Sob risco de redundância, falamos novamente sobre o espetáculo Macunaíma Ópera Tupi, de Iara Rennó.A primeira vez em que tentamos transmitir o que é este espetáculo foi numa de nossas resenhas na Virada Cultural. Agora, não poderíamos deixar de conferir mais uma vez o show e deixar aqui algumas impressões, já que ele aconteceria em nosso quintal, São Carlos, no aconchegante Teatro Florestan Fernandes, ambiente um tanto melhor do que num palco aberto em São Paulo.
Este show é substancialmente diferente do visto na ocasião da Virada. Claro que em teatros, sempre há total atenção voltada à apresentação, sem as distrações do convívio social, mas as comparações não param por aí. Não era a primeira vez que pisávamos naquele espaço, mas é a primeira resenha dentro do Florestan. Assim, é fácil reparar que todo o jogo de iluminação do teatro garante um clima único ao espetáculo e aqui, apesar dos pormenores, tínhamos um som mais limpo, já que na Virada todas as apresentações no Palco Santa Efigênia sofreram com o som. Desta vez havia toda uma preocupação também com introduções sampleadas selecionadas para algumas das músicas, dando nova interpretação a estas. E, especialmente para incursão das dançarinas, duas negras das mais altas e de ginga hipnotizante, havia espaço para brincar.
Em contrapartida, assistir ao espetáculo sentado, sem poder dançar ao ritmo enlevante, era um martírio para muitos. A solução para isto se apresentou ao final do show, em Boi, em que o pessoal foi conclamado a frente do palco para uma ciranda improvisada, como bem manda o figurino.
O setlist do espetáculo segue abaixo. Deixamos algumas impressões mais, embora a bem da verdade se possa resumir tudo em três palavras: Lindo, lindo, lindo!
Aqui, mais uma vez ficavam as dúvidas do por que da escolha desta seqüência de faixas, tanto para os shows quanto para o álbum em si, que não seguia a linha cronológica do livro. Essas dúvidas seriam respondidas mais tarde, claro. Aqui, abria o show como sempre Macunaíma, musicando o trecho que inicia o livro. Talvez seja apenas uma impressão dos rearranjos para transpor a música para o ao vivo, mas desta vez parecia que a faixa lembrava em muito a versão presente no primeiro álbum doDonaZica, Composição.
Outros momentos marcantes da noite estão em Nina Macunaíma, com a performance de Iara, que vai caindo ao chão conforme a música transcorre, até se deitar completamente, dormindo ao final do embalar de sua própria cantiga. Os muitos e merecidos aplausos que se seguiram a acordam, indevidamente.
E muito do MacunaÓpera é isso, uma interpretação encenada da obra escrita de Mário de Andrade, além da obra musicada. Se em Nina Macunaíma Iara dorme feito nosso herói, em Conversa ela chega mesmo a descer do palco e interagir com o público, mendigando um cigarrinho. Iara encarna Macunaíma e performa sem parar ao longo de todo o show, em posições das mais inusitadas, esbanjando sensualidade, sensualidade esta que transborda por todo o livro, mote para quase toda ação do personagem. Este lance teatral da obra só é reforçado com a entrada das dançarinas Janette Santiago e Luli Ramos em Bamba Querê, empolgando mais ainda a platéia, passando timidamente também a fazer parte do espetáculo, ajudando a Iara no refrão “Vamo Saravá!”.
Depois de entoar Exu, a macumba continua com Dói Dói Dói. Se para os músicos ali tocando a faixa a empolgação é grande, para a platéia não há duvidas de que aquele é o ponto alto do show. E é muito bem justificada esta sensação, já que também no livro é o grande momento de Macunaíma, em que ele é apadrinhado por Exu e tem sua vingança plena, fazendo-se maior que um gigante, surrando-o. Nada mais justo a música de maior exaltação ser também a realização do herói.
Já encaminhando o fim do show, justamente com as faixas que encerram o álbum, primeiro com Valei-me, onde Janette e Luli trajadas de preto, com véu e portando velas, caracterizam a oração que é a canção, e depois com Taperá, onde a convite de Iara, aquele pessoal que dizíamos estar se segurando vai à frente do palco para dançar o Bumba-meu-boi. Já no que seria a última faixa, Iara faz aquela graça de sempre apresentando todos os integrantes da banda em rimas improvisadas. Eram seus comparsas de sempre, Guilherme Held (guitarra), Paulo “Manapê” Henrique (trombone), Daniel “Jiguê” Gralha (trompete), Karina Buhr (percussão e voz), Curumin (bateria, percussão, samples e voz) e Du Moreira (sintetizadores).
Com o pessoal já embalado na dança de roda, as esperanças de ver rolando Na Beira do Uraricoera ao vivo se esvaiam. Mas era pedido justamente algo mais grooveado para o momento, e vinha Dói Dói Dói, surrando o gigante novamente, com a seguinte dedicatória de Iara “Essa vai pra você, Michael! Just beat it!”
Para terminar do jeito que começou, o show encerra com Macunaíma. Não exatamente do mesmo jeito, mas numa outra versão, mais rápida, um remix. Justamente como nosso personagem, que sai do mato à cidade e o leitor observa sua mudança, nitidamente.
E além das impressões, não poderíamos deixar de ter algumas de nossas dúvidas a respeito da obra musicada respondidas. Nisso, tentamos uma entrevista com a pequena Iara, a grande responsável por isso tudo. Conseguimos fazer todas as perguntas que tínhamos em mente, sanando boa parte das nossas curiosidades, apesar de outras terem sido criadas.
ENTREVISTA
Programa Bluga: Existe uma razão para a ordem das faixas no álbum não seguir a seqüência narrativa do livro? Talvez, para criar alguns momentos dentro do álbum?
Iara Rennó:Sim, tudo isto foi muito pensado.
Desde que eu comecei a fazer shows em minha vida, esta é uma preocupação. Lá no começo da DonaZica, ficávamos Andréia [Dias] e eu passando diversas seqüências de músicas. Por exemplo, esta seqüência do show [MacunaÓpera], já mudei algumas vezes, mas faz tempo que não mudo mais. Com uma certa ordem as músicas você traz o público para dentro de uma história que também está colocada ali, no show.
Para o álbum, não me lembro da justificativa do lugar de cada música, mas eu enxerguei que daquele modo criava um melhor andamento para ele. Quando falei para o Moreno [Veloso] que Nina Macunaíma seria a terceira faixa, ele falou: “Mas terceira faixa?! Já bota o povo pra dormir logo na terceira faixa?!” Acontece que se fosse colocada depois, iria quebrar muito o andamento do álbum.
PB: Outra grande dúvida é que nos parece que o estilo escolhido para cada faixa tem uma relação muito próxima com o momento do livro. Existe de fato esse pensamento, ou foi algo mais livre?
Iara:Não sei te precisar isso, agora, assim... Eu li muito o livro, li textos, enfim, mergulhei na obra.
As pessoas às vezes me perguntam se peguei alguma referência ou, por exemplo, na cantiga de Bumba-meu-boi, se fui buscar como era aquela melodia e a resposta é não. Eu evitei, inclusive, toda essa parte de pesquisa folclórica. Evitei isso no momento da composição, porque não queria fazer o que já estava feito, eu queria recriar aquilo e não fazer a primeira sugestão a que aquilo remete.
Naturalmente, isto confluiu com o que o contexto do livro me fazia sentir. Toda instrumentação, produção, pessoas que eu chamei para participar, arranjos, acho que também confluíram nisto, mas de uma forma um pouco mais sutil.
Em Mandu Sarará, por exemplo, pensei mais ou menos assim: Quero fazer um tambor de Coco de Zambê. O Coco de Zambê é um coco de uma cidadezinha do Rio Grande do Norte, que tem dois tambores, uma lata de tinta que fica repicando, uma instrumentação muito específica. Eu queria reproduzir aquilo e falei pra Simone (Sou): “Vamos fazer um Coco de Zambê aqui.” Foi uma coisa bastante específica! E com isso, um arranjo de cordas, para fazer uma coisa chocante! Essas características vêm daquela coisa do livro, dessa questão da mata e da cidade, quando ele [Macunaíma] chega e as coisas são máquinas, desse choque cultural.
PB: Muita gente participa deste trabalho. Muito provavelmente você pensou em pessoas específicas para produzir, para arranjar junto com você, para participar dentro da gravação... É por aí a história mesmo?
Iara:Foi, foi muito minucioso o trabalho do disco. Foram sessenta músicos participando, e foi muito fluido, muito orgânico, muito legal. Noventa e oito por cento das pessoas que eu queria que participassem participaram!
PB: É muita gente boa em um projeto só! Como você conseguiu reunir tanta gente boa assim?
Iara:Com a maioria das pessoas eu já tinha algum contato, de amizade mesmo ou por ter feito algum trabalho em conjunto. Eu acho que a obra pedia isto, essa grande reunião de pessoas, essa diversidade de espécies.
PB: Agora falando um pouco de DonaZica, soubemos que faz um mês, talvez menos, que vocês fizeram um show tocando alguns arranjos de Ataulfo Alves, é isso?
Iara:Sim, a gente fez um show de reinauguração da Sala Funarteem São Paulo, que já havíamos feito em Dezembro de 2007 com a participação do Mautner [Jorge] e do Melodia[Luiz]. Como este ano é o centenário do Ataulfo, se a gente não fizesse mais esse show, seria uma grande falha do sistema. E o show está bom e ficando ainda melhor!
PB: Então DonaZica tem planos de continuar tocando?
Iara:Sim, sim, DonaZica deve fazer algumas coisas no segundo semestre, depois dessa pausa. Vai rolar no SESC Pompéia, no projeto de 10 anos do Prato da Casa. Temos pelo menos uns três convites.
PB:Mas uma reunião apenas no sentido de shows ou de um trabalho novo mesmo?
Iara:Shows, shows.
PB: Voltando ao seu trabalho, conferimos as músicas que saíram no Música de Bolso e ficamos curiosos. Você tem um trabalho novo saindo afora Macunaíma?
Iara:Tenho dois trabalhos novos. Fora DonaZica e o Macunaíma, tem mais duas Iaras diferentes pra sair aí! Um é este que você viu, do Música de Bolso. Inclusive, vou fazer um show dia 09 de Julho, lá no Casa de Francisca. É praticamente acústico: Sou eu, sentada, tocando violão, mais cello, baixo acústico, bem no estilo dos vídeos no Música de Bolso... é aquela formação. Eles me chamaram pra fazer algo, aí resolvi fazer aquelas músicas, tirar este projetinho da gaveta e montar um show. Já fiz um, e agora vou fazer este segundo. E essas músicas são o projeto de um disco que devo fazer provavelmente no ano que vem. Agora não dá que já eu estou fazendo o outro.
Agora o que vai rolar neste disco agora, traremos mais além, aqui mesmo atualizando a postagem. Aguardem!
Desta noite também saíram alguns prospectos bem interessantes circundando Karina Buhr, a respeito do Comadre Fulozinha, para quem sabe aportar aqui neste segundo semestre, de repente pelo MACACO - Movimento Artístico e Cultural do CAASO. As meninas da banda estão com um álbum novo, lançado este ano, Vou Voltar Andando, e seria providencial dar as caras por aqui.
Há de se render homenagens ao pessoal da organização, responsáveis por terem trazido a MacunaÓpera para cá, em especial a CEC, Coordenadoria de Eventos Culturais da UFSCar. Sempre é espantoso o fato de eventos deste calibre serem totalmente de graça! Contudo, apesar desta benevolência e da relevância do trabalho é mais espantoso ainda que não se tenha o teatro lotado, abarrotado, e filas afora. Felizmente era um teatro quase lotado e com certeza todos ali irão procurar conhecer este pedacinho de nossa música e também de nossa literatura. Porque este é um dos muitos aspectos interessantes deste trabalho, popularizar, aproximar o público do livro, que passa então a ser muito mais interessante feito toda adaptação da literatura e quadrinhos ao cinema, que faz o mundo se voltar a obra original também.
E para mais fotos, dê uma olhadela em nossa conta no Picasa!
Mentecapto acabou. Separaram-se. Partido em pedaços. Se desfez, desmanchou, desmoronou, desmantelado. It's over. Se fini.
Bandas vem e bandas vão. Seja porque aviões caem, seja porque o homem é carregado de ego, seja por uma nova ideologia ou um novo amor. No final, o que importa é o que realmente elas deixaram, como legado.
A notícia já está até velha, mas julgamos necessário registrar, já que ninguém comentou por aí. E além disto, vamos deixar alguns prospectos futuros e passados, do tal legado e perspectivas novas.
Descobrimos o buxixo ainda pouco depois de nosso aniversário de um ano, quando até levamos a faixa O Réquiem para tocar durante nossa entrevista na Rádio UFSCar, no programa Independência ou Marte. Réquiem, justamente uma homenagem, póstuma. O que nos chegou primeiro, foi um tópico na comunidade da banda no Orkut, onde ao se perguntar da previsao para novos shows, a resposta dada por Henrique Rosek foi de que:
"vc(sic) não vai mais poder ver nenhum show do Mentecapto, rs... Foi pro saco... R.I.P."
Depois, no fotolog da banda, uma mensagem mais oficial, datada de 23 de Março último:
"2007 - 2009. É isso! Gostaria de agradecer a todos que nós ajudaram, apoiaram, adoraram, odiaram. Dizem que o que é bom dura pouco. Poderia ser uma grande mentira. Não me contento com isso. Até a próxima!"
Esta era a derradeira confirmação do fim do Mentecapto, uma das mais promissoras bandas que assistimos e resenhamos (AQUI, também num dos melhores textos, numa auto-crítica) no primeiro ano do Programa Bluga.
Entramos em contato com André Marques, um dos guitaristas do Mentecapto e confirmamos que a banda de fato havia acabado, logo na primeira semana de fevereiro deste ano. Segundo ele, após a saída da baixista Priscilla Inoue, que departou para a Irlanda, o principal motivo reside num conflito de ideologias entre os membros remanescentes.
Nisso, dos quatro rapazes, já sabemos de experimentações de André, autor da única tentativa de rolar um coverzinho de The Mars Volta ao vivo que presenciamos no país, e Alexandre Lima, o irriquieto vocalista da banda. Do outro lado, Henrique Resek e Leandro Garcia, guitarista e baterista, quem sabe.
Agora, em nossa resenha haviamos comparado algo da sonoridade ao The Mars Volta, o que foi bem comprovado na entrevista dada para o Trama Virtual. Contudo, será que não seria esta cisão na verdade como o fim do At The Drive-In, banda que originou TMV e o Sparta? Se encararmos assim, em definitivo algo melhor está por vir.
Aliás, Mentecapto tinha uma sonoridade que lembra em muito The Mars Volta apresentado no seu novo álbum, que já vazou pelas internetes da vida, só sai oficialmente agora 23 de Junho. Bem mais acessível, o Octahedron deve agregar mais fãs a banda. Fãs estes que sentiriam cair muito bem Mentecapto, e ficariam extasiados com a proposta ao vivo dos sujeitos, tão frenética quanto de seus inspiradores.
Agora, um dos maiores medos que acometem o Programa Bluga recaem justamente em apontar uma banda que não dure mais um mês. Felizmente, isso não aconteceu. Mas aconteceu de não durar um ano.E, mais interessante ainda, no mínimo, Mentecapto deixa como legado uma bela tentativa em terras brasileiras. Ao mesmo tempo em que explorava alguns dos elementos de bandas do nu prog lá fora (mais The Strokes?), acrescentavam certa brasilidade a seu som. A única coisa boa de se enterrar uma banda tão cedo é que preserva-se sua proposta original, não incomentendo em erros, sem nunca ter aquele segundo álbum pavoroso. Selo Programa Bluga aprova!
Hoje deixamos mais uma vez de lado as resenhas de show para comentar sobre alguns dos demais aspectos da música. Ainda vamos falar de shows, do que tanto gostamos, tanto destes quanto de álbuns ao vivo. E vamos falar mais especificamente de festivais. E vale não só para festivais, mas também para casas de shows, produtores. E não cabe só à Música, serve muito bem ao Teatro, à Dança e afins.
Acredito que um dos fatores fundamentais para o sucesso de um festival seja a divulgação, não só prévia, mas também posterior ao evento.
Hoje existe um sem número de canais fazendo a cobertura destes festivais, desde a mídia televisiva, especialmente em programas especializados dentro da TV Cultura, MTV, Multishow e afins, até o grande propagador hoje, a internet, com blogs infinitos, como este que vos fala. O reflexo deste trabalho é ter uma próxima edição com maior presença de público e envolvidos com o cenário, por exemplo.
Contudo, estas ferramentas têm pouca penetração dentro do público efetivo, especialmente em se falando de música. Um texto, por mais bem escrito, conciso e informativo que seja, não é o mesmo que estar lá e ouvir o show! Um texto acaba apenas trazendo uma visão unilateral com comentários sempre usando de figuras de linguagem às vezes ridículas, já que é impossível transpor em palavras uma sonoridade, uma música, uma banda. E hoje, esses textos normalmente atingem principalmente o pessoal envolvido na cena, produtores, organizadores, crítica e os próprios músicos, sem chegar ao ouvinte em vias de fato.
O fator que todos, inclusive os próprios artistas, parecem ter se esquecido ultimamente é quão fundamental para a repercussão de um evento é levar ao público o seu show. E isso, não falando em excursionar por trocentas cidades, mais de uma vez no ano, mas sim em levar o show diretamente a casa do ouvinte. Como? Ora, a resposta é mais que evidente: um ao vivo. E, voltando aos festivais, é necessário que um festival disponibilize sempre para seus artistas o áudio e/ou vídeo de suas apresentações tão logo acabada a apresentação, de modo que eles levem pra casa algo que possa ser aproveitado, com todos os direitos já cedidos a este, propiciando de imediato lançar um álbum em um formato qualquer, seja físico, seja virtual.
Nisso, surgiriam com certeza mais e mais ao vivos por aí, levando a frente o nome do Festival pelas mãos dos próprios músicos, quando produtores e organizadores não tomarem a frente e o fizerem. Até mesmo uma coletânea com o ao vivo das faixas das diversas bandas que rolam em um festival já seria algo!
Que isto significa? Além de o próprio artista sair contente com o registro de quem sabe uma épica apresentação, ao disponibilizar isto ao fã, a própria casa de eventos e principalmente o festival acabam tendo seu nome elevado.
Outro dia destes lia a biografia de André Midani, figura por trás da indústria fonográfica no Brasil, em muito responsável por grandes nomes de nossa Bossa e MPB. Lá ele nos comenta do absurdo número de gravações ao vivo no Festival de Jazz de Montreux, afirmando que com certeza a fama deste festival se fez com base nos álbuns ao vivo ali lançados.
Isso vai imediatamente de encontro ao aqui dito. Se o bom ouvinte fizer um simples exercício mental, que grandes Festivais de duas, três décadas atrás vêm a mente? California Jam? Woodstock? Estes, especialmente pelos registros em vídeo. E o os mais famosos álbuns ao vivo, onde foram gravados? Carnegie Hall, Budokan, Wembley, Royal Albert Hall, entre tantos outros que vem a memória. Todos conhecem ao menos um nome.
Hoje, como sempre, há uma série de festivais todos os anos. Muitos deles levando o nome de grandes corporações, feito o Tim Festival, outros produzidos por coletivos independentes, feito Festival Goma, Goiânia Noise Festival, Bananada, nossos Festival Contato, Festival de Calouros da UFSCar, Festival Rock na Estação, FeBICA, outros de produtores, feito Porão do Rock, Abril Pro Rock, João Rock, algumas iniciativas de Secretarias de Cultura, seja estadual, municipal, feito a Virada Cultural, Araraquara Rock e até festivais que tomam vários grupos, acontecendo em várias cidades ao mesmo tempo, feito o Grito Rock ou a Virada Paulista. Destes, esperta é a Tim, que comprou o nome do Free Jazz Festival, antes ainda Coll Jazz Festival.
Tomemos um destes festivais, com sua dúzia de atrações, liberando as gravações para estes doze artistas, cedendo todos os direitos. Se um ou dois desses, a cada edição, acabam lançando um álbum, CD, ou, melhor ainda, um DVD, quem ganha, além do artista com mais material para seu público, é o próprio festival. Tomando por exemplo o sancarlense Contato, se ele pegasse um sujeito feito Curumin e dispusesse seu material para lançar um álbum, nem que fosse virtual, independente, era o nome do festival em todo o Brasil, para um sem número de fãs. Teria sido uma manobra de gênio. E nem vou comentar se o mesmo fosse feito com um Mudhoney, praticamente a nível global. A repercussão seria estrondosa, em trocentos canais, direta ao público, o qual de público do artista vira público do festival automaticamente e sem grande esforço.
Nem que seja para criar um bootleg, uma gravação ao vivo, não oficial, às vezes não autorizada. Que ela fique no ar por pouco tempo, tanto melhor, se for de boa qualidade, torna-se um bootleg raro, famoso entre os colecionadores então. Aliás, um texto que deveria estar aqui falando de bootlegs é ESTE. Ou quem sabe este texto é que não deveria estar aqui, mas se você já o leu, azar.
Claro que já existe uma divulgação destas gravações, seja em canais do YouTube dos próprios organizadores, produtores e artistas, seja pela platéia e mesmo transmissões radiofônicas, online. É um primeiro passo, mas garanto que haveria uma necessidade da geração Ipod em possuir uma gravação na íntegra de seus artistas preferidos, feito os colecionadores de bootlegs e suas fitas cassete séculos atrás.
Mesmo aqui no blog já publicamos bootlegs, como as gravações ao vivo do show do Móveis Coloniais de Acaju no CAASO, ou os Stranhos Azuis em sessão nos estúdios da Rádio UFSCar. Claro, se eu fosse os caras, disponibilizaria isso massivamente, afinal é um puta registro. E temos ainda, o programa #100 do Ummagumma, com a transmissão do Violeta de Outono, que não deixa de ser um bootleg, só outro formato, o bootleg tirado de rádios. Enfim, aproveitar desse material depende de várias partes. Aqui, estamos aproveitando tanto enquanto fãs como enquanto promulgadores amantes da música. E eu não diria que lançar infinitos discos ao vivo seja ruim. Vide Purple, Hendrix, com discografias, mesmo as oficiais, falando apenas dos aos vivos, quase impossíveis de possuir.
No final, isto não é um conselho, é praticamente um pedido, para incentivar todas as bandas que gostamos. E afinal sempre é legal guardar e degustar dos shows em que você esteve. Lembrando de quantas vezes pedi gravações do Contato, que existem e nunca foram disponibilizadas.
Quem sabe nos reste comprar um MD, um Iriver parrudo, e microfones binaurais pra sair fazendo bootlegs nossos por aí. Então ajudamos indiretamente a divulgar mais e mais a música, com música.
Ah, mas antes, dê uma olhadela neste link AQUI, vai.
Organizado pela Rádio UFSCar em parceria com a Pró-Reitoria de Graduação da universidade, o Festival de Calouros da UFSCar começava às 16h de quinta-feira, 4 de Junho, na Praça do Mercado em São Carlos, com atrações musicais, teatrais, vídeos, danças e pinturas, que traziam mandatoriamente ao menos um artista do primeiro ano da UFSCar envolvido no trabalho. E, ao final, BNegão e Os Seletores da Freqüência como atração principal este ano.
Quando no ano passado trouxemos AQUI algumas notas tiradas da 2ª edição do Festival, cobrindo a primeira apresentação do Móveis Coloniais de Acaju pela cidade, já imaginávamos que a ocasião iria fazer história no calendário musical da cidade.
Contudo, há uma diferença fundamental entre o de Calouros e os demais festivais da cidade. Um festival como o Rock na Estação, tem todas as suas bandas como atrações principais. No Escuta Essa ou no FeBICA, elas ainda por cima competem entre si. Mesmo no Contato, onde até há uma atração um degrau maior ao final dos shows, todos são expoentes falando nacionalmente.
Já no Festival de Calouros, ao escalar um grande nome sempre, primeiro Teatro Mágico (se é que se pode chamar de grande), depois Móveis e agora BNegão, cria-se uma disparidade monstruosa entre este e o material apresentado pelos então calouros, bixos. Isto, mais do que nunca, é refletido na ridícula presença de público durante as primeiras atrações da noite, justamente quem dá nome ao festival, os primeiranistas. Parece mesmo que extra-oficialmente o horário para começar a festa e às 20h30, com as pessoas fazendo contas, afinal se obrigatoriamente as atividades na Praça do Mercado devem se encerrar às 22h e o BNegão deve tocar no máximo uma hora e meia, este é o horário pra chegar. Chega a ser vergonhoso. Mais uma vez, falando do nome da noite, festival, DE CALOUROS, o público deveria também prestigiá-los. Claro que este ano não tínhamos nem um já finado Javali Underground pra nos surpreender, mas ainda assim prestigiar a todos é o mínimo que se espera de uma audiência. Não havia ali, até perto das 20h, cem pessoas, sendo metade, da organização, enquanto que no auge do BNegão provavelmente 500 pessoas lotavam a frente do palco. E a desculpa de que era uma noite fria só surtia efeito até pouco antes do BNegão, afinal.
Feitos estes comentários, vamos ao festival em si. Nossa equiparagem, também vergonhosamente, não chegou às 16h, mas apenas às 18h. Soubemos de segunda mão que já havia rolado a esta altura duas bandas, Ninguém vai tocar e Ben Affleck, ambas incursionado por covers. A esta altura se iniciava uma encenação teatral, instigadora, de um grupo nomeado Corpo de Rua, ali mesmo, no chão da Praça.
Já para a primeira apresentação que víamos subindo ao palco, um chorinho do grupo Vagalume. Com dois violões, pandeiro e clarinete, executaram nos seus vinte minutos cedidos uma boa seleção de Pixinguinha, com direito mesmo a um Abel Ferreira, com Chorando Baixinho. E reza a lenda que faltava ali um quinto integrante, uma flautista, que batizou a banda. Pela qualidade dos garotos, provavelmente iremos trombar com eles por aí.
E na seqüência, uma pequena surpresa: O único vídeo-clipe de uma banda queridíssima nossa, DonaZica, com a faixa Nua e Crua sendo transmitido no telão do palco principal. Dirigido, nada mais propositado, já que é justamente uma faixa com participação de BNegão na faixa, do álbum de 2005 da banda, Filme Brasileiro. Claro, aqui a desculpa era um calouro do curso de Pedagogia, supostamente Ricardo Vieira, responsável pela edição do clipe, que pode ser visto abaixo. Válido, válido e necessário.
E noutra incursão no chão da praça, enquanto preparava-se o equipamento da próxima banda no palco, era a vez da apresentação circense de um pessoal que está sempre se reunindo pela chamada Praça da XV fazendo malabares e outras estripulias, aparecendo em um e outro evento. Ali chamados Los Boludos, tiveram seus minutos, com direito até mesmo a monociclo.
E praticamente como que abrindo para o BNegão, já que traziam uma produção mais caprichada, tocando ali seus quarenta minutos, bem mais que as demais da noite, vinha a banda Krakatoa Reggae, de Araraquara. Acompanhavam o calouro e baterista Hugo Gorla, os gêmeos Vitor Gorla e Davi Gorla, na guitarra e contra-baixo, Rick nos vocais e Ras Tabeça na percussão. Com alguns anos tocando pela região e lançando um álbum até o fim de junho, fazem uma proposta praticamente vale-tudo, daquelas bandas típicas de balada. No setlist da noite apresentaram algumas faixas próprias, como a homônima Krakatoa Reggae, alguns arranjos por muito reggeados de Jorge Ben Jor, como Mas Que Nada e Umbabarauma, até mesmo um Chico Science, com Manguetown e, como não poderia deixar de ser, Bob Marley, com Exodus e Get Up Stand Up.
E, já tradicionalmente antes de subir ao palco o grande nome da noite, surgia à bateria da UFSCar para tocar, ou tentar, algumas coisa ali. Esperemos que aqueles ali sejam apenas o calouros, porque foi sofrível, de fato. Felizmente, curto! Agora, se houve outra reclamação na noite, foi o volume excessivo do som ali na praça, que pareceu incomodar muitos da platéia. Isto atrapalhou em muito as bandas de calouros, que obviamente não passaram som algum, simplesmente entravam tocando. Felizmente para o BNegão houve um acerto do PA, claro.
Como previsto, às 20h35 subia ao palco um sujeito corpulento, imponente, BNegão, acompanhado de seus Seletores de Freqüência, que colocaria força no palco e contaminaria a galera. Mesmo em vinhas de lançar um novo álbum, ainda apresentavam muito de seu já velho trabalho-debute, Enxugando o Gelo, lançado em 2003, que em certos aspectos é um marco dentro da música independente brasileira, quando naquela época já disponibilizava o álbum para download na íntegra.
Famoso junto ao Planet Hemp, se é um homem do Rap, BNegão compreende muito bem a música brasileira e do mundo, aplicando em seu trabalho sonoridades diversas, realmente: do Funk Carioca ao Blues do Mississipi; do Reggae ao Samba; do Dub ao Rock; do Jazz ao Hip-Hop, da Bossa ao Hardcore. Isto claro é fruto de uma produção e estudo que busca criar álbum que apesar de ter uma linha-guia, tem muitos ramos, com guitarras beirando até o manguebeat de Maquinado e trompetes e samples lembrando Guizado, servindo ao público já estabelecido que o ouvia no Planet Hemp e devidamente conquistando novo público, chegando a novas rádios, a alta mídia. É quase engraçado como o independente se torna mainstream e há popularização, senão comercialização dos ímpetos mais transgressores da sociedade, ouvidos por todas as classes, banalizado.
E justamente como seu álbum, era o público que o assistia. Embora centrado nos universitários, uma platéia heterogênea, que de fato conhecia seu trabalho, estava lá. Também pudera, cinco anos do álbum lançado e uns bons três anos excursionando com os Seletores. E os Seletores são cariocas, Pedro Seletor no trompete, voz e guitarra, Fabiano Moreno na guitarra, cavaquinho e Voz, Robson Vinttage na Bateria, e Kalunga no Baixo. BNegão, além da voz e linha de frente, vem a guitarra em um faixa ou outra também. O show de fato é forte, muito bem levado, criando vínculos fortes com a platéia, intimando ela a se mexer, espantando o frio que caia sobre São Carlos naquela semana.
Rolaram no setlist praticamente todas as faixas de álbum de 2003, com pontos altos em Prioridades, no seu refrão na boca de todos, "Priorize as Prioridades", e V.V, rap-samba onde Moreno ataca no cavaquinho e Pedro na guitarra. BNegão também mostrava algumas cartas para o próximo, que sai neste segundo semestre, como Juju, Reação e Proceder/Caminhar. Ainda traziam arranjos para Jorge Ben Jor, finalmente bem contemplado na noite depois do que o pessoal do Krakatoa havia feito, justamente no meio da faixa nova Juju, com trechos de África Brasil (Zumbi), do álbum África Brasil, de 1976. De Jorge, aparentemente muito admirado por BNegão, também tinham programado Hermes Trimegisto Escreveu, do mesmo álbum. Desta saiu um vídeo em Sorocaba, que segue abaixo! Outro arranjo que embalou o povo ali na Praça do Mercado era o Reggae, finalmente bem conduzido, com I Chase the Devil, do jamaicano Max Romeo.
01. A Palavra; 02. (Funk) Até o Caroço; 03. Nova Visão; 04. Prioridades; 05. Reação; 06. Proceder/Caminhar; 07. V.V; 08. Dorobo; 09. Seletores de Freqüência; 10. I Chase Tha Devil; 11. Hermes Trismegisto; 12. Juju; 13. O Processo; 14. Qual é o seu nome?; 15. A Verdadeira Dança do Patinho;
BIS 1 Enxugando o Gelo; Pass The Peas; Beatbox+Trumpets; (Funk) Até o Caroço (versão tocada em Brasília);
BIS 2 Beatbox+trumpets; Imunização Racional;
Vale comentar que ao chegar em Dança do Patinho, iam indo às 22h, "e em teoria o show se encerrava por aqui...". Mas atendendo a pedidos, no bis estes foram contemplados com a faixa homônima ao álbum, Enxugando o Gelo, mais Pass The Peas, de Maceo Parker, incursionando pelo Soul e Jazz do americano. Brincariam ainda com um beatbox de BNegão mais o trompete de Pedro Seletor, seguido por uma uma outra versão de (Funk) Até o Caroço, até então só tocada em Brasília. Eles voltariam instantes depois para um segundo bis, novamente com o lance do beatbox e trompete, pra emendar um Tim Maia, com Imunização Racional, do álbum Tim Maia Racional Volume 2.
BNegão é um monge-shaolin-negro, que saúda marcialmente a platéia como quem venera seus companheiros numa luta contra inimigos quase invisíveis. Sua crítica política é descarada em faixas como A Verdadeira Dança do Patinho, que como muito bem dito pela figura "É o reflexo terceiro-mundista do brasileiro, que nasce bebendo e dançando (...) E no momento em que o índio aceitou o primeiro espelhinho português o som que se ouviu no horizonte foi quén-quén-quén", como um patinho, de fato.
Um dos aspectos interessantes desta edição do Festival foi uma iniciativa dos calouros do curso de Imagem e Som, trabalhando na noite, por trás das atrações, fazendo uma cobertura dos eventos. Estavam lá todos trajando preto com uma camiseta com os dizeres PISCAR, sigla nos remete a Produção Independente de São Carlos, senão uma Pixar, não é? Contudo, vamos ver ainda se sai algum material em áudio, vídeo, fotos e afins dali. Já dissemos uma vez por aqui, nem o Contato finaliza tanto quando captura, o que é uma lástima.
E outro lance bacanudo da edição deste ano foi a realização do Festival não apenas em São Carlos, mas também em Sorocaba. Com um estranho Campus da Universidade Federal de SÃO CARLOS nesta cidade vizinha, também aconteceram por lá apresentações dos calouros, finalizando com o BNegão. De lá temos apenas o vídeo do BNegão, por hora. Alguém esteve por lá pra nos contar como foi?
Só nos resta a dúvida sobre o que aconteceu com a edição que se passaria em Araras, outro Campus da UFSCar. Será real o boato de que ela não foi levada a cabo pela escolha da curadoria do evento recair em um membro do Planet Hemp? Que pensamento...
Ademais, mais um ensaio de fotos da noite, AQUI, no nosso Picasa!
Enquanto Ribeirão, cidade do futuro Parque do Rock, se via com seu João Rock, São Carlos era agraciada mais uma vez pela passagem do Macaco Bong. Tocariam aqui então pela terceira vez, sendo a primeira no 2º Festival Contato e a segunda em um Palquinho Maluco no DCE da UFSCar ao lado do The Name, que também os acompanhava nesta noite, em mais um Independência ou Marte - A Festa, dentro do Armazém Bar, reduto de sempre e único na cidade.
E, frente o nome que ali se apresentava, apontado por mídias, grandes e alheias, como melhor trabalho de 2008, não se podia esperar nada menos que casa cheia. Não era a casa mais cheia do ano, nem de longe, mas havia um público considerável, já conhecido do nosso cenário local, para mais uma vez prestigiar a banda.
Obrigatoriamente estavamos lá, afinal, Macaco Bong exige de nós esta presença. Afora que sempre é interessante prestigiar uma festa dos camaradas do programa Independência ou Marte, que já até nos convidaram para entrevista ao vivo na Rádio UFSCar, não é? Fazendo o jabá amigo, dê uma ouvida nos sujeitos nas segundas, às 22 horas, transmitindo online , ou ainda em São Carlos, à 95,3MHz.
E após alguma discotecagem destes ditos sujeitos do Independência ou Marte, Youngman e FioDiBack, abria a noite The Name, uma das muitas bandas de Sorocaba que valem a pena, a despeito de umas e outras. Numa apresentação curta, animando a casa com sua proposta post-punk, com Andy e Molinari nas vozes, fazendo guitarra e baixo respectivamente e Alves na bateria, mesclada a alguns samples puntuais. Aqueceram na medida para a entrada dos primatas de Cuiabá.
Macaco Bong fez uma apresentação fortíssima, praticamente esgotando seu repertório em frente a uma platéia, justamente conhecedora de seu material, faminta por mais. Logo, vieram bis, como bises tem de ser, repetindo uma e outra faixa. Isto nos indica que Seu primeiro e então único álbum, Artista Igual Pedreiro, disponível pra download de graça pela Trama, tão falado, está pouco. Claro que os sujeitos estão tocando a todo momento por aí, afinal, o lançamento não fez nem um ano ainda. Logo, pensar em um novo álbum é
É isto, o único mal do Macaco Bong é que seu show é tão bom que fica curto uma hora e meia. Ademais, nem de longe vamos nos delongar aqui em destrinchar o Macaco Bong, afinal todo mundo já falou dos cabras. Vamos deixar aqui algumas impressões, apenas visuais do show. Se é discutível o mérito de trazer apenas fotos, também o é apenas o áudio de um show ao vivo. Mesmo uma gravação de áudio e vídeo não contempla estar presencialmente num show, afinal. Mas, não tenho nem vídeo, nem áudio, fiquemos com fotos. Que, aliás, estão de tirar o fôlego!
Confira, clicando AQUI, pra nossa conta no Picasa!
E como prometido no nosso Twitter, saiu mais uma surpresinha da apresentação do Móveis Coloniais de Acaju no CAASO: eis o áudio do show, bootleg pra ser baixado, ouvido distribuído a todos os fãs e amigos da banda!
Agora, quem não viu, nem ouviu, pode ter mais esta experiência, afora nossa cobertura da noite nesta postagem AQUI e a cobertura em fotos AQUI! E claro, quem presenciou tudo no Salão de Eventos da USP de São Carlos, pode guardar, mostrar pra todo mundo e dizer que também estava no coro de vozes da platéia.
Isto tudo, graças realização do evento pela gestão Abre a Roda do CAASO (Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira) junto ao Massa Coletiva. E ficam os agradecimentos ao pessoal do Vacarre Som e Luz, especialmente ao técnico de som, João Antônio, que teve a presteza de nos conseguir a captura do áudio em dois canais pela saída digital da mesa de som, e, ao Gustavo Koshikumo, que se dispôs a tratar o som, resultando neste bootleg qualidade A+, distribuido a vocês pelo Programa Bluga!
Na ocasião, abria para oMóveis o Coco de Mazuca. Aguardem, logo mais subimos o áudio da apresentação deles também.
Segue o setlist do bootleg, desde a chamada do DJ FioDiBack até os comentários mais inusitados saídos no meio do show pelos integrantes da banda.
SETLIST
01. Introdução
02. Cão-Guia
03. Lista De Casamento
04. Esquilo Não Samba
05. Comentário: Que beleza!
06. O Tempo
07. Pra Manter ou Mudar (A Do Piano)
08. Comentário: Totalmente grátis!
09. Perca Peso
10. Cheia de Manha
11. Comentário: Tem de tudo!
12. Falso Retrato (U-hu)
13. Copacabana
14. Comentário: Abre a roda!
15. Indiferença
16. Aluga-se Vende
BIS
17. Adeus
18. Sem Palavras