Download: MACACO na Rádio UFSCar - Cumieira Ao Vivo

Como bem havia sido prometido, aí vão as gravações do grupo Cumieira feitas na Rádio UFSCar. As gravações foram feitas na tarde do dia 14 de Agosto de 2009, quando este grupo de Campinas esteve de passagem por São Carlos se apresentando na Noite do MACACO, no CAASO, estreiando repertório novo, depois de enfurnados em estúdio gravando seu primeiro álbum cheio.

Nos estúdios da Rádio UFSCar, com Daniel Roviriego e toda a equipe técnica de lá, foram gravadas quatro músicas, sendo duas composições próprias e duas interpretações, que estarão no disco que será lançado em Novembro, intitulado Festa na Cumieira.

A Cumieira ainda deu uma entrevista para Lucas Ferreira, no Programa Ecos de Tupak Amaro, que foi ao ar no dia 22 de Agosto, já veiculada por em nossa postagem anterior.


Cumieira - 2009 - MACACO na Rádio UFSCar: Cumieira Ao Vivo

01. Chorinho em Gotham City (Henrique Einsenmann);
02. Celso (Hermeto Pascoal);
03. Quando todos se Encontram (Fernando Seiji Sagawa);
04. Águas de Março (Tom Jobim);

Download aqui!

Download: MACACO na Rádio UFSCar - Ecos de Tupak Amaro #105 : Cumieira

Esta é a primeira das muitas tiradas do MACACO (Movimento Artístico e Cultural do CAASO) que estão por bater aqui. Trazemos o programa Ecos de Tupak Amaro #105. Nesta edição, a primeira depois da comemoração de dois anos do Ecos, quem dá as caras é o grupo Cumieira. Ouça direto aqui no player o áudio do programa, ou baixe lá no final do post!



Vindos de Campinas para apresentação em São Carlos justamente na Noite do MACACO no CAASO, ao lado da apresentação de dança Hidrogênio, a banda Nuda e a discotecagem radiofônica dos camaradas do Independência ou Marte, em parceria com a Rádio UFSCar, fizeram nos estúdios da Rádio gravações de composições próprias e interpretações de Tom Jobim e Hermeto Pascoal, divulgando seu trabalho e o próprio show na Noite do MACACO em 14 de Agosto. Também fizeram uma entrevista com Lucas Ferreira, justamente para o Ecos de Tupak Amaro, que foi ao ar no dia 22 de Agosto, rolando os sons gravados anteriormente também.

Na entrevista, os integrantes do grupo falam de sua formação musical, nas suas influências, em como surgiu o Cumieira. Ainda, a cada uma das composições apresentadas, dão pequena introdução a respeito, ajudando a desmistificar seu trabalho. Como já sabiamos, também deixam o recado sobre seu álbum que está para sair, Festa da Cumieira.

Assim, aqui fica o arquivo, registrando as palavras e as belas gravações, a quem quiser! Mais além, trazemos aqui as músicas gravadas e veiculadas no programa, em alta qualidade, com um dos muitos trabalhos do MACACO para continuidade e perpetuação de sua espécie.

Download aqui!

Agenda: FUSCA 2009





Vários fatos aproximam-se da cidade São Carlos, terra-mãe do Programa Bluga. Como sempre, relatamos a prévia dos fatos e quem sabe os saldos de tudo isto. Claro, aproveitando para adicionar a nossa agenda mais um lance mandatório aos que acompanham aqui o blog: vem junto a tudo isso o FUSCA - Festival Universitário São Carlos Alternativo.

Já em sua terceira edição, o FUSCA vem firmar-se como escolha diferenciada à repetição, pontualmente em escala faraônica, de mais do mesmo, com a chegada do TUSCA.

Em sua trocentésima edição, o TUSCA - Taça Universitária de São Carlos - que há muito perdeu todo o conceito original enquanto torneio universitário e chegou ao status de desculpa-bem-justificada para confraternização, agora se resume às festas. E, vale destacar, festas sem qualquer abordagem que não a gomorria. Gomorria, de Gomorra, aquela, destruída feito Sodoma. Ninguém fala em gomorria porque ela é muito, muito pior que a sodomia.

Quanto ao FUSCA, em uma óbvia sugestão, seu nome vem contrastar com o TUSCA, oferecendo a 'alternativa' e fomentando uma cena cultural e independente da música e outras frentes artísticas na cidade.

Este ano, acaba por abarcar também outro festival, o FULEC. Em sua quinta edição, o Festival Universitário Livre de Educação e Cultura é promovido pelo DCE UFSCar (Diretório Central dos Estudantes da UFSCar) esporadicamente, datando sua primeira edição de algo como uma década e sua última já de três anos atrás. Com uma proposta interessante de debates e atividades de cunho cultural, sua programação encerra-se concomitante ao início do FUSCA, tendo sido prontamente abarcada e fazendo uma noite bastante promissora na quinta-feira do FUSCA, com uma série de grupos culturais da cidade e região se apresentando, e a estréia por terras sancarlenses de um grupo novo por aqui, Os Rélpis, de Araraquara, daqueles envolvidos em um outro nome de coletivo surgindo, o Colméia!

Como se os demais dias deixassem algo a desejar, temos lá na sexta destacando-se a apresentação que promete ser fortíssima do grupo Compadre Candela, que no mesmo dia faz uma apresentação no Teatro Florestan Fernandes, pelo ciclo de debates Diálogos Abertos na América Latina e acaba aportando pelas terras do CAASO, assim como a passagem do Eletrofan, que há muito se espera ver por aqui.

E no sábado, além da apresentação intimista do Dona Flor, vem o Comuna do Samba, grupo ligado ao MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, de São Paulo, dos mesmos sujeitos do bloco de samba Unidos da Lona Preta. Sugestivo, não? Forte, também. Claro, todos os dias regados a intervenções do CineCAASO, voltando a projetar por aí com força total, além de outras surpresas não-programadas ou sequer anunciadas!

Então, nossa agenda para a próxima semana fica assim:


FUSCA

Quinta-Feira, 24 de Setembro de 2009, 22h
Local: Gramado da UFSCar
Maracatu Rochedo de Ouro (São Carlos)
Maracutáia (MPB/Araraquara)
Pífanos Taquara Rachada (Rio Claro)
OS Rélpis (Araraquara)

Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2009, 23h
Local: CAASO - USP São Carlos
Compadre Candela (Salsa/São Paulo)
Intervenções CineCAASO
Malditas Ovelhas! (Rock Experimental/São Carlos) + VJ Cosmo (São Carlos)
Eletrofan (Araraquara)

Sábado, 26 de Setembro de 2009, 23h
Local: CAASO - USP São Carlos
Dona Flor (MPB/Araraquara)
Intervenções CineCAASO
Comuna do Samba (Sambão de Raiz/São Paulo)


E vale lembrar que todas as atividades são abertas e gratuitas!

Assim, a realização do FUSCA, em mais uma oposição ao TUSCA, é feito pelas entidades representativas dos estudantes, o DCE UFSCar e o CAASO (Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira). Isso tudo abarcando ainda o FULEC, que dizem os bons ventos virá a ser MULECA - Movimento Universitário Livre de Educação, Cultura e Arte, e o MACACO (Movimento Cultural e Artístico do CAASO), demonstrando a continuidade das atividades e fusão de ideais envoltos nestes nomes.

Esperemos, claro, que nada chegue perto de outra tentativa nobre que acabava num imbecil degladio de forças, na ocasião da Semana de Recepção dos Bixos no CAASO neste começo de ano.

Aliás, falando em FUSCA e de nossa agenda de esforços propagandisticos para divulgar algo de interessante no cenário musical local e proximidades, não deixe de acompanhar nosso Google Agenda, adicione o bendito na sua conta do bastião-googlístico e saiba sempre onde iremos colocar os pés na próxima noite. E, se estiveres sem fazer nada, siga o bendito Twitter e acompanhe ainda mais de perto as atividades bluga.


Arte do cartaz por Alexandre Vergara


Cobertura: Aniversário de 2 anos do All Massive: Nego Moçambique



A comemoração de dois anos do programa, trouxe-nos um figura com quem tive a oportunidade de trocar algumas idéias meio perdidas entre cervejas. A festa aconteceu no último dia 12 de setembro e combinando o útil ao agradável, o evento também serviu como alavanca para levar à público o mais novo bar da região – Galeria Bar.

Semanalmente, apresentado pelos DJs FLX e SYA, o programa ALL MASSIVE, na Rádio UFSCar, leva à galera uma programação destinada à música eletrônica e o quê está rolando de novo da cena em Sanca e região. Com um público ainda escasso, mas fiel, a programação conta com estilos como drum´n bass, breakbeat e dubstep, que fazem parte do conceito das 'batidas quebradas" dos moços. E no mês de aniversário, contou com uma programação especial - participações de feras de nome, entrevistas e sets especiais, dentre eles, DJ Nedu Lopes (Breakbeat – MG), DJ Dubstrong (SP), DJ Weirdo (Jungle/D&B – DF) e Nego Moçambique (Breakz – SP). ALL MASSIVE é um dos projetos do coletivo NuSkool.org, que conta com DJs e produtores das mais variadas vertentes da música eletrônica. A galera foi também umas das atrações da 5ª Semana do MACACO deste ano, com apresentação de alguns de seus DJs (Yasmina - Electro; Branco - Techno; e, FLX - Drum'n bass/Ragga Jungle; todos de Sanca City), e trouxe-nos também a atração direto de Sampa: Roots Rock Revolution - Funk/House/Breakbeat. E é presença confirmada no Festival Contato, em outubro.


A comemoração dos 2 anos de programas levados aos nossos ouvido foi feita no espaço saído do forno à pouco, o Galeria Bar. Conhecido de outras épocas, ele ressurge com outros administradores, estilos, mas quase a mesma cara, tirando algumas mesas de sinuca distribuídas pelo espaço onde cabem mais de 600 pessoas. Bom palco, ótimo espaço, mas ainda algumas pequenas falhas da organização que torcemos serem corrigidas logo menos, torcemos que muito em breve ele possa ser mais uma opção, dentre as escassas, para refugiar os aflitos por boa música. O local ainda está buscando pelo público e para isto, conta com uma programação que levanta muitas dúvidas acerca da qualidade, mas acerta vez ou outra.

A noite começou com o DJ Acabou de Sair (Araraquara/Ribeirão Preto) com Dubstep e fechando a festa, os DJs FLX (São Carlos) e Samuhka (Araraquara), ambos rolando Drum'n Bass. Claro que a grande atração foi mesmo por conta de Nego Moçambique N, e seu RoboticAfroFunkDancin?subatomicbrokenhouse, termo criado pelo próprio em um trabalho de 2007. Ao vivo, ele manda breaks, house music, black music universal, além de mesclar vocais em inglês, português, espanhol e dialetos próprios (!!!).

O cara é um dos produtores de música eletrônica mais elogiados e autênticos do país. Já participou de importantes festivais como Mutek (Canadá), Sónar (Barcelona), Skol Beats (São Paulo) e TIM Festival (Rio de Janeiro). Seu repertório não utiliza apenas reproduções partindo de toca-discos, uma workstation, um sintetizados/teclado e um sampler dos quais retira todos os timbres necessários para suas composições, além da própria voz. Na apresentação de sábado, o cara trouxe-nos sua inusitada produção "Highlander do Funk", além de outras produções que vocês podem conferir no MySpace.


Apesar da bluguete aqui não ser detentora de muitos conhecimetos acerca deste gênero musical nunca dantes apresentado aqui, posso afirmar que a noite foi boa mesmo!

Ilustração por Nego Moçambique (Confira também estes outros trabalhos dele aqui)

Fotos por SYA


Notícia: Cobertura do MACACO no Independência ou Marte!



Como muito bem promulgado via twitter e outras tantas postagens anteriores, ficaram algumas surpresinhas do MACACO ainda por aflorar aqui no blog.

Alguma coisa delas já pode muito bem ser explorada no programa Independência ou Marte #113, que foi ao ar nesta Segunda-Feira, 14/09, onde rolou um papo a respeito da 5ª Semana do MACACO. Disponibilizada a gravação do programa a 128kbps, é possível baixar tudo, vale a pena conferir, ou ouvir direto no player do IouM, abaixo!



O que rolou lá nos estúdios da Rádio UFSCar, transmitindo a 95,3MHz e online via http://www.radio.ufscar.br, Jovem Palerosi e Felipe Silva receberam Gabriela Rahal, Renata Utsunomiya e Alexandre Vergara para comentar um pouco sobre o evento. Claro, isso tudo lembrando uma parceria extremamente necessária que foi feita entre o MACACO e a Rádio UFSCar, divulgando e registrando em seus estúdios algumas das atrações da Semana do MACACO. Não poderiamos deixar de replicar especialmente este programa, dada nossa relação direta com o próprio MACACO, bem como pela divulgação do nosso blog ao vivo no IouM!

Assim, foi possível conferir algum do material gravado ao vivo nos estúdios da Rádio UFSCar com o pessoal do La Cartelera, de Córdoba na Argentina, que rolou na Segunda-Feira do MACACO, e do Guardaloop, de Olinda, que rolou na quarta-feira.

De quebra, completando a divulgação do que rolou nesta Semana do MACACO, também marcaram presença no bloco o Deduções de Dupin, em uma gravação praticamente home studio, mas que vale pela relevância do projeto, dos mais interessantes, feito por músicos de São Carlos especialmente para o MACACO, dentro de uma proposta de música instrumental improvisacional.

Também aproveitou-se de um material saído de uma de nossa paixões, um bootleg, dos mais bacanudos, com o Comadre Fulozinha, capturado ao vivo direto da mesa de som do show na Arena do Teatro Municipal de São Carlos, com a ajuda de Gustavo Koshikumo, camarada do Plano Próximo e Massa Coletiva. Aliás, em algum momento precisava-se render pequena homenagem ao coletivo, que apoiava o evento e fez grande papel na ponte com algumas das bandas, na figura do próprio Felipe Silva do IouM, além de agilizar algo da divulgação e mesmo de infra-estrutura para viabilizar algumas coisas.

E, na falta de uma gravação ao vivo, serviu bem o material de estúdio de outro dos nomes que cruzaram o MACACO, com o Contra Fluxo, grupo de rap de Sampa.

Vale lembrar que também tivemos a gravação do pessoal do Nuda, que rolou na Noite do MACACO de 14 de Agosto, feita pelo pessoal do IouM, que rolou no Programa Independância ou Marte #108, e do Cumieira, em transmissão ao vivo e posteriormente dentro do Programa Ecos de Tupak Amaro, com Lucas Ferreira fazendo também outra parceria com o MACACO e a Rádio UFSCar.

Lembrando que o programa ainda será reprisado neste Sábado, na Rádio UFSCar, às 15h!

Agora, aguardem, que logo-logo disponibilizaremos todo este material tirado pro MACACO por aqui também, sejam os arquivos das gravações na Rádio, seja o bootleg do Comadre Fulozinha capturado no Teatro Municipal. Aguardem!


Cobertura da 5ª Semana do Macaco: Sexta-Feira - Murilo Martinez, Gustavo Mineiro e Dó Bemol!



Já se aproximando do fim, o sétimo e último dia do MACACO vinha para fazer o encerramento em grande estilo, regado a uma agradável mistura de MPB, música instrumental e danças populares. Como já estamos falando do fim, os mais atentos, e até os não tão atentos, devem ter percebido que pulamos os eventos ocorridos na quarta e quinta-feira. Infelizmente, não tive a oportunidade de conferir as apresentações desses dias, de modo que ficaremos devendo essa parte da semana. Mas atenhamo-nos ao que foi visto, e pulemos pra sexta-feira!

Dando continuação às atividades da Mostra Alimente o MACACO, que tem por intenção apresentar um pouco da produção artística da comunidade universitária, sancarlense e mesmo de outros cantos dentro do MACACO, tivemos a apresentação de Murilo Martinez, aluno de Mestrado em Química Analítica na USP-São Carlos. O show em si foi marcado por alguns problemas na sonorização, sem contar na dificuldade em ouvir seus comentários entre as músicas. Afora estes pequenos problemas, foi um belo show instrumental, muito bem-vindo para um fim de tarde de sexta. Murilo demonstrava habilidade inata e às cordas do instrumento, aliada aquela percussão feita no próprio violão que sempre impressiona. Será que tem aí uma influência de Andy Mckee, ou outros grandes do fingerstyle? Dentre as tocadas, estão Luz!, Edohigan, Remanescência e Sinfonia do Silêncio, todas elas presentes no seu próximo álbum Sinfonia do Silêncio. Gostaria de destacar alguma delas, mas todas são igualmente impressionantes, tanto pela técnica quanto pela beleza da composição. Incrível como existe música tão boa e tão perto, mas mesmo assim desconhecido pela grande maioria. Esperemos que o álbum por lançar contribua para aumentar o acesso à música de altíssima qualidade que temos por aqui.

Já ao cair da noite, o violonista Murilo Martinez cedia o espaço para Gustavo Mineiro fechar a Mostra Alimente o MACACO deste ano. Acompanhado de Murilo Matheus na percussão, Mineiro apresenta um trabalho com claras influências de artistas como Lenine e Zeca Baleiro de modo que sua música não possa ser chamada exatamente de inovadora, mas faz muito bem o que se propõe a fazer: música popular brasileira de qualidade. As faixas de autoria própria, presentes no disco recém-lancado Por Enquanto, não devem nada a obras de artistas já consagrados do gênero, sendo inclusive as mais pedidas pelo público. Escolhas, O Medo, João Ninguém e Carnaval foram algumas das tocadas no show que estão presentes no novo disco, destacando-se aí as duas últimas. Carnaval pelo fato de ser composta por Lulu, conterrâneo de Gustavo Mineiro, um simples homem cujas músicas não foram gravadas, mas que ainda sobrevivem graças a músicos como o próprio Gustavo. Ah sim, legal notar também que dentre os nomes citados na música estão os dos pais de Mineiro, em tempos antigos. E João Ninguém pelo caráter de desabafo de um engenheiro dedicado, cujo trabalho nunca é devidamente valorizado. Típico. Explicando melhor, Gustavo explica que a inspiração da música veio em uma ocasião em que teve seu nome confundido por João, após apresentação de um árduo trabalho. O público gostou tanto que até teve de tocar mais uma vez, no bis.

No restante do repertório, algumas interpretações de músicas de Lenine, Tom Zé, Sá e Guarabyra, além de uma faixa de uma antiga banda daqui de São Carlos, Lado C, da qual Gustavo fazia parte. Alguns problemas técnicos aqui e ali, e talvez o vocal um pouco baixo, mas nada que comprometesse seriamente a qualidade do show. A esta altura, já se configurava um público considerável, de modo que no fim da apresentação, o ambiente já estava cheio e querendo mais música.

E neste contexto entra Dó Bemol, trazendo um toque mais feminino para a noite. Depois de Murilo Martinez e Gustavo Mineiro, a voz daquelas meninas caia muito bem aos ouvidos. E na falta de uma, temos cinco: Dó Bemol tem na linha de frente as meninas Luanda Souza, Flávia Prazeres, Mirella Pavan, Marina Casonato e Ana Beatriz, acompanhadas de Dudu no violão e Juninho na percussão. O grupo, surgido inicialmente como um projeto de estudos vocais, apresenta música brasileira da boa, com muitas das canções já não se ouvidas por aí com tanta frequência, contribuindo assim para a importante tarefa de divulgar músicas que definitivamente não devem cair no esquecimento. E não apenas reprodução, muitas músicas ganham um arranjo totalmente novo feitas pelo próprio grupo. O repertório envolvia grandes compositores de variadas vertentes, como Adoniran Barbosa, Chico Buarque, Assis Valente, Dorival Caymmi, Vinicius de Moraes, Cartola e Sivuca. Público aparentemente um pouco tímido no começo, mas sob estímulos das meninas o espaço à frente do palco aos poucos vai se enchendo com pares que aproveitam para dançar ao som das faixas mais “dançantes”. E já na última faixa, as próprias meninas descem do palco para se unir ao povo.

Setlist:
1. Uva de Caminhão; 2. Galo Garnizé; 3. Véspera de Natal; 4. Água de Beber; 5. Linda Flor; 6. Suíte dos Pescadores; 7. Ensaboa Mulata; 8. Feira de Mangaio; 9. Mulher Rendeira; 10. Onde qué;







A noite estaria apenas começando, ainda com muita coisa para rolar na despedida do MACACO, como Girafulô, e Maracatu Rochedo de Ouro, Capoeira de Angola e outras atrações mais, até mesmo a incursão de uma banda dentro do palquinho livre aberto ao fim da noite, que puxaram o público até altas horas da madrugada.

E eis que a semana se acabava, e agora nos resta esperar a próxima edição. Mas também não é como se todo o movimento cultural do CAASO fosse compactado em apenas uma semana do ano. Afinal, MACACO que é alimentado uma vez por ano acaba morrendo.

Mais fotos desta noite e de todo o resto da Semana podem ser conferidas no nosso Picasa!


Fotos por Vincent de Almeida

Cobertura da 5ª Semana do Macaco: Terça-Feira - Girafulô e Comadre Fulozinha!


Contrastando com o experimentalismo de Dupin e a latinidade de La Cartelera, a terça-feira do MACACO chega com um clima bem popular e brasileiro. Isto porque na data teríamos Girafulô, daqui da terrinha, e Comadre Fulozinha, direto de Pernambuco! E não seria a única, aliás. Lá de Pernambuco, mais especificamente de Olinda, viriam também os caras do Guardaloop, que apareceriam na quarta-feira do MACACO. Impressionante a quantidade de bandas relevantes que andam surgindo em Recife e cia. nos últimos tempos. Bom, talvez estivessem sempre por lá, escondidas, mas é só de uns tempos para cá que obtiveram maior visibilidade por aqui.

Voltando a São Carlos, naquela terça, o MACACO mudava de endereço e migravamos todos para a Arena do Teatro Municipal, ao menos para a primeira parte da noite. Mais tarde, de volta ao CAASO, ainda rolaria Oroari, grupo de danças brasileiras, e Sambaobá, grupo de samba de mesa e de roda, ambos vindos de Rio Claro, se apresentando pela Mostra Alimente o MACACO.

Cheguei lá no cair da noite, já esperando ter perdido o Girafulô, me contentando apenas com a Comadre. Felizmente ocorreu o habitual atraso de todo bom show, de modo que pude conferir o grupo de dança pela primeira vez. Girafulô é um grupo de danças populares brasileiras nascido em MACACOs de outros tempos (2006, para ser mais exato), que se encontra semanalmente na UFSCar. Infelizmente não tomei muitas notas da apresentação, já que as meninas me prenderam tanto a atenção que acabei esquecendo completamente de escrever qualquer coisa. O que posso dizer é que foi uma apresentação memorável, com um repertório de danças bem diversificado, explorando as ritmicas nordestinas que confundem música e dança, tudo marcado pela alta participação do público com o show, já que a apresentação rolava no meio do povo. Alguns, já familiarizados, ou simplesmente porque queriam dançar, se juntavam à festa. No fim, as dançarinas saíam por aí distribuindo apertos de mão e abraços, deixando a apresentação num clima bem confortável e familiar. As meninas também marcaram presença na sexta- feira, mas não pude vê-las pela segunda vez, infelizmente.

Mudando o foco da dança para a música, era chegada a hora de Comadre Fulozinha. Grande ansiedade de minha parte, afinal já faz um tempo que queria muito ver as meninas ao vivo. Nenhuma dúvida, no entanto. Esse é o tipo de música que se vê claramente que foi feita para se ouvir no palco. Além do mais, já tivemos a oportunidade de ver Karina Buhr se apresentando em posições um pouco mais discretas, no Macunaíma Ópera Tupi, show de Iara Rennó, atuando como sempre e também na percussão e vozes. As resenhas do show mencionado, aliás, podem ser vistas aqui e aqui. Mas agora com seu próprio projeto, Karina Buhr volta a São Carlos desta vez ocupando o centro do palco, acompanhada de Letícia Coura na viola, violão e cavaquinho, Flávia Maia na voz e percussão e Stefan nos metais, substituindo Marcelo Monteiro, que, pobre coitado, havia ido tocar na Grécia.

Apesar da presença de instrumentos de corda e metais, a banda embasasse na voz e na percussão, numa mistura de vários ritmos, como côco, baião, maracatu e ciranda. Para tal, os mais variados instrumentos são empregados, como a alfaia, zabumba, congas, djembê, ilú, saxofone, cavaquinho violão e rabeca. O resultado da mistura praticamente demanda uma dança para acompanhar e boa parte do público responde ao apelo, como não poderia deixar de ser. Afinal, já tínhamos um público propício à dança, como visto na apresentação anterior. Falando em público, nota-se que a audiência na terça-feira difere da do usual, se comparado aos outros dias. Mais pessoas de idade, crianças. Enfim, algo além de universitários. Provavelmente pelo fato de ser no Teatro Municipal, imagino, cumprindo umas das muitas propostas do MACACO, levar não só aos universitários o Movimento, mas também à comunidade sancarlense.

O show teve no seu repertório quase a totalidade do último disco lançado, Vou Voltar Andando, como era de se esperar, além de algumas de discos antigos, como Tocar na Banda, com direito a duas versões diferentes, e Chumbo de Vidro. O setlist inteiro é o seguinte:

01. Presta Atenção; 02. Flor de Rosa; 03. Chumbo de Vidro; 04. 2 de Janeiro; 05. Passarinho; 06. Falta de Sorte; 07. Amaralina; 08. Desterro; 09. Mambú e a Abacaxia; 10. Rosa Alvarinha; 11. Saí Passada; 12. Vou Voltar Andando; 13. Tocar na Banda; 14. É Ou Não É; 15. Coquinho Bom; 16. Tocar na Banda (Bis)




Karina Buhr já nos confessionava em outra ocasião que desejava também trazer seu trabalho solo, que está pra sair, cujas primeiras impressões podem ser tiradas em trocentos vídeos por aí. Claro, vê-la seja com Comadre, Iara Rennó e trocentas parcerias mais, seria boníssimo. Voltando, está bom!

Mais fotos desta terça no nosso Picasa!


Fotos por Vincent de Almeida

Cobertura da 5ª Semana do MACACO: Segunda-Feira - Deduções de Dupin e La Cartelera!


De 22 a 28 de agosto, aconteceu a Semana do MACACO, o culminar do Movimento Artístico e Cultural do CAASO (Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira) em sete dias, se é que isto é possível. Já em sua quinta edição, nosso querido símio veio trazendo consigo as mais variadas formas de manifestações artísticas para os interessados, dentro da dança, teatro, e afins, além de, felizmente para nós blugueiros, música! Como em nossa cobertura do ano passado, é neste aspecto do MACACO em focamos alguns breves comentários aqui no blog. Claro, não podemos deixar de deitar impressões sobre outras apresentações que tivemos a oportunidade de ver. Afinal, mesmo não sendo o escopo do Programa Bluga, toda boa arte é digna de nota.

Começando atrasados, já na segunda-feira, dia 24, entrei na Semana do MACACO mais precisamente com a apresentação de dança Absinto. Infelizmente, cheguei muito tarde para o Rito para uma Dança Masculina, de modo que não poderei comentá-lo aqui. Mesmo a música não sendo o principal aqui, muito embora ela caminhe sempre lado a lado com a dança, é incorrigível não comentar algo tão notável como Absinto. Apresentação de um homem só, Rafael Barzagli Oliveira, vindo de Campinas, Absinto é baseado no experimentalismo, cheio de movimentos que impungem dor ao corpo só em vê-los sendo desenrolados, representando muito bem a embriaguez que propõe o título, casando muito bem com a música de fundo, tudo numa incrível fluidez. Seria de se duvidar se o homem realmente não está embriagado para incorporar o personagem, não fosse o nível de esforço ali apresentado, aliado a concentração. E, como 'profundo conhecedor' da arte da dança, deveria me limitar simplesmente a dizer que foi algo deveras bonito e impressionante.

Continuando com o experimentalismo, mas agora migrando exclusivamente às impressões sonoras, vinha algo um tanto quanto aguardado por aqui: Deduções de Dupin!

Deduções de Dupin nada mais é que uma colaboração de Dida Placeres na guitarra e Eduardo Zanardi nos teclados, ambos integrantes da banda Pantomime Jazz, com Fabiel Merck na bateria e André Luiz Nardim, vulgo Jaguadarte, no baixo, já conhecidos da extinta Javali Underground. Aqui, a palavra de comando é improvisação, um estímulo da força criativa. De começo, achei a proposta um tanto arriscada, julgando que, justamente por ser um improviso, havia grandes chances de não sair algo dentro de sua proposta. Mas no fim o resultado foi muito, muito interessante. A pouca iluminação garantiam um clima um pouco sinistro, tanto que em grande parte do show, ninguém ousava ultrapassar a barreira imaginária que separava o público da banda, formando um semi-círculo completamente deserto à frente do palco. Claro, a bebida acabou fazendo o seu papel, e os mais imersos na experiência acabaram aproximando-se.

A idéia original desta apresentação era, também acompanhada de Rafael Barzagli, levar este improviso também a dança, tornando-a uma apresentação multimidiátiva. Por si só seria espetacular, junto de outras mídias, que fosse a dança, que fosse o cinema, torna-se outra experiência. Se tivesse rolado esta mescla, teria sido surreal, se é que já não foi.

Ademais, esta iniciativa é ímpar, especialmente se falando em São Carlos, enquanto apresentação, senão dentro do país. Claro, falando lá de fora, temos muito mais. Contudo, valorizar esta abordagem aqui é por muito necessário, justamente para chocar aquele público, imbuí-los de novas perspectivas, afinal era esta justamente parte da proposta.

E, bela proposta, com um grande dedo do Programa Bluga no meio: Este ano com o blugueiro Vanderlei participando da organização do MACACO, foi ele quem fez o convite aos rapazes para rolar o projeto, especialmente para o MACACO. Nisso, poderiamos entregar aqui inclusive onde está a grande relação do nome 'Deduções de Dupin' com o símio, mas deixemos isso para outra ocasião. Melhor, nos pergunte depois!

Claro que o ponto alto no quesito público e empolgação viria um pouco mais tarde, direto da Argentina. Já na madrugada alta, entravam em cena os sujeitos de La Cartelera Ska y Sus Limones Domingueros, diretamente da provincia hermana de Córdoba. Em turnê pelo Brasil, resolveram dar uma passada por São Carlos, com os nomes:

· Ariel “Gavilán Pollero” Galeano - Voz e Coros
· Sebastián “Reverendo Alegría” Osimani - Bateria, Percussão, Rapeio, Coros e Acordeón
· Sebastián “Gato de Malagueño” Brenner - Baixo e Coros
· Andrés “Toco Madera” Losada - Guitarra, Tres e Coros
· Martin “Maracaibo” Marassa - Guitarra, Voz, Coros e Acordeom
· Fabián “El Pendex” Narvaja - Congas, Bongô, Percussão e Coros
· Jeremías “Pico Dulce” Guiñazú – Trombone

Como bem sugere o nome, a banda rola um Ska, mas está longe de sê-lo tão somente. Ali no meio mesclavam-se Reggae, Cumbía, Cuarteto e outras tantas influências que nem me atrevo a adivinhar, com base na música popular Argentina, o que resultou numa mistura sonora no mínimo diferente e altamente empolgante.

A começar pela quantidade de pessoas, já se vê o contraste entre as duas bandas da noite. Com um público significativamente maior, o clima imposto pelo La Cartelera é de festa, bem diferente do tom mais experimental do Deduções de Dupin. Felizmente, o povo que freqüenta o Macaco é um tanto quanto eclético, e uma das propostas do evento é justamente a diversidade cultural. Como toda boa banda de ska, os caras sabem muito bem empolgar o público, interagindo com o pessoal, convidando a bater palmas e até com passos de dança ensaiados durante o show. Mas o que dá para dizer pela reação do povo é que chamar os caras do La Cartelera foi uma escolha bem acertada. É sempre bom termos bandas dos vizinhos por aqui!

Eis o setlist do show:
01. El Creyente; 02. Hasta Trastabillar; 03. Sabes Bien; 04. Un Instante; 05. Caminando; 06. Perro; 07. Arrepentida; 08. Tanto Tanto; 09. Te Sorprende; 10. Magic Star; 11. El Buitre; 12. Vuelve a Mi; 13. Te Burlaste; 14. Carteludo; 15. El Corso; 16. Movidito;

Estes rapazes aportaram também pela Rádio UFSCar no dia seguinte à apresentação, compilando um belo trabalho. Tão logo quanto possível, iremos disponibilizar este material por aqui ou acolá, aguardem!

E em breve, mais textos sobre os demais dias do MACACO! Enquanto isso, mais fotos podem ser conferidas no Picasa do Programa Bluga!



Fotos por Vincent de Almeida