugar.

Já com um público levemente maior, contando com os admiradores que se deslocaram da vizinha Araraquara, a banda psicodélica brasileira Os Rélpis fez grande proveito da oportunidade de subir ao palco do Festival Contato. Após marcarem presença em São Carlos por diversas vezes, como no Grito Rock 2010, a banda se sentiu completamente em casa e a temperatura em queda no fim da tarde nem de longe esfriou os ânimos da banda.



Diferente da apresentação do Grito Rock, além da troca do baterista, tinha-se a ausência da percussionista Dara Ohdara, com a banda mostrando um formato mais enxuto, menos exuberante, mas positivamente sintético. Guilherme Garboso caminha para um vocal mais sutil, e, com mais experiência, a banda atinge a cada vez uma sonoridade mais envolvente e contínua. É visível uma qualidade maior nos vocais de apoio e as possibilidades experimentais da guitarra de Paulo tomam mais espaço. Barone na guitarra, Caiubi no baixo e Conrado na bateria completam a formação.

Os Rélpis, formados em 2008, estão se inserindo bem no circuito de bandas independentes e cativam pela mistura bem humorada que traz sua incomum forma psicodélica revisada. Com brasilidade tropicalista, misturam de forma homogênea o Blues, o Country e o Rock’N’Roll à Bossa Nova e ao lirismo carnavalesco. Perpassam por uma atmosfera caipira, e ainda se lançam sem perder a linha do uso de Maracatu à levada Surf Music, tudo através de uma estética bem definida e apropriada expressa no autêntico e personalizado figurino característico.

A meados do sábado de shows, sobe ao palco o projeto Flavião e o Retrofuturismo. Flavião apresenta suas composições, letra e melodia, que contaram com as bases e seqüências criadas por Isidoro Cobra, das bandas Cérebro Eletrônico e Jumbo Elektro. A produção final de seu novo álbum contou com a parceria de Daniel Saavedra e participação de Tatá Aeroplano, também das bandas Cérebro Eletrônico e Jumbo Elektro. Para a apresentação ao vivo, o projeto conta com os teclados e synths de Fernando TRZ, do projeto Lavoura de Eletro Jazz / Acid Jazz e do experimental eletrônico Acutilado, com o baixo de Caleb Luporini, também do Lavoura, com a bateria de Paulo Pires e guitarra de Daniel Todeschi.

Flavião envereda por caminhos próprios e atinge uma poética bem paulistana, numa temática urbana e do indivíduo solitário e noturno. A atmosfera da cidade é marcada pelos synths e pelas batidas quebradas. A harmonia elaborada dos teclados e synths de TRZ enriquece o projeto preenchendo a música e trazendo a influência do lounge e acid jazz do Lavoura.

O projeto se mostrou o mais interessante do dia. É extremante cuidadoso e domina totalmente a esfera musical contemporânea. Toda a criação do projeto e sua execução é realizada por competentíssimos músicos organizados em São Paulo. Trata-se de um dos frutos de um meio de artistas cujas parcerias tem rendido ricos trabalhos. Excelente!

Aproveitando um público maior, Apanhador Só, a penúltima apresentação, contemplou àqueles que aguardavam um som mais Pop em conformidade com aquilo que já se tem produzido pelo cenário Indie Rock. Impossível não lembrar de Los Hermanos ao ouvir o embriagado vocal e a mistura de Samba e carnaval.

Mas ficar nessa simplória comparação com as referências é injusto, a banda do Rio Grande do Sul tem as suas peculiaridades. Trazem uma interessante experiência com alguns elementos percussivos do Samba e chegam a executar a bateria com dois membros da banda num momento alto do show, onde a levada rapidíssima e crescente impressionou e empolgou o público. Apitos e até a execução de uma escultura / instrumento musical composta por partes de bicicleta, que compõe a cenografia e é a marca visual da banda, incrementam e conduzem a envolvente apresentação com a clássica formação em duas guitarras, baixo e bateria.

Estava mais do que preparado o terreno para o show principal do dia! O festival propôs a difusão do trabalho de Wado, músico catarinense radicado em Alagoas que tem lançado álbuns desde 2001, totalizando cinco trabalhos com o lançamento Atlântico Negro, de 2009. Foi um grande acerto situá-lo dessa forma no festival, pois embora tenha uma ótima produção, o músico não é lá muito conhecido como Bnegão, Jards Macalé e Tom Zé, chamarizes das edições anteriores do Contato.

O show, contando com um público grande, começou morno para aqueles que não acompanham seu trabalho. O molho da apresentação ficou por conta do teclado de Dinho Zampier e das programações de Tup. Mas o vocal passou a ganhar presença crescente na melodia cadenciada até o contágio do público com a música fortemente pop Fortalece Aí. Peixinho e Cavalcante completam a formação com bateria e baixo, além da guitarra de Wado.


Uma extrema sutileza na incorporação de influências musicais em um enxuto formato pode parecer pouco rica a primeira vista. No entanto, o trabalho de Wado é fruto de uma contínua experimentação do cenário contemporâneo popular brasileiro onde há uma grande conexão da cultura urbana com a cultura regionalista e uma força dessa conexão no contexto nordestino potencializada pelo contato com São Paulo, pólo cultural. Sintonizado com os rumos da música popular, Wado tem atuado num campo de refinada síntese do experimental ao pop.

Já em seu último álbum, cujas faixas ficaram para a segunda metade do setlist, é explícita a diversidade de suas referências. Além do Samba, usa Reggae, Rap, candomblé, ritmos nordestinos, recursos eletrônicos e por aí vai. O público se esquentou dançando na noite fria com Rap Guerra no Iraque, cuja batida familiar se dá pela parceria com Curumin, presente na segunda edição do Contato. As batidas e synths usados na versão de Boa Tarde, Povo fizeram o público se agitar ainda mais. Essa música, de Maria do Carmo Barbosa, conta também com uma versão do projeto Acutilado, que se apresentou a dois anos atrás no Teatro Florestan Fernandes na UFSCar.

Findas as atrações do dia na praça, o público que já podia se sentir satisfeito, ainda tinha a noite e a madrugada de programação nos estabelecimentos parceiros do festival. Falsos Conejos, um power trio instrumental porteño já são-carlense, Samba di Cumádi e festas com discotecagens estenderam a diversão e a boa música até não poder mais!

Saiba mais sobre o Contato acessando a Cobertura Colaborativa do festival. E veja mais fotos deste e outros dias do Contato no Picasa do Programa Bluga e da Caroline Pazian! Veja também textos sobre o Domingo e a Segunda desta edição do festival.



Fotos por Caroline Pazian (Maria Butcher, Os Rélpis) e Vincent de Almeida (Flavião e o Retrofuturismo, Apanhador Só, Wado)

4º Festival Contato




Mais uma vez acontece a São Carlos o Festival CONTATO, já em sua quarta edição, à época do feriado prolongado de 12 de Outubro. Esta edição continua as investidas multimidiáticas inserindo-se em diferentes espaços com diversas parcerias, explorando a temática "Ou Colaboramos ou Evaporamos" Agora, além de associados a ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes), o CONTATO passa a fazer parte do calendário de eventos da cidade de São Carlos.

As atividades do festival se iniciam no dia 07, com uma noite de abertura, solenidades, que terminam no Campus da USP São Carlos, junto à Arquitetura, com a gloriosa Patife Band de Paulo Barnabé, mais Black Drawning Chalks que passa pela primeira vez em São Carlos antes de aportar no SWU, e Leptospirose, que já marcou presença pelos bares da cidade.



Além da avalanche de atrações musicais, há um ciclo de debates e oficinas em torno do tema deste ano, mais o Noitão de Cinema entrando a madrugada, este ano com uma temática erótica, mais a proposta de sustentabilidade construída em torno do CONTAVO VERDE, a programação infantil, com o CONTATINHO, encerrando no dia 12 à vibe do comercial Dia das Crianças promovendo atividades diversas com cunho cultural, o Contatinho, assim como a Feira de Economia Solidária, mais uma vez acontece junto da Praça Coronel Salles, famosa "Praça dos Pombos", que provê uma estrutura integrada e dinâmica no coração da cidade. Atacando em diversas frentes, acaba por agregar a diversas fatias da sociedade elementos que doutramaneira provavelmente não se fariam presentes.


E ainda o grande expoente do festival CONTATO são as apresentações musicais que acontecerão nos dias 09, 10 e 11. No line-up dos três dias de festival, alguns artistas da cidade e região, com Maria Butcher, Os Rélpis, Sem Medo do Medo e Subloco Coletividade, emergentes à boca de todos como Apanhador Só, Banda Gentileza e Emicida já grandes nomes no país, com Wado, até mesmo uma noite regada a eletrônicos,com Lucy and The Popsonics e a dupla de The Twelves e alguns vários lances que vêem surpreender, como Bomba Estéreo, Baiana System, Camarones Orquestra Guitarrística, A Banda de Joseph Tourton e Sol na Garganta do Futuro, os três últimos com passagens por São Carlos, nos palcos do DCE-UFSCar em Noite Fora do Eixo, no Festival Macacada e no próprio CONTATO em 2008.

Além destas apresentações todas há mais uma vez o Saia para Dançar, perpassando os principais bares da cidade com festas com ingresso único nas mesmas noites dos shows, com várias bandas da cidade. Destaque aí para o Falsos Conejos, que volta a visitar a cidade. E este ano ainda faz-se o Saia para Jantar, circuito de restaurantes em São Carlos com pratos especiais e preços diferenciados.

Este ano o festival promete uma transmissão ao vivo em vídeo das apresentações, indo além das já tradicionais transmissões via web que vinham conduzindo. Passo importante, vai de encotnro a ansias antigas,como vem se fazendo a tempos em festivais lá fora e onde a maioria dos festivai no país vem engantinhando ai, em especial em qualidade. Outra coisa bacana seria o festival conseguir bootlegs na hora para todas estas apresentações, coisa que faz uma falta sem tamanho e até deixa saudade dos registros de festivais décadas atrás.



PROGRAMAÇÃO

Pré-CONTATO

SEXTA - 01/10
Vaudevile do século 21 apresenta: Água Vermelha em Contato com a Terceira Dimensão
20h – Exibição do curta Monstro da Lagoa Negra (Remix), realizado com alunos da Escola Estadual Adail Malmegrim Gonçalves.
Exibição do curta 3D - Trabalhando por Amendoins, da Walt Disney.
Exibição do longa 3D - Disque M para Matar, de Alfred Hitchcock.
LOCAL: Praça Romão Felipe Andreotti, Água Vermelha.
ônibus gratuito saindo da UFSCar (Área Sul) às 18h30

Início SAIA PARA JANTAR!
12 Restaurantes de São Carlos oferecem seu PRATO CONTATO de 1 a 31 de outubro! Peça já o seu!


SEGUNDA 04/10
19h - 22h CONTATO debate cinema:
Lançamento do Livro "São Carlos (SP) no escurinho do cinema 2 - Ecos do Sol Nascente", de Marco Antonio Leite Brandão, seguido de sessão cineclubista com filme surpresa e lanchinhos de cinema!
LOCAL: Espaço 7 - Rua Sete de Setembro, 1441


QUARTA 06/10
19h Cine UFSCar - Sessão Especial de Aniversário
Parte do Ciclo de outubro “Ou colaboramos ou evaporamos”
Exibição do filme “Zumbi Somos Nós” (52 minutos,2007,Frente 3 de Fevereiro)
LOCAL: Teatro Florestan Fernandes (área Norte UFSCar)


QUINTA 07/10
16h DEBATES TRANSVERSAIS -
Economia do Conhecimento: crises e oportunidades em tempo de mudanças
convidados a confirmar
LOCAL: Auditório do CECH - AT2 (área Sul UFSCar)

16h OFICINA de Cenografia
LOCAL: Saguão da Arquitetura da USP, São Carlos

19h - Apresentação do Projeto AQUARPA, com o espetáculo multimídia MNEMORFOSES
desenvolvido pela equipe do Laboratório de Construção de Instrumentos Musicais do DAC - UFSCar
LOCAL: Teatro Florestan Fernandes (área Norte UFSCar)

20h - Coquetel de Abertura Oficial do Festival CONTATO
LOCAL: Rádio UFSCar

23h - Festa: Ou Colaboramos ou Evaporamos!
2 ambientes
Rock - Black Drawing Chalks (GO), Patife Band (SP), Leptospirose (SP), DJ M15 (Itália)
Black - DJs Caixa Preta e Juliano Vituri
Vjs Ortega, Thiago La Torre e MIDIADUB
LOCAL: Arquitetura da USP (entrada pela Av. Trabalhador Saocarlense)


SEXTA 08/10
16h DEBATES TRANSVERSAIS
Movimentos Sociais e a Cultura Digital - A Revolução será Digitalizada
convidados a confirmar
LOCAL: Auditório do CECH - AT2 (área Sul UFSCar)

20h Sexta Básica
Apresentação multimídia Cid Campos “Poesia é risco no lado da palavra”
LOCAL: SESC São Carlos - área de convivência

23:30 NOITÃO Erótico
filmes para esquentar sua madrugada!
“Fluidos”, Dir. Alexandre Carvalho - Brasil, 2010, 71 min.
“9 Canções”, Dir. Michael Winterbottom - Reino Unido, 2004, 71min.
“Shortbus”, Dir. John Cameron Mitchell - EUA, 2006, 101min.
Primeira exibição digital em alta definição (HD) em São Carlos
Classificação indicativa 18 anos
LOCAL: Cine São Carlos - Rua Major José Inácio, 2154


SÁBADO 09/10
9h - 12h ESPAÇO OFICINA
- Oficina de construção de ideias, imagens, sons, instrumentos e muito mais! Um espaço de criação e aprendizado colaborativo.
Circuit Bending, Arduino, Ferramentas Livres, Arte & Tecnologia
Traga seu ferro de solda, sucatas eletrônicas, ferramentas, laptop e o que mais quiser! (não é pré-requisito)
orientadores
Panetone (RS)
Ricardo Brazileiro (PE)
Jarbas Jacome (PE)
Jeraman (PE)
Eduardo Nespoli (SP)
Ricardo Palmieri (SP)
LOCAL: Livraria Sideral - Avenida São Carlos, 1931

10h Oficina de Trocas Solidárias
LOCAL: Biblioteca Jurídica da Câmara Municipal

11h Início das atividades da II Feira de Economia Solidária
LOCAL: Praça Coronel Salles

15h Roda de Conversa no Espaço Oficina - O Processo Criativo
LOCAL: Livraria Sideral - Avenida São Carlos, 1931

15h - 18h CONTATINHO - DIA DA ARTE
LOCAL:: Tenda CONTATINHO, Praça Coronel Salles

16h - 22h Palco CONTATO
DANÇA AFRO-YORUBANA E PERCUSSÃO (SP)
MARIA BUTCHER (SÃO CARLOS)
OS RÉLPIS (ARARAQUARA)
FLAVIÃO e o RETROFUTURISMO (SP)
APANHADOR SÓ (RS)
WADO (AL)
LOCAL: Praça Coronel Salles

19h50 Cinema na praça
Antes do Sangue, 8min, (CE)
Verão, 10min, (SP)
LOCAL: Praça Coronel Salles

21h CONTATO ELETRÔNICO
Performance: Panetone
LOCAL: Praça Coronel Salles

23h SAIA PRA DANÇAR
3 festas! 1 pulseira da livre-acesso a todas casas! Circule em 3 festas por R$6!
ARMAZÉM BAR - Festa Noite Fora do Eixo - Banda Falsos Conejos + Discotecagem Independência ou Marte
ESTAÇÃO 2919 - Festa CUMÁDI + CUMPÁDI - Samba de Cumádi e convidados
BAMBU PUB - Festa PUBTRONIC - DJ Montanari + DJ Nassif + DJ Active Voice


DOMINGO 10/10
9h - 12h ESPAÇO OFICINA (continuação)
LOCAL: Livraria Sideral - Avenida São Carlos, 1931

10h - Oficina: Tópicos de Economia Solidária
LOCAL: Biblioteca Jurídica da Câmara Municipal

11h - Início das atividades da II Feira de Economia Solidária
LOCAL: Praça Coronel Salles

14h-15h Cine CONTATINHO
Sessão de curtas metragens - Dona Cristina perdeu a memória, Rua das Tulipas, Leonel Pé de Vento, Minhocas, Passarinhos, Historietas Assombradas Para Crianças Malcriadas
LOCAL: Cine São Carlos - Rua Major José Inácio, 2154

15h-18h CONTATINHO - DIA DA MÚSICA
LOCAL: Tenda CONTATINHO, Praça Coronel Salles

15h - Roda de Conversa no Espaço OFICINA - Conhecimento e Tecnologias Livres
LOCAL: Livraria Sideral - Avenida São Carlos, 1931

16h - 22h Palco CONTATO
GRUPO OJU OBÁ - DANÇA E PERCURSSÃO AFRO CONTEMPORÂNEA (SP)
BANDA DE JOSEPH TOURTON (PE)
BANDA GENTILEZA (PR)
CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA (RN)
LUCY AND THE POPSONICS (DF)
THE TWELVES (RJ)
LOCAL: Praça Coronel Salles

19h50 Cinema na praça
Brincando de Gente Grande
3min, SP
O Assassino do Bem
15min, SP
LOCAL: Praça Coronel Salles

21h CONTATO ELETRÔNICO
Performance: 1MPAR (MG)
LOCAL: Praça Coronel Salles

23h SAIA PRA DANÇAR
3 festas! 1 pulseira da livre-acesso a todas casas! Circule em 3 festas por R$6!
ARMAZÉM BAR - Festa DOMINGO A BILLY - Henry Paul Trio
ESTAÇÃO 2919 - Festa ESTAÇÃO BLACK - Black P. / Jeito Popular/ Dj Marcinho
BAMBU PUB - Festa THE NUSKOOL PARTY - Dj Nedu Lopes/ Dj WEIRDO/ DJ Snaz/ DJ FLX


SEGUNDA 11/10
9h - 12h ESPAÇO OFICINA (continuação)
LOCAL: Livraria Sideral - Avenida São Carlos, 1931

10h - Oficina de Consumo Consciente
LOCAL: Biblioteca Jurídica da Câmara Municipal

11h - Início das atividades da II Feira de Economia Solidária (continuação)
LOCAL: Praça Coronel Salles

14h Cine CONTATINHO
Sessão de curtas metragens- Dona Cristina perdeu a memória, Rua das Tulipas, Leonel Pé de Vento, Minhocas, Passarinhos, Historietas Assombradas
LOCAL: Cine São Carlos - Rua Major José Inácio, 2154

15h-18h CONTATINHO - DIA DO CIRCO
LOCAL: Tenda CONTATINHO, Praça Coronel Salles

15h - Roda de Conversa no Espaço OFICINA - Ou colaboramos ou evaporamos
LOCAL: Livraria Sideral - Avenida São Carlos, 1931

16h - 22h Palco CONTATO
SEM MEDO DO MEDO (SÃO CARLOS)
BAIANA SYSTEM (BA)
SOL NA GARGANTA DO FUTURO (ES)
SUBLOCO COLETIVIDADE (SÃO CARLOS)
EMICIDA (SP)
BOMBA ESTEREO (COLÔMBIA)
LOCAL: Praça Coronel Salles

19h50 Cinema na praça
Melo Da Internet
4min, São Carlos
Coreografia do avesso
4min, AM
Brô MC’s
8min, MS
LOCAL: Praça Coronel Salles

21h CONTATO ELETRÔNICO
Performance: Pixel Pixo (SP)
LOCAL: Praça Coronel Salles

23h SAIA PRA DANÇAR
3 festas! 1 pulseira da livre-acesso a todas casas! Circule em 3 festas por R$6!
ARMAZÉM BAR -Festa GANJA SOUNDSYSTEM - AFRICA MAE DO LEAO SOUNDSYSTEM + DubPlay + Quilombo Hi-Fi + Ganja Groove
ESTAÇÃO 2919 - Festa ESTAÇÃO SAMBA - Quarteto Brazuca + Conversa de Botequim
BAMBU PUB - Festa ROCKABILLY - Cry Baby + Black Limousine


TERÇA 12/10
10h Atividades de turismo!
Participe das atividades do Festival CONTATO e concorra a passeios exclusivos!

16h- 21h30 JAMta na TEIA
Celebração de encerramento do Festival com pizzada colaborativa!
Traga sua contribuição
LOCAL: Teia Casa de Criação - Rua Rui Barbosa, 1950