Que bandas queremos ter no Festival Contato em 2011?


Nas últimas semanas de Junho o Festival Contato perguntou ao seu público que é que ele espera para a quinta edição do evento, agora no segundo semestre de 2011. No Twitter, sob a tag #facacontato, pediram colaborações. Com enquetes no Facebook, também. Agora, vamos dar nossos pitacos.

Mesmo sendo voltado às artes multimídia, a principal frente do festival ao grande público são as atrações musicais. Nas suas quatro primeiras edições, apesar de grande enfoque ao Rock e sua miríade de vertentes, o Contato também atacou de canção brasileira, hip-hop, eletrônica e afins. Trouxeram grandes atrações do país e mesmo do exterior, sem deixar de apresentar os bons trabalhos da cidade. Nessa perspectiva, apostemos as fichas!

Para este ano, nomes almejados anteriormente continuam pairando pelo ar. Se uns tem a boa pedida de Céu, outros imploram a volta de Thalma de Freitas, Iara e outras meninas mais à cidade. Mas bacana mesmo seria trazer Cibelle para cá. Afinal, se os islandeses tem Bjork, nós temos La Sonja Khalecallon, e o festival para botá-la nos palcos do interior paulista é o Contato.

Falando ainda de canção, pensando em agregar mais linhas à programação, não seria difícil pensar em gente feito Douglas Germano, com seu partido alto, ou ainda a figura que mais parece precisar dar as caras por São Carlos, Romulo Froés.

E já uns tantos outros querem o bom show do CSS, então não podemos nos esquecer de shows fortes de gentes mais terrenas. Não é o Holger que faz toda a platéia arrancar as roupas por aí?

Também não deixemos lado de um dos mais relevantes aspectos do rock brasileiro na última década, as manifestações no instrumental. A própria cidade tem um bom número de grupos e o público grande apreço pelo gênero, que teve presença marcada em todas as edições do festival. E bandas que teriam porto por cá apenas com iniciativas feito as do Contato são vários. Um deles é o fodido Labirinto, com shows que pedem um bom teatro e que já estão escapando para o exterior, tanto que aqui carece de espaço. Outros são os mineiros do Constantina, os cariocas do Chinese Cookie Poets ou os brasilianos do Satanique Samba Trio, com propostas para fugir do caso comum. Bons nomes realmente não faltam, o Sinewave é um catálogo inteiro que poderia passar por aqui.

E seria bom um olhar sobre cenas fortes que batem pouco pela cidade, como o que rola na Mogi das Cruzes de sem número de boas bandas a projetos bacanas como Refluxo e Sin Ayuda. Lá de Belo Horizonte, outro bom exemplo, dá pra encher uma noite de nomes incríveis, do já estreiado Graveola à Fusile e Transmissor. Festivais como o Contato são a alavanca que grupos como estes precisam para conseguirem passar por todo o estado e fazerem a fundamental presença mineira.

Só que não só de trabalhos inéditos por São Carlos se faz o Contato. Há gentes que estão com material fantástico e precisam dar as caras novamente, feito o Hierofante Púrpura e seu Transe Só ou a Jennifer Lo-fi e o Noia.

Agora, último tópico, mas extremamente importante, é valorizar o trabalho local. Surgidos nos último ano, Looking for Jenny tem um excelente álbum, shoegaze lo-fi, já tocou até em Sampa e inacreditávelmente ainda não fez um show em São Carlos. Outro trampo são-carlense interessantíssimo que acaba de retornar de um longo hiato é o Mulambu Tu. E gênero forte na cidade que poderia dar mais as caras, o Reggae, ganha nome forte com a Frontline Reggae Band. Isso sem falar em uma série de bandas que vem ganhando público jovem, como a Gagged ou a Hipnos. Outro dia já falávamos até da relevância do Emocore para os movimentos da música... Sem deixar de citar os trabalhos no já comemorado instrumental da cidade, com o Fator Acochativo, ou ainda a investida deste projeto mirabolante junto com o hip-hop local, formando o Subloco e o Fator Acochativo, preciso e necessário para um Contato. E há até a vizinha Araraquara, com a promissora Johnny Sue!

São Carlos já tem grande gama de festivais pela cidade, com grupos dos mais variados gêneros. Há Grito Rock, há Rock na Estação. Há Identidade Rock, há Escuta Essa. Há CarnaReggae, há Chorando Sem Parar (Aliás, resta uma porta a ser aberta no festival para os grupos de choro e samba da cidade, não?). O Contato é um dos poucos com potencial para se firmar como o Festival da cidade de São Carlos e quem sabe pudesse enxergar também estas demandas todas.   

Nos vemos lá, com certeza! Mas quem veremos mais?

6 comentários:

Ricardo Rodrigues disse...

Muito bom Vanderlei, acho que vc não vai se decepcionar com a programação do 5o. CONTATO!!
Grande abraço

Jujuh disse...

Conheci recente uma banda muito boa Aurélio e Seus Cometas, os caras são de São Paulo, ou seja, fácil pra trazer. Pra quem não conhece
http://aurelioecometas.tnb.art.br/

beijo

Jujuh

Sin ayuda disse...

Obrigado pela lembrança =]

Lincoln - Sub Loco disse...

Valew por estar ligado no corre do Sub Loco e o Fator Acochativo !!!!

Paz !!!

Eduardo Rodrigues disse...

Massa Vanderlei!
Valeu por lembrar os projetos que estão inseridos. Modéstia a parte e enaltecendo nosso trampo. O Sub Loco e o Fator Acochativo tá ficando fino. Muitos ensaios e pré-produção do disco fluindo lindamente, e acredito merecer uma aparição devido a força do projeto.
Muito boas as sugestões do Programa Bluga. Esperamos que o Contato sempre represente, como todo ano faz.

Abraço

Marco Escrivão disse...

Massa a lembrança, Vanderlei, ficamos felizes!!! Tamo junto....e valorizando o trampo regional!! Grande Abraço!!!